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9 de out de 2010

Alterações motoras após cirurgia refrativa

Alterações motoras após cirurgia refrativa


categorias: Ortóptica

Alterações motoras após cirurgia refrativa no paciente estrábico



Rosana Nogueira Pires da CunhaI; Inez Eloísa IsoldiII; Marcelo CunhaIII



IOftalmologista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha e do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, com pós-graduação nível doutorado na mesma instituição

IIOrtoptista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha

IIIOftalmologista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha e do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, com pós-graduação nível doutorado na mesma instituição



RESUMO



OBJETIVO: Estudar a evolução clínica de pacientes com estrabismo e que se submeteram à cirurgia refrativa.

MÉTODOS: Foram examinados 15 pacientes de outubro de 2000 a setembro de 2001 com história de estrabismo e cirurgia fotorrefrativa, incluindo avaliação sensório-motora. O tempo de seguimento foi no mínimo de 6 meses da correção a laser. Os pacientes que já haviam sido submetidos à correção a laser constituíram o primeiro grupo, e os que foram examinados antes da correção a laser, formaram o segundo grupo.

RESULTADOS: Todos os pacientes do primeiro grupo necessitaram de cirurgia corretora de estrabismo para aliviar os sintomas de visão dupla ou corrigirem o aumento do desvio ocular. A cirurgia fotorrefrativa foi realizada nesses casos em pacientes com estrabismo pré-existente e sem avaliação prévia de suas condições sensoriais.A maioria dos pacientes do segundo grupo apresentou piora da visão binocular após o procedimento a laser. Metade dos pacientes desse grupo precisou usar óculos para detalhes de perto para aliviar sintomas de astenopia. Aqueles que possuíam esotropia acomodativa foram os que apresentaram menos ou nenhuma queixa após o procedimento, e a evolução foi estável ao longo dos meses de pós-operatório.

CONCLUSÕES: Os cirurgiões refrativos devem selecionar seus pacientes, evitando subestimar alterações que possam comprometer a capacidade de fusão após o laser. Recomendamos a avaliação sensório-motora detalhada, antes do laser, para todos os candidatos à cirurgia refrativa.



fonte: Arq. Bras. Oftalmol. v.67 n.3 São Paulo maio/jun. 2004

O artigo na íntegra está no link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492004000300023&lng=pt&nrm=iso



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