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20 de dez de 2012

Baixa visão é confundida com cegueira e prejudica desempenho de alunos


Dandara Sousa, 7, coloca o livro bem próximo aos olhos para ler e usa telelupa para enxergar a lousa. Aos 11 meses, os médicos diagnosticaram baixa visão --ou visão subnormal. O dia a dia da menina não é nada fácil na sala de aula, mas, com o empenho da família e da escola, seu desempenho não fica atrás do de seus colegas.
A descoberta precoce fez com que Dandara aprendesse a usar a visão que tem e a desenvolver o sentido. Mas nem todos alcançam esse objetivo.
"De 70% a 80% das crianças diagnosticadas como cegas têm alguma visão útil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)", alerta a médica Luciene Fernandes, coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.
Leticia Moreira/Folha Imagem
Dandara Sousa da Costa, 7, com a mãe, Giselda Sousa Nascimento
Dandara Sousa da Costa, 7, com a mãe, Giselda Sousa Nascimento
Confundida com a cegueira, a descoberta da baixa visão cabe aos pais e também aos professores, diz Fernandes. "Toda criança tem que fazer exames de visão com 1, 2, 4, 7 e 10 anos de idade. As escolas deveriam cobrá-los", diz.
A Santa Casa de SP capacita professores de escolas municipais regulares a oferecer condições adequadas ao aprendizado de crianças com baixa visão. O workshop já passou por Barueri e Mairiporã e chegará a Itaquaquecetuba e Piracicaba neste semestre.
"Estamos visitando os municípios em parceria com as prefeituras", diz Ana Lucia Rago, fisioterapeuta e psicopedagoga do Setor de Visão Subnormal da Santa Casa de São Paulo.
O Ministério da Saúde está implantando unidades de reabilitação visual para tratar desde o diagnóstico até o fornecimento de recursos ópticos de reabilitação. O serviço pode ser encontrado em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).
Números
Dos alunos matriculados no ensino regular no ano passado, 398,2 mil tinham algum tipo de necessidade educacional especial. Desse total, 14,2% com baixa visão e 1,3%, cegos, segundo dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira).
Em São Paulo, ao menos 10,8 mil estudantes sofrem de visão subnormal, número que pode ser maior. "Conheço crianças que tinham alguma condição de enxergar, mas foram diagnosticadas cegas e educadas como cegas. Infelizmente não é raro", afirma a coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.
Para Ana Lucia Rago, ainda há muito despreparo por parte dos professores para entender o comportamento desses alunos especiais e identificar a baixa visão.
"Quem tem esse problema coloca o objeto perto dos olhos para conseguir ver. Já vi professor falar que isso é errado. É, porém, o jeito da criança enxergar", exemplifica Rago. Ela diz que a deficiência não tem cura, mas a criança "pode aprender a usar a visão que tem da melhor forma possível."
A professora Ivonete Rodrigues fez cursos para aprender a lidar com Dandara e identificar outros casos. "Temos que suspeitar das dificuldades e comunicar aos pais. A baixa visão é mais comum do que a gente imagina", diz. Ela ainda fez adaptações, como aumentar o as letras escritas e usar cores.
Saiba mais
Eu tenho baixa visão?
A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. A maior parte da população considerada cega tem, na verdade, visão subnormal e é, a princípio, capaz de usar sua visão para realizar tarefas. Já o paciente com cegueira é aquele que perde totalmente a visão. Para cada pessoa cega há em média, 3 ou 4 com baixa visão.
Quais são os sinais?
Alteração na aparência dos olhos: estrabismo (olhos não alinhados), nistagmo (tremor nos olhos), movimentos irregulares, pupila com mancha branca, alteração na coloração da córnea. Há também alguns comportamentos diferenciados: fotofobia (hipersensibilidade à luz), posição da cabeça para olhar (aproximar o rosto muito perto do objeto para ler), dificuldades na coordenação motora.
Como lidar com a baixa visão na sala de aula?
Colocar o objeto perto dos olhos é permitido e deve ser incentivado. Ao aproximar, a imagem fica maior e mais nítida. Pode-se usar apoio de livro, suporte para folha, lupa, telescópio, óculos com lentes de magnificação (ampliação das imagens), lápis 4B ou 6B (aumenta o contraste). Evitar superfícies com brilho.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saber/738437-baixa-visao-e-confundida-com-cegueira-e-prejudica-desempenho-de-alunos.shtml

20 de nov de 2012

Mamãe celebridade está de parabéns!!

Parabéns para a Mariah Carey!! A filha dela tem estrabismo acomodativo atípico(que tem excesso de convergencia para perto), está com armação pediátrica de silicone, que é uma das mais apropriadas para crianças que precisam tratar de estrabismo ou ambliopia e o óculos é bifocal executive!!

E não tem vergonha de andar com a menina em público e se deixar fotografar assim!!

Corretíssimo!! A abdicação do preconceito começa com a família!!

Não coloquei a reportagem, por que só fala de moda e não do problema da criança, mas valeu pela atitude da Mariah Carey!




fonte: http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-2221752/Mariah-Careys-daughter-Monroe-sports-cute-pink-glasses-day-out.html


5 de nov de 2012

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA DEFICIENTES VISUAIS



ISENÇÃO DE IMPOSTOS para deficientes visuais
Inserido em sex, 26/12/2008 - 16:16 — Jean
Como sempre recebemos diversos emails com dúvidas sobre a isenção de IPI e IOF na aquisição de automóveis, por deficientes visuais, resolvemos postar aqui as principais informações sobre essa isenção, que em alguns carros pode desonerar em até 20% o seu valor.
Sugerimos que você também dê uma lida nas leis que se aplicam à isenção desses impostos federais em nossa seção de direitos.
QUEM PODE REQUERER?
As pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de dezoito anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi).
É considerada pessoa portadora de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20°, ou ocorrência simultânea de ambas as situações.
ISENÇÃO DE IOF
São isentas do IOF as operações de financiamento para a aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta, quando
adquiridos por pessoas portadoras de deficiência física.
PRAZOS:
IPI - O benefício somente poderá ser utilizado uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições.
IOF - O benefício somente poderá ser utilizado uma única vez.
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
Para que sejam evitadas idas e voltas à unidade da Secretaria da Receita Federal, que é o local onde você deverá dar entrada no processo de pedido de isenção, é bom estar atento aos documentos necessários. O processo é um tanto burocrático, então o primeiro passo é juntar toda a papelada e dar entrada na Receita Federal. Faça isso antes de começar a visitar as concessionárias de veículos, porquê depois que a isenção é deferida você terá o prazo de um ano para adquirir o veículo. Ah, e se esse prazo expirar sem você ter comprado o seu carro, recomece tudo do início.
Você deverá juntar a seguinte documentação, e apresentá-la, diretamente ou por intermédio de seu representante legal:
Requisição conforme modelo do ANEXO I da Instrução Normativa nº 607 de 5 de janeiro de 2006, dirigido ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) ou ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat), competente para deferir o pleito:.
Laudo de Avaliação, na forma do ANEXO IX, emitido por prestador de:
a) serviço público de saúde; ou
b) serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS).
Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial da pessoa portadora de deficiência ou do autista, na forma doANEXO II da Instrução Normativa nº 607, de 2006, disponibilidade esta compatível com o valor do veículo a ser adquirido.
Declaração na forma do ANEXO XII da Instrução Normativa nº 607, de 2006, se for o caso.
Documento que prove regularidade da contribuição previdenciária, expedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Caso o INSS não emita o referido documento, o interessado deverá:
a) comprovar, por intermédio de outros documentos, a referida regularidade; ou
b) apresentar declaração, sob as penas da lei, de que não é contribuinte ou de que é isento da referida contribuição, conforme MODELO.
Original e cópia simples ou cópia autenticada da carteira de identidade do requerente ou do representante legal.
REQUERIMENTO de isenção de IOF.
Caso a pessoa portadora de deficiência ou o autista, beneficiário da isenção, não seja o condutor do veículo, por qualquer motivo, o veículo deverá ser dirigido por condutor autorizado pelo requerente, conforme identificação constante doANEXO VIII da Instrução Normativa nº 607, de 2006. Poderão ser indicados até 3 (três) condutores autorizados, sendo permitida a substituição destes, desde que o beneficiário da isenção, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, informe este fato à autoridade competente que autorizou o benefício, apresentando, na oportunidade, novo Anexo VIII, com a indicação de outro (s) condutor (es) autorizado (s) em substituição àquele (s). A indicação de condutor(es) não impede que a pessoa portadora de deficiência conduza o veículo, desde que esteja apto para tanto, observada a legislação específica.
Cópia da Carteira Nacional de Habilitação do condutor autorizado.
Certidão Negativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN

Ampliada a isenção do ICMS para pessoas com deficiência - começa a valer a partir de janeiro de 2013


Quarta-feira, 18 de abril de 2012.

Ampliada a isenção do ICMS para pessoas com deficiência
A compra de veículo 0 km com isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que antes beneficiava apenas pessoas com deficiência física, com autonomia para dirigir, foi estendida às pessoas com deficiência visual, intelectual e autista. A decisão é do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicada no Diário Oficial da União em 9 de abril de 2012, por meio do convênio 38.

A medida, que começa a vigorar partir de janeiro de 2013 em todos os estados brasileiros, beneficia ainda o representante legal ou assistente da pessoa com deficiência, que também terá direito a isenção. O valor do veículo, incluídos os tributos, não pode ser superior a R$ 70 mil.

“Esta importante medida amplia a isenção do imposto às pessoas com deficiência que não tem autonomia de conduzir seu veículo, garantindo assim acessibilidade e equiparação de oportunidade”, ressalta Antonio José Ferreira, que é secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos.

Outra novidade, que beneficia as pessoas com deficiência, foi aprovado nesta terça-feira (10), no Plenário da Câmara. Trata-se da Medida Provisória 549/11, que cria a possibilidade de adquirir veículos 0 km com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A compra no entanto, só poderar ser efetuada caso o veículo anterior, comprado também sem imposto, tenha sofrido perda total. Atualmente, a isenção era válida apenas para compras feitas com intervalos de dois anos sem cogitar a situação extraordinária.

O Plenário aprovou ainda emenda da deputada Carmen Zanotto (PPS/SC) que estende o benefício da compra de veículo com isenção de IPI às pessoas com deficiência intelectual.

As medidas de desoneração fiscal fazem parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado no dia 17 de novembro de 2011.

Para ter direito ao desconto, a pessoa com deficiência ou seu representante deve apresentar os seguintes documentos em uma unidade da Secretaria de Fazenda:

- Laudo médico que comprova o tipo de deficiência;
- Comprovação de disponibilidade financeira ou patrimonial para fazer frente aos gastos com a aquisição e a manutenção do veículo a ser adquirido;
- Cópia autenticada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Comprovante de residência;
- Cópia da CNH de todos os condutores autorizados (no máximo três);
- Documento que comprove a representação legal, se for o caso.

A medida iguala a isenção do ICMS à isenção já em vigor do IPI. Saiba mais sobre o IPI em: http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefFisico/IsenIpiDefiFisicoLeia.htm.
fonte: http://www.bengalalegal.com/blog/?p=1839

4 de nov de 2012

Como os pacientes estão escolhendo seus médicos

Estou indicando o link, pois é um texto protegido.
Mas vale a pena ser lido.
Muito interessante, mas previsível, a maneira da escolha dos médicos, as consequencias de certas atitudes por parte dos pacientes e muito mais.

http://www.imaginologia.com.br/dow/Queixas-de-pacientes-ao-Atendimento-Medico.pdf

Médicos investem para tornar a espera pela consulta menos chata

Passatempos de consultório

Médicos investem para tornar a espera pela consulta menos chata. O movimento é crescente, mas ainda há muito a ser feito

Thiago Borges

Alguns bancos de almofadas já gastas, um filtro com água natural e pessoas desconhecidas que, ora olham no relógio para ver as horas, ora olham pela janela para tentar diminuir a ansiedade. A senha não foi anunciada no painel. E o tempo parece não passar. É necessário ser paciente, no sentido literal, para aguentar aqueles minutos de ócio torturantes nas salas de espera de consultórios de todo o Brasil. Alguns administradores tentam mudar esse cenário, às vezes nem sempre com tanto sucesso.

"É comum observarmos salas com pouca ou nenhuma opção de leitura atualizada e interessante, café morno, televisão posicionada desconfortavelmente lá no alto da parede, canais de televisão que não agradam, ausência de espaço para a criança manter-se agradavelmente distraída e ocupada, falta de climatização etc", nota a psicóloga e consultora Márcia Campiolo, especialista em administração de recursos humanos e gestão em saúde.

Porém, nos últimos dez anos ela tem notado que há uma mudança ascendente e acelerada nesse mercado, impulsionada por clientes que desejam não só um atendimento de alto nível por parte do médico como também instalações confortáveis, entre outros valores positivos que podem ser passados por outros meios. Há novos projetos de clínicas que já contemplam espaços apropriados para esse lazer pré-consulta.

O investimento depende muito do padrão que o médico deseja oferecer aos pacientes, mas Márcia diz que deve ser em torno de 1% do faturamento. "É importante também salientar que quanto menor o faturamento, maior acaba sendo o percentual necessário a ser investido, uma vez que para se oferecer um padrão básico existe um investimento mínimo", ressalta Márcia.

A clínica Unioft, de José Ricardo Rehder, adotou como opção de entretenimento uma TV de conteúdo interativo e personalizado. É o canal The Tabloid, desenvolvido por uma empresa terceirizada. A clínica foi selecionada para o piloto do projeto. Portanto, boa parte do investimento foi feito pela produtora de conteúdo. Rehder diz que a iniciativa é importante não só para mostrar aos pacientes os cuidados necessários com a saúde. É também uma boa forma de recuperar a credibilidade de uma classe hoje menos valorizada. "Para que nós, médicos, possamos voltar à nossa posição de muitos anos atrás e readiquirirmos o valor que devemos ter, precisamos atuar buscando a satisfação de nossos clientes mostrando-lhes que a nossa preocupação com a qualidade de vida e saúde se faz por um conjunto de ações que mostram o respeito e vontade de levar a eles as respostas que necessitam para resolverem seus problemas", observa Rehder. "Assim sendo, a TV interativa tem sido um mecanismo que na própria sala de espera, junto às recepcionistas, evidencia a satisfação de nossos clientes".

A rede de consultórios Cerpo é outra que aposta em veículos corporativos. A primeira ferramenta utilizada foi o "Ponto de Vista", um jornal impresso com conteúdo de saúde ocular, saúde em geral, dicas, entrevistas e curiosidades. De jornal, o Ponto de Vista passou a ser uma revista com diagramação moderna e atual. Além dos assuntos já abordados na antiga versão, também são explorados temas do dia-a-dia. A cada três meses, é disponibilizada uma nova edição nas unidades Cerpo e também no site.

Outra ferramenta de entretenimento utilizada, e mais recente, é a Cerpo TV. A empresa foi a primeira da área de saúde no Brasil a contar com a tecnologia 3D, que permite a visualização de imagens em terceira dimensão sem o uso de óculos especiais. Em 29 pontos da rede, assim como a revista, os pacientes acompanham dicas de saúde ocular. "Foi uma experiência muito positiva como meio de entretenimento. Eles (pacientes) ficavam curiosos com a novidade e a TV foi um sucesso", lembra William Fidelix, diretor da Cerpo.

Desde novembro, porém, a rede de consultórios tem promovido mudanças na TV corporativa, com alterações no layout e no conteúdo. Quem produz os programas é a Bridge Content Provider, da empresa de Digital Signage TV4News, que vem investindo em produção na área da saúde desde que entrou no mercado, há dois anos. Os monitores estão presentes em todas as clínicas da Cerpo.

"Esse mercado de entretenimento não para de crescer. Sempre há uma nova tecnologia, novas estratégias, novos produtos etc. A tendência com esse crescimento contínuo é cada vez mais empresas se especializarem nessa área e, consequentemente, enriquecer o mercado sempre com novidades criativas e inteligentes", avalia Fidelix.

Apesar de importantes iniciativas, é preciso tomar cuidado com possíveis "exageros" na escolha do conteúdo. "Muito cuidado com programas educativos sobre patologias oftalmológicas. Eles podem facilmente se tornar enfadonhos para muitos clientes e se transformar em valor negativo ao invés de positivo. Esses programas para educação do paciente são relevantes, mas devem ser utilizados de forma e em local adequados", nota Márcia.

Outra opção seria colocar TV a cabo sintonizada em canais de documentários sobre a natureza e curiosidades diversas. Além disso, Márcia lembra que o aparelho deve estar em uma posição confortável para quem assiste, e com volume baixo, mas audível. Se optar por revistas, os donos de consultórios devem se preocupar em ter títulos de diversos segmentos e mantê-las separadas para facilitar a busca do cliente. E o café? "Café morno, ou mesmo quente, mas que foi feito há algumas horas, é um pesadelo para quem é apreciador da bebida", alerta Márcia.

Além de aperfeiçoar as opções que já disponibilizam, as clínicas devem se atentar a tendências do mercado. "Acredito que nos próximos anos deve se intensificar nos hospitais, clínicas e consultórios, o oferecimento de conexão para internet wi-fi e terminais de computador com internet, para acesso rápido", aponta a consultora.

Os resultados em investir em boas ações de entretenimento em salas de espera são muitos. A satisfação do cliente pode ser mensurada por meio de números sobre o volume de atendimento, rotatividade de clientes, faturamento, além de outras métricas. Elogios e reclamações são outras formas de medir quão ele está feliz com o serviço. O primeiro efeito é a percepção positiva que o paciente soma a suas impressões sobre a clínica e o próprio médico.

"Devemos entender que os elementos que fazem parte do rol de características que compreendem o atendimento ao cliente são inúmeros, e devem estar unidos e em sintonia, para que a percepção final desse cliente seja positiva", explica Márcia. Com isso, fideliza-se o usuário que, se estiver satisfeito, também deve gerar novos clientes para o consultório.

fonte:
http://www.universovisual.com.br/publisher/preview.php?edicao=1210&id_mat=4980

Médicos têm menos respeito por pacientes obesos


Médicos respeitam menos os seus pacientes gordinhos do que aqueles com peso normal, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos. O estudo levanta questões sobre as atitudes negativas dos médicos sobre pacientes obesos e o efeito disso na saúde desses pacientes em longo prazo.

Segundo a pesquisa, quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC) dos pacientes, menor era o respeito que os médicos afirmavam ter por eles. Em um grupo de 238 pacientes, um nível de IMC 10 pontos mais alto era acompanhado por uma queda de 14% do respeito que os médicos diziam sentir. O IMC é um cálculo feito com a altura e peso da pessoa, que determina em uma escala se a pessoa está magra, tem o peso normal ou tem sobrepeso. Os índices normais de IMC ficam entre 18 e 25.

Mary Margaret Huizinga, professora da Universidade que participou do estudo, afirma que a ideia da pesquisa partiu da sua experiência trabalhando em uma clínica para perda de peso. A médica diz que, na clínica, percebeu que muitos pacientes sentiam que não recebiam o mesmo cuidado que outros porque tinham sobrepeso.

Os dados para o estudo foram coletados a partir de 238 pacientes em 14 hospitais em Baltimore, EUA. Pacientes e médicos responderam a questionários sobre a consulta, suas atitudes e percepções sobre o outro. Na média, os médicos expressavam sentir menos respeito por pacientes com os maiores IMCs.

A importância do respeito

Pesquisas anteriores mostram que, quando o médico respeita seu paciente, ele recebe mais informações. Pacientes que não se sentem respeitados podem evitar todo o sistema de saúde e não ir mais ao médico.

Uma limitação sofrida pelo estudo, de acordo com Huizinga, é que ele não conseguiu fazer uma ligação clara entre o respeito do médico e o efeito final dos tratamentos médicos. "Nosso próximo passo é compreender como as atitudes dos médicos perante a obesidade afetam a qualidade de cuidados com esses pacientes", diz.


Por fim, a pesquisadora diz que médicos têm que ser conscientizados que a discriminação contra a obesidade existe. Ela também afirma que as escolas médicas deveriam começar a discutir o assunto para reduzir ou compensar este comportamento. "A conscientização sobre o próprio preconceito pode levar a uma mudança de comportamento e sensibilização que precisam cuidar sobre como agem junto dos pacientes", afirma a médica. [Science Daily]

fonte: http://hypescience.com/23392-medicos-tem-menos-respeito-por-pacientes-obesos-diz-estudo/


 

3 de nov de 2012

Uma em cada seis crianças tem síndrome de Irlen


Confundido com dislexia, problema é marcado por falta de adaptação ao contraste, como claro e escuro, e há distorção da percepção na leitura, como se texto e palavras estivessem tremendo

Publicação: 19/09/2012 06:00 Atualização: 19/09/2012 09:41

Pais cujos filhos têm dificuldade de leitura e, por isso, foram identificados como disléxicos devem ficar atentos e insistir no diagnóstico. O problema pode ter cura e a criança fazer parte, na verdade, de 15% da população portadora da síndrome de Irlen. Trata-se de um distúrbio do sistema visual que tem como sintomas mais comuns a dificuldade de adaptação à luz, desorganização espacial (noção de direita, esquerda, em cima e embaixo) e desconforto com o movimento e com figuras complexas e de alto contraste, como as zebradas. Tudo isso impacta os pequenos, principalmente por afetar a coordenação da movimentação ocular, e, consequentemente, prejudicar a leitura. Assim como a dislexia,  manifesta-se com intensidade variável, mas é um problema oftalmológico demonstrado clinicamente e que tem tratamento. 

O primeiro conceito de dislexia é de autoria do médico britânico W. Pringle Morgan e foi descrito no fim do século 19 para identificar as crianças que não conseguiam ler, apesar do acesso a uma boa educação. O diagnóstico moderno também tem uma descrição vaga e ampla, de acordo com o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e diretor do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que a descreve como uma síndrome neurológica complexa que se manifesta de forma extremamente heterogênea. 

Guimarães ressalta que todos os casos de síndrome de Irlen que não são identificados como tal acabam com diagnóstico de dislexia. “De maneira geral, observamos uma tendência de usar essa classificação como qualquer condição que afete o aprendizado e sobre o que não se sabe exatamente o que é. É mais um diagnóstico de exclusão – não é mais nada, então é dislexia – do que efetivamente de afirmação. É um termo não médico, mas educacional, para falar da dificuldade de leitura. O grande esforço que fazemos é tirar a Irlen desse saco comum”, diz.

Uma a cada seis crianças é portadora da síndrome, tem dificuldades de leitura, mas sai do consultório oftalmológico com um diagnóstico acima de qualquer suspeita. Isso porque o tradicional teste das letrinhas, ou teste de Snellen, trabalha com vogais e consoantes paradas e espaçadas, enquanto o portador de Irlen a enxerga de outra forma no dia a dia. A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, explica que é importante avaliar a criança em algumas atividades. “Por que ela lê a primeira e a segunda frases e depois diz que está cansada, fala que quer ir ao banheiro, beber água? Tem algo na atividade nada confortável e aquilo se torna penoso”, avalia a médica. 

TESTE DIFERENCIADO Márcia explica que, nesses casos, é preciso fazer o teste da visão em funcionamento, ao contrário do exame oftalmológico clássico. A avaliação deve excluir a instabilidade da movimentação ocular. “Quando lemos, normalmente movimentamos os olhos de três a quatro vezes por segundo. Para saber se a pessoa lê ou não, não posso me ater a ver se ela enxerga ou não a letra pequena, mas se enxerga e se movimenta bem os olhos da esquerda para a direita numa velocidade rápida e constante e com os dois olhos em sincronia”, afirma. 

A médica acrescenta que, muitas vezes, a dificuldade que se transforma numa aversão à leitura está relacionada ao contraste do branco com o preto no papel, deixando a criança sem saber no que prestar atenção. Quem sofre de Irlen não consegue se adaptar ao contraste (claro e escuro ou preto e branco) e, nesse trabalho, costuma ter distorção de percepção, sentindo como se o texto estivesse mexendo e a palavra, trêmula. Márcia acrescenta ainda que o diagnóstico de Irlen e de dislexia devem ser feitos separadamente. Quem percebe a dislexia é o professor e o pedagogo e, apenas recentemente, se tornou um problema médico. Mas, no teste da letrinha, somente cerca de 15% das informações visuais envolvidas no aprendizado são supridas. O restante não é considerado. 

"A leitura é a base do aprendizado na nossa sociedade. Quando não consegue aprender, a criança acaba alijada do processo de integração social e vai até, no máximo, o ensino fundamental. Eles são inteligentes, estratégicos e espertos, mas não se saem bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. O aluno procura alternativa, fica disperso, começa a se mexer na cadeira, é rotulado como desatento, sem educação, hiperativo e acaba saindo da escola", diz. Os testes feitos no hospital verificam como a criança enxerga com luz natural e artificial – na luz fluorescente, o menino vê a letra se mexendo. Por meio de transparências de cores específicas, eliminam-se essas distorções levando de imediato a uma leitura mais fluente e compreensível. Márcia Guimarães destaca que as transparências são um recurso assistivo, não invasivo, de baixo custo e alta resolutividade, que potencializam o efeito das intervenções multidisciplinares mesmo na própria dislexia, se houver déficits visuais envolvidos.

O médico Ricardo Guimarães adverte que nem todos os oftalmologistas estão aptos a detectar a síndrome de Irlen nos consultórios. Segundo ele, a parte da visão relacionada à doença, a subcortical, ainda é uma "parte oculta do iceberg", daí a dificuldade de muitos profissionais em compreendê-la. "O que está comprometida é a visão subcortical, que nos dá a orientação. O que estudamos no consultório é a cortical, a capacidade de classificar os objetos", explica. 

Ele acrescenta que os novos estudos da neurociência não foram plenamente incorporados na prática clínica. "Nossa medicina é muito voltada para o balcão. Conhecimentos que não envolvam produtos, ou seja, medicamentos ou técnicas, acabam tendo uma divulgação menor que aqueles com laboratório atrás fazendo propaganda. A maneira pela qual se faz o teste não envolve e não depende do instrumento mais importante do diagnóstico do teste oftalmológico, o de Snellen, mas exige do médico ficar com o paciente mais de uma hora no consultório. E hoje ninguém quer isso."

Dificuldade não está relacionada à inteligência
A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, observa que, ao contrário da Irlen, detectada pelo oftalmologista, a dislexia envolve uma equipe multidisciplinar, com oftalmologistas, neurologistas, terapeutas e fonoaudiólogos, sendo identificada de diversas maneiras por cada profissional. A médica ressalta ainda que ela se manifesta de várias formas. Há pacientes com disortografia (ou disgrafia) e não consegue escrever corretamente; há aqueles que escrevem, mas no momento da leitura não pronunciam o som; e há ainda os casos de dificuldade com a matemática (discalculia), além da dislalia (troca da letra "l" pelo "r", por exemplo), além da dificuldade para diferenciar letras invertidas, como "d e "b", "p ou "q".

“O que chama a atenção é que a dificuldade não tem nada a ver com o grau de inteligência da pessoa. É alguém aparentemente normal, inteligente, com todas as facilidades de expressão, mas na hora de escrever surge a dificuldade. Por isso a criança evita escrever, porque começa a trocar letras e fica sem entender o que ocorre", relata Márcia. Segundo ela, normalmente, os portadores da doença, que atinge de 8% a 12% da população mundial, têm inteligência acima da média, pois, para driblar a deficiência, se esforçam além dos outros. "São pessoas extremamente talentosas em outras áreas, como em processamento espacial (montagem de quebra-cabeça e peças tridimensionais). Dão soluções imediatas a problemas matemáticos. Geralmente, são artistas, poetas, comediantes, pessoas que lidam com o lado da criatividade. Conhecimento padrão para eles é muito difícil", acrescenta.

A suspeita de dislexia recai depois dos 9 anos, quando a criança já foi exposta a um estímulo de escola mais intenso. A médica ressalta que há pouco tempo examinou uma família de empresários do ramo de supermercados de Belo Horizonte, em que todos os irmãos são dislexos. Eles adotaram uma estratégia de estudo em grupo. Enquanto um lê, os outros escutam. "A dificuldade pode ser na aquisição da habilidade de leitura ou no que a pessoa lê. Deve prestar tanta atenção no que está lendo a ponto de não conseguir se lembrar do conteúdo no fim do texto. Toda a atenção é desviada para decodificar o som", completa.

Distúrbio do sistema visual que torna a leitura mais difícil











A SÍNDROME QUE TORNA A LEITURA MAIS DIFÍCIL
 

Confundida com a dislexia, a doença de Irlen é caracterizada pela falta de adaptação ao contraste e por distorções durante a Leitura. Uma a cada seis crianças tem o distúrbio, que pode comprometer os primeiros anos de aprendizagem escolar
Correio  Brasiliense – 19/09/2012 – Caderno Saúde
Por Junia Oliveira
            Belo Horizonte – Pais cujos filhos têm dificuldade de leitura e, por isso, foram identificados como disléxicos devem ficar atentos e insistir no diagnóstico. O problema pode ter cura e a criança fazer parte, na verdade de 15% da população portadora da síndrome de Irlen. Trata-se de um distúrbio do sistema visual que tem como sintomas mais comuns a dificuldade de adaptação à luz, a desorganização espacial (noção de direita, esquerda, em cima e embaixo) e o desconforto com movimentos e figuras complexas, de alto contraste, como as zebradas. Tudo isso impacta os pequenos, principalmente por afetar a coordenação da movimentação ocular e, consequentemente, prejudicar a leitura.
            O primeiro conceito de dislexia é de autoria do médico britânico W. Pringle Morgan e foi descrito no fim do século 19 para identificar as crianças que não conseguiam ler, apesar do acesso e uma boa educação. O diagnóstico moderno também tem uma descrição vaga e ampla, de acordo com o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e diretor do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que a descreve como uma síndrome neurológica complexa que se manifesta de forma extremamente heterogênea.
            Guimarães ressalta que todos os casos de síndrome de Irlen não identificados como tal acabam com diagnóstico de dislexia. “De maneira geral, observamos uma tendência de usar essa classificação como qualquer condição que afete o aprendizado e sobre o que não se sabe exatamente o que é. É mais um diagnóstico de exclusão do que efetivamente de afirmação. É um termo não médico, mas educacional, para falar da dificuldade de leitura. O grande esforço que fazemos é tirar a Irlen desse saco comum”, diz.
            Uma a cada seis crianças é portadora da síndrome. Chefe do Departamento de Distúrbio de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães alerta que é importante avaliar as reações das crianças diante de desafios visuais. “Por que ela lê a primeira e a segunda frase e depois diz que está cansada, fala que quer ir ao banheiro, beber água. Tem algo na atividade nada confortável e aquilo se torna penoso”, avalia.
            Márcia explica que, nesses casos, é preciso fazer o teste da visão em funcionamento, diferente do exame oftalmológico clássico. A avaliação deve excluir a instabilidade da movimentação ocular. “Quando lemos, normalmente movimentamos os olhos de três a quatro vezes por segundo. Para saber se a pessoa lê ou não, não posso me ater a ver se ela enxerga ou não a letra pequena, mas se enxerga e se movimenta bem os olhos da esquerda para a direita numa velocidade rápida e constante e com os dois olhos em sincronia”, explica.
            A médica acrescenta que muitas vezes, a dificuldade, que se transforma numa aversão à leitura, está relacionada ao contraste do branco com o preto no papel, deixando a criança sem saber em que prestar atenção.
Falta prática
            Segundo a especialista, o diagnóstico de Irlen e de dislexia devem ser feitos separadamente. Quem percebe a dislexia é o professor e o pedagogo e, apenas recentemente, a questão se tornou um problema médico.
            O médico Ricardo Guimarães adverte que nem todos os oftalmologistas estão aptos a detectar a síndrome de Irlen nos consultórios. Segundo ele, a parte da visão relacionada à doença, a subcortical, ainda é uma “parte oculta do iceberg”. Daí, a dificuldade de muitos profissionais em compreendê-la. “O que está comprometida é a visão subcortical, que nos dá a orientação. O que estudamos no consultório é a cortical, a capacidade de classificar os objetos”, explica.
            Ele acrescenta que os novos estudos da neurociência não foram plenamente incorporados à prática clínica. “Nossa medicina é muito voltada para o balcão. Conhecimentos que não envolvam produtos, ou seja, medicamentos ou técnicas acabam tendo uma divulgação menor que aqueles com laboratório atrás fazendo propaganda. A maneira pela qual se faz o teste não envolve e não depende do instrumento mais importante  do diagnóstico do teste oftalmológico, o de Snellen, mas exige do médico ficar com o paciente mais de uma hora no consultório. E hoje ninguém quer isso.”
            Esses obstáculos, segundo Márcia Guimarães, têm efeitos além do diagnóstico da doença. Podem comprometer o desenvolvimento de jovens e crianças. “A leitura  é a base do aprendizado na nossa sociedade. Quando não conseguem aprender, os pequenos acabam alijados do processo de integração social e vão até, no máximo, o ensino fundamental. Eles são inteligentes, estratégicos e espertos, mas não se saem bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. O aluno procura alternativa, fica disperso, começa a se mexer na cadeira, é rotulado como desatento, sem educação, hiperativo e acaba saindo da escola”, diz.
O problema não está relacionado à inteligência
Márcia Guimarães observa que ao contrário da síndrome de Irlen, detectada pelo oftalmologista, a dislexia envolve uma equipe multidisciplinar, com oftalmologistas, neurologistas, terapeutas e fonoaudiólogos, sendo identificada de diversas maneiras pelos profissionais.
            A médica ressalta ainda que ela se manifesta de várias formas. Há pacientes com disortografia (ou disgrafia) e que não consegue escrever corretamente; há aqueles que escrevem, mas, no momento da leitura, não pronunciam o som; e há ainda os casos de dificuldade com a matemática (discalculia). Além da dislalia (troca de letra “l” pelo “r”, por exemplo), além da dificuldade para diferenciar letras invertidas como “d e b” e “p ou q”.
            “O que chama a atenção é que a dificuldade não tem nada a ver com o grau de inteligência da pessoa. É alguém aparentemente normal, inteligente, com todas as facilidades de expressão, mas, na hora de escrever, surge a dificuldade. Por isso, a criança evita escrever. Ela começa a trocar letras e fica sem entender o que ocorre”, relata Márcia.
            Segundo ela, normalmente, os portadores da doença, que atinge de  8% a 12% da população mundial, têm inteligência acima da média, pois, para driblar a deficiência, se esforçam além dos outros. “São pessoas extremamente talentosas em outras áreas, como em processamento espacial (montagem de quebra-cabeça e peças tridimensionais). Dão soluções imediatas a problemas matemáticos. Geralmente, são artistas, poetas, comediantes, pessoas que lidam com o lado da criatividade. Conhecimento padrão para eles é muito difícil”, acrescenta.
            A suspeita de dislexia recai depois dos 9 anos, quando a criança já foi exposta a um estímulo de escola mais intenso. A médica ressalta que há pouco tempo examinou uma família de empresários do ramo de supermercados de Belo Horizonte, em que todos os irmãos são dislexos. Eles adotaram uma estratégia de estudo em grupo. Enquanto um lê, os outros escutam. “A dificuldade pode ser na aquisição da habilidade de leitura ou no que a pessoa lê. Ela deve prestar tanta atenção no que está lendo a ponto de não conseguir se lembrar do conteúdo no fim do texto. Toda a atenção é desviada para decodificar o som”, completa.

28 de out de 2012

2 reportagens que tratam do censo oftalmológico


Tem tabelas que não aparecem. Não consegui fazer com que aparecessem. Favor consultá-las no link da reportagem(coloquei abaixo no fim de cada uma): REPORTAGEM 1:

CENSO CBO
Raio-x da oftalmologia brasileira

Novo Censo Oftalmológico 2011, recém concluído pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia concluído aponta a real dimensão do crescimento do número de médicos oftalmologistas e a relação entre profissionais e população
Tatiana AlcaldeDez anos se passaram desde a primeira edição do Censo Oftalmológico. Entre 2001 e 2011, a população brasileira aumentou, assim como aqueles pacientes que são usuários de planos privados de saúde e claro, o número de médicos oftalmologistas também. A boa notícia, porém, é o aumento do número de municípios com atendimento regular (consultório instalado com atendimento semanal ou diário) - houve crescimento de 54%. “Nota-se uma interiorização da oftalmologia com a inclusão de municípios que recebem assistência”, afirma Paulo Augusto de Arruda Mello, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). “A distribuição poderia ser muito melhor, mas o Censo sinaliza uma melhora gradual ano após ano”, completa.
Em 2001, a população brasileira era de 169,5 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na época existiam 9.622 oftalmologistas, ou seja, um especialista para cada 17.620 habitantes, distribuídos em 677 cidades. Mesmo representando uma fração pequena (12,3% dos 5.507 municípios do país), elas concentravam 104,6 milhões de pessoas ou 61,8% da população.
A realidade hoje é esta: os oftalmologistas estão distribuídos em 1.211 cidades (21,8% dos 5.565 municípios), o que abrange 72,4% da população do Brasil ou 138,1 milhões de pessoas. Os outros 52,6 milhões de habitantes estão distribuídos em 4.354 municípios, pequenos em sua maioria.
Dos 190,7 milhões de habitantes no país (segundo dados do Censo Demográfico feito pelo IBGE), 15.719 são oftalmologistas. Com base nesses dados é possível afirmar que há um especialista para cada 12.134 habitantes.

Porém, para ter dados precisos sobre a rede de atendimento existente no Brasil, o novo Censo editado pelo CBO, identificou o número de médicos que atuam em mais de um município. “O censo de 2001 foi baseado no local de residência do médico. E isso não nos trazia um retrato fiel, já que interessa onde ele trabalha. Por exemplo, Cubatão tem poucos médicos que moram ali, mas tem médicos que exercem a oftalmologia e residem no Grande ABC ou em Santos. Por isso, o censo atual está baseado onde o médico exerce a profissão”, explica Mello. Constatou-se que cerca de 14% dos oftalmologistas exercem sua profissão em mais de um município. Por isso, para efeito de avaliação da distribuição de contingente, são considerados 17.956 médicos atuando na oftalmologia. O que altera a relação especialista/habitante para 1/10.622.

De norte a sul, de leste a oeste
Do total de oftalmologistas que atuam no Brasil, 56% concentra-se na região Sudeste (10.105 médicos). A região Nordeste vem em segundo lugar, com 3.236 profissionais (18%); Sul conta com 2.637 (15%); Centro-Oeste tem 1.420 (8%); e no Norte do país há 558 (3%).
9.477 oftalmologistas brasileiros atuam nas capitais, o que representa 53% dos profissionais no país. Em 2000, a porcentagem chegava a 60%.
Os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm mais oftalmologistas no interior do que na capital. Já, Amapá e Roraima só têm especialistas na capital. E Rondônia tem quase o mesmo número tanto na capital quanto no interior.

81% dos municípios (1.032) que contam com atendimento oftalmológico regular têm até dez profissionais em atividade. Já, 509 cidades contam com apenas um oftalmologista. Em 2001, o número de municípios nesta condição era 243 para um total de 677 cidades cobertas pela especialidade.
Cerca de 51% dos oftalmologistas brasileiros se concentram em 16 municípios, sendo 13 capitais e mais três cidades do interior de São Paulo (Santo André, Ribeirão Preto e Campinas). E 29 municípios contam com mais de 100 oftalmologistas.

Análise regional
As relações oftalmologista/habitantes mudam entre os Estados - vão desde um mínimo de 1/55.724 no Amapá, a um máximo de 1/4.279 no Distrito Federal.
Das 27 unidades federativas (26 Estados e um distrito federal), 15 apresentam relações oftalmologistas/habitantes menores que 1/17.000, que é a relação preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) (veja mais no box). Desses, 13 Estados contam com 15.311 oftalmologistas (84%) para uma população de 143.091.709 habitantes (75% do total do país).
Apenas cinco Estados (Amapá, Maranhão, Acre, Pará e Rondônia) apresentam uma relação oftalmologista/habitante maior do que 1/30.000, a relação apontada pela OMS para países em desenvolvimento. Já, os Estados das regiões Sudeste e Sul mantêm uma relação de um especialista para até 11.000 habitantes.
Excluindo-se o Distrito Federal (apenas um município e com cobertura de 100% na assistência oftalmológica), o Rio de Janeiro apresenta a maior porcentagem de cidades com oftalmologistas: 69%. Em 2001, o percentual de municípios com oftalmologista no Estado era 41%. Na sequência, São Paulo e Espírito Santo aparecem em segundo lugar, ambos com 44%, e são seguidos por Mato Grosso do Sul (30%) e Ceará (28%). Em 2001, Mato Grosso do Sul ocupava a terceira posição e Ceará, que nem aparecia na lista dos cinco primeiros Estados com maior percentagem de municípios com oftalmologistas, ultrapassou o Rio Grande do Sul.
Em 2000, oito Estados contavam com oftalmologistas em menos de 5% de seus municípios. Dez anos depois, somente o Piauí manteve a menor cobertura (5%). O Acre também manteve o mesmo percentual de municípios com oftalmologistas (9%). Em contrapartida, o Estado do Rio de Janeiro é o que obteve o maior crescimento (28%).

Discrepância
Apesar da interiorização da oftalmologia, com mais cidades cobertas com assistência, ainda há diferenças significativas tanto para mais, quanto para menos entre as regiões brasileiras. Poucos lugares contam com o número ideal de especialistas (um oftalmologista para 17.000 habitantes). Na maioria de municípios, ou falta ou sobra oftalmologista. “A questão central é a disposição desses profissionais”, comenta Paulo Augusto de Arruda Mello, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
As áreas mais excluídas em termo de densidade são as de maior carência e as menos privilegiadas economicamente. Isso acontece por falta de cursos de especialização ou residência que atraiam os futuros médicos bem como a falta de perspectiva futura. “Salário combinado com plano de carreira pode contribuir para mudar esse cenário”, aponta Mello. “Mas o que determina a fixação do médico em uma cidade é a residência ou o curso de especialização. O futuro médico acaba a faculdade e sai à procura de residência e para isso, muitas vezes, deixa sua cidade de origem. Por isso, é fundamental o desenvolvimento de residência ou especialização nas áreas do Brasil onde não existe”, finaliza.


Maior e menor densidadeA cidade Serra da Saudade tem um oftalmologista para 68 habitantes e Santa Efigênia de Minas, um para 768 habitantes. Ambos estão em Minas Gerais e são os dois municípios no interior com as maiores densidades do País. Entre as capitais, encontramos as maiores densidades em Belo Horizonte (1/2.911) e em Vitória (1/1.903).
Entre as cidades com a menor densidade (ou seja, poucos oftalmologistas para uma grande população), estão Águas Lindas de Goiás (GO), Codó (MA) e Itapipoca (CE), Várzea Paulista (SP), Paritins (AM): há um oftalmologista para pelo menos 100.000 habitantes.
Relação adequada
O Censo Oftalmológico 2011 manteve como ideal a relação oftalmologista/habitantes entre 1/17.000 e 1/18.000 e que no estudo de 2001 foi estabelecida com base nos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Metodologia
Os dados usados no estudo foram obtidos a partir do cruzamento de informações levantadas para o Censo Oftalmológico 2011 com as disponibilizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ao final de 2010.
Em relação ao censo de 2001, o novo considera três fatores: o cadastro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (também usado há dez anos); a parceria com empresas do segmento oftalmológico (Allergan, Essilor e Opto Eletrônica), que compartilharam seus bancos de dados; e a identificação do profissional de oftalmologia em seus locais de trabalho.





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REPORTAGEM 2:
Mercado de trabalho: perspectivas para o futuro
Na contramão do crescimento populacional, aumenta o número de oftalmologistas no país. Levantamento estatístico que atualiza dados do mercado e reflete tendências nacionais aponta para desequilíbrio entre oferta e demanda por profissional da especialidade
Ramon Coral GhanemImportantes modificações ocorreram no mercado de trabalho oftalmológico desde o último censo realizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em 2001, sob coordenação do dr. Henrique Kikuta. Na época, o Brasil possuía 5.507 municípios e a população era de 169.500.000 pessoas. Apenas 677 (12,3%) municípios tinham oftalmologistas, totalizando 9.622 profissionais. A proporção no território nacional era de um oftalmologista para cada 17.620 habitantes. A proporção ideal de oftalmologistas por habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), seria de 1/20.000 e, segundo o CBO, 1/17.000. Portanto, em 2001 a proporção estava adequada. Pecávamos, entretanto, em relação à distribuição desses profissionais, com grande variabilidade entre os estados e regiões. Na região Sudeste a proporção era de 1/12.483, no Sul 1/19.511, no Centro-Oeste 1/18.942, no Nordeste 1/28.296 e no Norte 1/51.680. Os estados com maior densidade eram Rio de Janeiro (1/9.263), Distrito Federal (1/9.503) e São Paulo (1/12.077); e o com menor, o Amapá (1/79.307).

Significantes mudanças ocorreram na densidade e distribuição dos oftalmologistas de 2001 até hoje. A população brasileira cresce em ritmo lento, com tendência a queda. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram taxas médias progressivamente menores de crescimento anual: em torno de 2% na década de 80; 1,5% na década de 90 e 1,2% na década atual. A estimativa para 2010 é de somente 1,08%.

Por outro lado, o número de oftalmologistas vem crescendo a passos largos – conforme o CBO em 2001, cerca de 800 novos/ano, ou seja, mais de 8% ao ano. Somos, atualmente, quase 15 mil oftalmologistas para uma população de 187.885.996 habitantes, o que representa um oftalmologista para cada 13.000 habitantes, uma das maiores proporções no mundo. O aumento populacional no período de 2001 a 2008 foi de 10,8%, enquanto o número de oftalmologistas cresceu 50,7%.

#i1# Situação em Santa Catarina
O levantamento estatístico que realizamos em Santa Catarina (SC), para o XVIII Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira e Reabilitação Visual em 2008, mostra dados atualizados referentes à oftalmologia no estado que refletem, pelo menos em parte, as tendências nacionais.

O estado é composto por 293 municípios e apresenta uma população de 6.052.587 habitantes. Atualmente, contamos com 311 oftalmologistas divididos em 46 municípios, que correspondem a 63% da população. A relação oftalmologista/habitante em SC é de 1/19.461, e dentre os 46 municípios com oftalmologistas, de 1/12.229. O aumento populacional no período de 2001 a 2008 foi de 13,5%, e o número de oftalmologistas cresceu 42,7%. O número de vagas para curso de especialização (residência médica), reconhecido pelo CBO, é somente de 6 vagas/ano, o que faz crer que a maioria dos novos oftalmologistas tenha tido formação em outras regiões ou tenha adquirido título por meio da prova do CBO. O número de faculdades de medicina no estado, entretanto, aumentou significativamente nos últimos dez anos, passando de dois para dez; um aumento de 300% no número de vagas.

Em 2001, 12,6% dos municípios de SC contavam com oftalmologistas; hoje são 15,7%, o que demonstra uma ligeira melhora na distribuição. Os maiores municípios “sem” oftalmologistas são Palhoça, com 128.000 habitantes, e Biguaçu, com 55.000 habitantes. Estes, entretanto, encontram-se muito próximos a Florianópolis, a capital, que conta com a maior densidade de oftalmologistas do estado (1/4.678). Como se observa, a avaliação dos municípios de forma individual pode levar a importantes distorções na proporção oftalmologista por habitante, não refletindo a situação real.

Segundo o IBGE, Santa Catarina pode ser dividida em seis mesorregiões, e nesta pesquisa as mesorregiões foram utilizadas para a avaliação regional. Na Figura 1 observam-se as seis mesorregiões catarinenses e a relação oftalmologista por habitante. A densidade de oftalmologistas é anotada na cor verde quando é menor do que 1/18.000 (“carente”), amarelo quando está entre 1/17.000 e 1/18.000 (“adequado”) e vermelho quando é maior do que 1/17.000 (“saturado”). Nas tabelas 1 a 6 podem ser observados os principais municípios de cada mesorregião, o número de habitantes e de oftalmologistas, a relação oftalmologista por habitante e o aumento de oftalmologistas ocorrido desde 2001.

Percebemos, assim, que Santa Catarina apresenta um número adequado de oftalmologistas, com razoável distribuição regional. O aumento do número de oftalmologistas, entretanto, é muito superior ao aumento populacional, o que nos próximos anos ocasionará uma superpopulação desses profissionais. O rápido aumento do número de escolas médicas em Santa Catarina, fato que vem ocorrendo também em outros estados, é outro fator que contribuirá para esse desequilíbrio, lembrando que a maioria das novas escolas ainda não graduou suas primeiras turmas. Esses fatores nos levam a acreditar que o mercado de trabalho para o oftalmologista será cada vez mais difícil.

Concluindo, as principais cidades de Santa Catarina, como as principais cidades do Brasil, apresentam um número de oftalmologistas adequado ou até excessivo, mas, apesar disso, a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) sofre com extensas filas para atendimento oftalmológico. Isso se deve, principalmente, ao fato de poucos desses oftalmologistas atenderem pelo SUS.

A dificuldade para o credenciamento, a baixa remuneração e a ausência de infra-estrutura adequada, tanto ambulatorial como hospitalar, são os principais responsáveis por isso. As escassas verbas destinadas à oftalmologia, a dificuldade ao acesso e a burocracia do sistema têm limitado também o número de atendimentos e a realização de cirurgias pelo SUS, gerando longas esperas, como dois a três anos para cirurgias de catarata, a maior causa de cegueira no país.

Hoje, no Brasil, segundo o dr. Newton Kara José, são realizadas anualmente 250.000 cirurgias de catarata pelo SUS e seriam necessárias cerca de 900.000 para suprir nossa necessidade. Esses dados são muito bem apresentados nos Anais do II Fórum Nacional de Saúde Ocular, organizado pelos drs. Marcos Ávila e João Eugênio de Medeiros e pelo CBO, livro de leitura obrigatória para a classe oftalmológica.


Ramon Coral Ghanem é oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Joinville/SC; com residência e preceptoria em oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP); fellow em cirurgia refrativa e córnea no Massachusetts Eye and Ear Infirmary, Harvard Medical School, Boston-USA; pós-graduando, em nível de doutorado, pela USP-SP


fonte: http://www.universovisual.com.br/publisher/preview.php?edicao=1208&id_mat=3657 

12 de out de 2012

A importância do lúdico no sucesso do tratamento oclusivo - bonito exemplo!!


  1. Avancem o video para 3min, 25 seg.; vcs verão a forma lúdica que o Sr. Diego Lins encontrou para que seu filho Gabriel aceitasse usar a oclusão; muito legal!! parabéns ao Sr. Diego, belo exemplo!! - http://fantastico.globo.com/videos/t/edicoes/v/estudante-ve-desenho-de-infancia-virar-brinquedo/2176988/

3 de set de 2012

Olhos tremulos, secreção nasal, tosse e etc...........

Bom dia a todos!!
Este texto eu extrai do Yahoo e ainda não fiz a revisão ortográfica; peço desculpas!!

Mas achei muito interessantes as respostas no "O QUE FAZER?" Isto deveria ser melhor divulgado!! 


Por que o corpo faz coisas estranhas?

Entenda por que seus olhos ficam trêmulos, a pele fica arrepiada, a garganta inflama, as mãos ficam dormentes, você espirra ou tosse, os hematomas aparecem e o tornozelo torce. Saiba também o que fazer quando uma dessas coisas acontecer.

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O que está acontecendo? 
Na medicina, a expressão “tique” pode significar diversos movimentos involuntários que seu corpo faz. Nesse caso, estamos falando daqueles pequenos espasmos nos músculos dos olhos ou outras partes do seu corpo, como o joelho, que podem incomodar por um ou mais dias sem motivo aparente. "Os músculos disparam sob sua pele quando você se encontra num estado de animação ou stress," explica o Dr. Jeffrey Cain, presidente eleito da American Academy of Family Physicians e chefe de medicina de família no Hospital Infantil do Colorado, em Denver.

Por que seu corpo faz isso?
"Seu corpo está lhe dizendo que está estressado ou cansado", diz o Dr. Cain. "No caso do olho trêmulo, isso pode ocorrer devido à fadiga, por exemplo ao olhar para uma tela de computador durante o dia todo".

O que fazer? 
"Para a maioria das pessoas, esses espasmos não são um problema grave," diz Cain. De modo geral, o corpo está apenas indicando que preciso de uma pausa (os tiques podem ser causados pela ansiedade e ficam piores com a cafeína ou álcool). É recomendável tomar algumas medidas para aliviar a tensão quando o corpo der esse sinal: "Toque uma música relaxante, converse com um amigo, ou simplesmente foque em outra coisa". Ficar longe da tela do seu computador é uma boa ideia. Se esses truques não ajudarem, ou se os espasmos continuarem a atormentar você, converse com seu médico. Isso também pode ser um sintoma de doenças como o mal de Parkinson, autismo, paralisia de Bell, ou, no caso de olho trêmulo, um possível dano na córnea.O que está acontecendo? 
A coriza é uma reação do corpo a um invasor, como um alérgeno, um vírus ou bactéria. Seu sistema imunológico criar uma resposta inflamatória, que aumenta o fluxo do sangue na área, e isso faz com que mais glóbulos brancos combatam a infecção ou alérgeno, e também produz mais muco (que está sempre presente para manter as vias aéreas úmidas, mas é produzido em demasia quando se está resfriado). No caso de infecção, o muco ajuda a envolver e encurralar o invasor, enquanto os leucócitos nos pequenos vasos sanguíneos do seu nariz o atacam. Em alergias, as células de histamina nas suas vias nasais reagem e causam a inflamação. O muco sozinho já compõe a secreção, mas quando acompanhado da inflamação o nariz pode ficar congestionado. "Às vezes, a reação é exagerada", explica a Dra. Dale Amanda Tylor, professora assistente de otorrinolaringologia na Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee, "por isso seu nariz fica totalmente entupido e isso pode complicar a respiração e o sono."

Por que seu corpo faz isso? 
No geral, um “nariz correndo” é o resultado dos esforços utilizados pelo corpo para encurralar invasores e se livrar deles com os glóbulos brancos. Mas existem outras causas. Comer comida apimentada, inalar certos aromas (alguns podem causar irritação, como fumaça), ou uma mudança abruta de clima (por exemplo, ficar sob o ar-condicionado após passar muito calor na rua) também pode causar a secreção nasal. Isso acontece quando o sistema nervoso parassimpático (a parte do sistema nervoso responsável por funções como a salivação e digestão) trabalha mais do que o normal. Algumas pessoas também sofrem de coriza ao chorarem. Nesse caso, os canais lacrimais entupidos pelo fluxo podem drenar o líquido para o nariz, então o que sai por ele, na verdade, são lágrimas, e não muco. Em casos raros, a coriza autêntica pode indicar uma doença grave.

O que fazer? 
Espirre um soro em spray no nariz para ajudar a abrir as vias aéreas e melhorar a drenagem. Se a secreção é bem clara ou branca, provavelmente não se trata de uma infecção, e sim alergia. Quando a cor é esverdeada, maiores são as chances de uma infecção bacteriana no sino, principalmente se você sente dores na face ou nos dentes. Nesse caso é melhor ir ao médico para conferir se precisa de antibióticos. Vá ao médico, também, se você tem produzindo secreção clara ou branca por duas semanas ou mais: em alguns casos raros, porém perigosos, a descarga nasal crônica acompanhada de dor de cabeça (ou após trauma na cabeça) pode indicar um vazamento do fluido cerebrospinal, diz Tylor.
O que está acontecendo? 
Quando você tosse, um sopro de ar entra em suas via aéreas e faz com que as cordas vocais (que ficam abertas, exceto quando você fala) se fechem, o que criar pressão sob elas. Então, elas se abrem rapidamente e um grande volume de ar escapa fazendo um som. A força da tosse expele as secreções que se acumulam na garganta, como o muco.

Por que seu corpo faz isso? 
A tosse é o guardião da sua garganta. "Os pulmões e suas áreas adjacentes devem ser estéreis, então o objetivo é manter tudo em perfeita ordem lá embaixo," explica a Dra. Tylor. Quando seu corpo suspeita que há uma infecção ou outro intruso, ele tosse para manter a área limpa e livre de possíveis secreções, agentes irritantes e infecciosos.

Os médicos falam em tosse úmida e tosse seca. A tosse úmida, ou produtiva, produz muco e acontece quando seu corpo tenta expelir secreções causadas pelas infecções virais e bacterianas, ou até mesmo o refluxo de ácido. A tosse seca, ou improdutiva, é quando não sai nada além de ar. Agentes irritantes do ambiente (como perfumes ou odores fortes) e asma são duas causas comuns de tosse seca.

O que fazer? 
A primeira coisa que você deve fazer é o que toda criança já sabe: Coloque um lenço ou mão na frente da boca para tossir, depois descarte o lenço e lave as mãos com sabão ou utilize álcool em gel. Isso impede que seus germes (e qualquer outra doença você pode estar hospedando) contamine outras pessoas.

Para tratar a tosse, a Dra. Tylor recomenda: 
Hidratar-se com muita água e suco (e evite a cafeína) para diminuir o muco, experimentar pastilhas de tosse para acalmar a coceira na garganta, espirrar soro nasal em spray ou gotas caso o excesso de muco esteja contribuindo para a tosse, e tomar um xarope expectorante.

A Dra. Tylor não recomenda que crianças abaixo de 6 anos tomem medicamentos que suprimem a tosse, pois não são totalmente eficazes e já foram associados à palpitação e convulsão em crianças pequenas. Em vez disso, ela recomenda que o foco seja a hidratação: experimente um umidificador de ambiente, use soro nasal, e aumente a elevação da cabeceira da cama da criança (um cobertor dobrado sob o colchão pode servir) para drenar o muco corretamente.

Algumas tosses necessitam de atenção médica. Consulte um médico se você estiver:
  • Tossindo sangue.
  • Com dificuldade para respirar.
  • Com febre alta ou dores no corpo.
  • Tossindo continuamente por duas semanas ou mais.
O que está acontecendo? 
Às vezes um prenúncio de doença, em outras apenas um fato da vida necessário, essa pequena explosão interna, assim como a tosse, começa com uma tomada de ar e o fechamento das cordas vocais. Só que dessa vez, ao liberar o ar, a língua e a úvula (aquela coisinha pendurada na entrada da sua garganta) bloqueiam a saída do ar, que é liberado pelas vias nasais. E junto com ele, todas as secreções e germes que estão no caminho.

Por que seu corpo faz isso? 
Assim como a tosse mantém a sujeira longe da garganta, o espirro faz a mesma coisa com os invasores do seu nariz: pólen, bactérias, vírus e poeira. "É a forma de o seu corpo manter as vias nasais limpar e os sinos estéreis," diz a Dra. Tylor. Mas há outras razões para o seu corpo querer espirrar. Por exemplo, embora os médicos ainda não saibam exatamente o porquê, às vezes você espirra ao olhar para uma luz muito forte, como, por exemplo, a luz do sol (uma reação conhecida como espirro de reflexo fótico).

O que fazer? 
Não saia espirrando em cima das pessoas: você estará espalhando germes. Em vez disso, espirre na mão ou em um lenço, depois lave as mãos com sabão ou utilize um álcool em gel em seguida. A Dra. Tylor diz que geralmente não há mal em prender o espirro, mas já que esse é o jeito do seu corpo expelir algo prejudicial, é melhor deixar a natureza seguir seu curso. Assoar o nariz com frequência quando se está esfriado vai diminuir a necessidade do seu corpo liberar os agentes irritantes. Se os seus espirros estão associados à febre, calafrios, dores musculares, ou tosse, você pode estar resfriado ou até gripado, e seria melhor consultar um médico. Espirros que aparecem de tempos em tempos ou quando há mudança de clima são provavelmente derivados de alergias, e vêm acompanhados de coceira nos olhos ou coriza incolor. Nesse caso seu médico pode receitar um medicamento para mantê-los sob controle.
O que está acontecendo? 
Aquela dor cortante, que mais parece como se você tivesse comido pedaços de vidro, é um sinal de que a camada de tecido da sua garganta está inchada. Existe uma variedade de receptores de dor concentrada no pequeno espaço da sua garganta, e cada um deles é estimulado toda vez que você engole.

Por que seu corpo faz isso? 
Sua garganta pode ficar inchada por uma série de motivos. Pode ser uma infecção viral ou uma grave infecção bacteriana como a faringite estreptocócica, que pode causar dor intensa. A secreção pós-nasal, que acontece quando suas vias aéreas drenam o muco para o fundo da sua garganta, pode ser um agente irritante. O refluxo de ácido, no qual o ácido do estômago sobe até o esôfago, pode causar a sensação de queimação.

O que fazer? 
"Se a dor é tão ruim que ficar difícil respirar ou engolir a própria saliva, você precisa ser avaliado imediatamente", recomenda a Dra. Tylor. Você também pode consultar um médico se a garganta está muito inflamada e associada à febre alta ou dores no corpo, ou se esse é o único sintoma mas já persiste por duas semanas ou mais. Nesse último caso, é possível (mas não provável) que a dor seja um sinal de algo mais grave, como câncer de faringe.
O que está acontecendo? 
Quando um ou mais nervo está irritado por qualquer motivo, e o sinal que ele geralmente envia ao cérebro é embaralhado, você tem uma sensação de dormência. É como quando você diz que seu pé "dormiu" após ficar sentado sobre ele por muito tempo. "O termo médico para isso é parestesia”, diz o Dr. Jeffrey Cain, "e significa que você está sentindo algo que não é uma resposta neurológica tradicional e, logo, não faz sentido para o cérebro".

Por que seu corpo faz isso? 
O Dr. Cain compara a comunicação nervosa a um sinal elétrico enviado de uma parte do seu corpo ao cérebro. Digamos que você deitou sobre seu cotovelo: aqueles nervos estão sendo comprimidos e não conseguem enviar um sinal pelo caminho normal. "Os nervos não conseguem disparar da maneira adequada", explica a Dra. Sandra Fryhofer, médica em Atlanta e ex-presidente do American College of Physicians. "Eles não conseguem enviar o sinal inteiro, ou enviam um sinal errado, e o corpo entende que algo não está certo".

O que fazer? 
Existem muitos motivos benignos para o formigamento, como cruzar as pernas por muito tempo, ou bater o cotovelo em algum móvel da sua casa (a sensação é causada, na verdade, pelo nervo ulnar), e geralmente ele some dentro de alguns minutos. Outros, como o acúmulo de fluido durante a gravidez que pode causar a síndrome do túnel carpal (na qual o nervo radial que passa pelo pulso e vai até a mão fica comprimido), podem ser mais incômodos e dolorosos, mas somem sozinhos depois que o bebê nasce e seu corpo volta ao normal. Existem, entretanto, algumas doenças, como a diabetes, deficiência de vitamina B12, ou quando um osso pressiona um nervo, que podem causar danos em longo prazo se não forem avaliadas, segundo a Dra. Fryhofer. Se o seu formigamento é mais do que ocasional e não tem nenhuma causa benigna, ou se acompanha fraqueza dos músculos, converse com seu médico para saber se ele deve investigar um problema mais grave.
O que está acontecendo? 
Os pequenos músculos na base do pelo chamam a atenção dele, que eleva a pele em volta do folículo em pequenos calombos. "O termo médico para isso é reflexo pilomotor, ou seja, a ereção dos folículos capilares", diz o Dr. Cain.

Por que seu corpo faz isso? 
No clima frio, o pelo arrepiado criar uma barreira de isolamento para manter o calor por baixo. Embora essa resposta natural ainda funcione para animais cobertos de pelos, não é muito útil para nós, que já perdemos cabelo por conta da evolução. Essa função também pode ser estimulada pela reação que temos ao nos sentirmos ameaçados: o propósito é fazer parecermos maiores e mais assustadores (pense no porco-espinho com seus espinhos acionadas ou um gato com o pelo eriçado). Porém, nossa calvície moderna também não causa um efeito muito impressionante. Prazer, excitação sexual, ou até escutar sua música favorita também pode causar essa resposta primitiva, embora os especialistas ainda não saibam exatamente o porquê.

O que fazer? 
Nada. Arrepios são um atraso evolutivo inofensivo. E se eles podem ser bons, como quando você ouve uma melodia sublime ou sua namorada faz cócegas em você, aproveite-os.
O que está acontecendo? 
Os vasos sanguíneos sob a pele foram quebrados e estão vazando sangue sobre os tecidos adjacentes. Os hematomas geralmente começam roxos. Como sabemos, o sangue que não recebe oxigênio dos pulmões possui uma cor escura, e é por isso que os hematomas têm aquela tonalidade de berinjela. A cor vai mudando até parecer amarelada ou marrom quando o corpo começa a decompor o sangue espalhado em uma série de resíduos e eliminá-los.

Por que seu corpo faz isso? 
Um hematoma é apenas um indício de algum tipo de trauma ao corpo – seja grave ou não. "Ele não têm um propósito", explica o Dr. Cain. "É apenas um sinal de que o seu corpo está tentando se curar".

O que fazer? 
“O melhor tratamento para um hematoma é o descanso”, diz o Dr. Cain. Elevar a área ferida e fazer pressão – como levantar o braço e enrolá-lo em tecido após doar sangue – pode diminuir o tamanho do hematoma se feito logo após a lesão. Se está doendo, o Dr. Cain recomenda analgésicos como naproxeno ou ibuprofeno. Consulte um médico se os seus hematomas aparecem com facilidade (com as menores lesões), não somem, ou se você tem um hematoma muito grande (por exemplo, cobrindo grande parte do braço ou da perna), o que pode ser um sinal de que você perdeu muito sangue.
O que está acontecendo? 
"Isso acontece quando você gira ou dobra o tornozelo", explica o Dr. Cain. "Seu corpo é responsável por manter o alinhamento das juntas, mas quando ela sofre tensão em demasia, os ligamentos podem ser distendidos, rompidos parcialmente ou completamente". Os ligamentos são filamentos duros de tecido que mantêm as juntas estáveis. Quando eles se soltam ou rasgam, a dor é inevitável. Para dar início ao processo de cura, seu corpo incha a região. Às vezes podem surgir hematomas, caso os ligamentos tenham sangrado.

Por que seu corpo faz isso? 
Os ligamentos podem ser causados por algo que você fez ou não fez (como aquele aquecimento antes da corrida) ou puro azar (um buraco no meio da calçada). Quando eles são rompidos, seu corpo cria inflamação e dor para que eles tenham tempo de se recuperar. "A dor e o inchação são a forma natural do seu corpo dizer 'Tenha cuidado e seja gentil comigo até isso sarar'", diz o Dr. Cain.

O que fazer? 
Segundo o Dr. Cain, se você consegue ficar nas pontas dos pés sem se desequilibrar, não há necessidade de ver um médico. Por outro lado, se você tem hematomas e não consegue andar nem pular porque o tornozelo está instável, é bom procurar ajuda médica. “Para se ter certeza, é uma boa ideia fazer uma radiografia do tornozelo”, alerta a Dra. Fryhofer. "Já tive pacientes que andavam por aí com o tornozelo quebrado pensando que estava apenas torcido". Além disso, o médico pode recomendar que você utilize uma tornozeleira Aircast, que possui fácil colocação e remoção, e diminui o tempo de recuperação.

Dependendo da gravidade da entorse, pode levar dias ou até meses para o tornozelo voltar ao normal, mas com o tempo ele irá cicatrizar. O tratamento caseiro deve envolver descanso, gelo, compressão e elevação. Aplique gelo por 20 minutos a cada três ou quatro horas durante as primeiras 48 a 72 horas após a lesão. Enrole o tornozelo com uma meia de compressão ou curativo elástico (ambos são vendidos em qualquer farmácia) e eleve-o com uma base de almofadas. É importante lembrar que, sempre que possível, você deve ficar deitado.