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20 de nov de 2012

Mamãe celebridade está de parabéns!!

Parabéns para a Mariah Carey!! A filha dela tem estrabismo acomodativo atípico(que tem excesso de convergencia para perto), está com armação pediátrica de silicone, que é uma das mais apropriadas para crianças que precisam tratar de estrabismo ou ambliopia e o óculos é bifocal executive!!

E não tem vergonha de andar com a menina em público e se deixar fotografar assim!!

Corretíssimo!! A abdicação do preconceito começa com a família!!

Não coloquei a reportagem, por que só fala de moda e não do problema da criança, mas valeu pela atitude da Mariah Carey!




fonte: http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-2221752/Mariah-Careys-daughter-Monroe-sports-cute-pink-glasses-day-out.html


5 de nov de 2012

ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA DEFICIENTES VISUAIS



ISENÇÃO DE IMPOSTOS para deficientes visuais
Inserido em sex, 26/12/2008 - 16:16 — Jean
Como sempre recebemos diversos emails com dúvidas sobre a isenção de IPI e IOF na aquisição de automóveis, por deficientes visuais, resolvemos postar aqui as principais informações sobre essa isenção, que em alguns carros pode desonerar em até 20% o seu valor.
Sugerimos que você também dê uma lida nas leis que se aplicam à isenção desses impostos federais em nossa seção de direitos.
QUEM PODE REQUERER?
As pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, ainda que menores de dezoito anos, poderão adquirir, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, com isenção do IPI, automóvel de passageiros ou veículo de uso misto, de fabricação nacional, classificado na posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi).
É considerada pessoa portadora de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20°, ou ocorrência simultânea de ambas as situações.
ISENÇÃO DE IOF
São isentas do IOF as operações de financiamento para a aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta, quando
adquiridos por pessoas portadoras de deficiência física.
PRAZOS:
IPI - O benefício somente poderá ser utilizado uma vez a cada dois anos, sem limite do número de aquisições.
IOF - O benefício somente poderá ser utilizado uma única vez.
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
Para que sejam evitadas idas e voltas à unidade da Secretaria da Receita Federal, que é o local onde você deverá dar entrada no processo de pedido de isenção, é bom estar atento aos documentos necessários. O processo é um tanto burocrático, então o primeiro passo é juntar toda a papelada e dar entrada na Receita Federal. Faça isso antes de começar a visitar as concessionárias de veículos, porquê depois que a isenção é deferida você terá o prazo de um ano para adquirir o veículo. Ah, e se esse prazo expirar sem você ter comprado o seu carro, recomece tudo do início.
Você deverá juntar a seguinte documentação, e apresentá-la, diretamente ou por intermédio de seu representante legal:
Requisição conforme modelo do ANEXO I da Instrução Normativa nº 607 de 5 de janeiro de 2006, dirigido ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) ou ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária (Derat), competente para deferir o pleito:.
Laudo de Avaliação, na forma do ANEXO IX, emitido por prestador de:
a) serviço público de saúde; ou
b) serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS).
Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial da pessoa portadora de deficiência ou do autista, na forma doANEXO II da Instrução Normativa nº 607, de 2006, disponibilidade esta compatível com o valor do veículo a ser adquirido.
Declaração na forma do ANEXO XII da Instrução Normativa nº 607, de 2006, se for o caso.
Documento que prove regularidade da contribuição previdenciária, expedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Caso o INSS não emita o referido documento, o interessado deverá:
a) comprovar, por intermédio de outros documentos, a referida regularidade; ou
b) apresentar declaração, sob as penas da lei, de que não é contribuinte ou de que é isento da referida contribuição, conforme MODELO.
Original e cópia simples ou cópia autenticada da carteira de identidade do requerente ou do representante legal.
REQUERIMENTO de isenção de IOF.
Caso a pessoa portadora de deficiência ou o autista, beneficiário da isenção, não seja o condutor do veículo, por qualquer motivo, o veículo deverá ser dirigido por condutor autorizado pelo requerente, conforme identificação constante doANEXO VIII da Instrução Normativa nº 607, de 2006. Poderão ser indicados até 3 (três) condutores autorizados, sendo permitida a substituição destes, desde que o beneficiário da isenção, diretamente ou por intermédio de seu representante legal, informe este fato à autoridade competente que autorizou o benefício, apresentando, na oportunidade, novo Anexo VIII, com a indicação de outro (s) condutor (es) autorizado (s) em substituição àquele (s). A indicação de condutor(es) não impede que a pessoa portadora de deficiência conduza o veículo, desde que esteja apto para tanto, observada a legislação específica.
Cópia da Carteira Nacional de Habilitação do condutor autorizado.
Certidão Negativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN

Ampliada a isenção do ICMS para pessoas com deficiência - começa a valer a partir de janeiro de 2013


Quarta-feira, 18 de abril de 2012.

Ampliada a isenção do ICMS para pessoas com deficiência
A compra de veículo 0 km com isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que antes beneficiava apenas pessoas com deficiência física, com autonomia para dirigir, foi estendida às pessoas com deficiência visual, intelectual e autista. A decisão é do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), publicada no Diário Oficial da União em 9 de abril de 2012, por meio do convênio 38.

A medida, que começa a vigorar partir de janeiro de 2013 em todos os estados brasileiros, beneficia ainda o representante legal ou assistente da pessoa com deficiência, que também terá direito a isenção. O valor do veículo, incluídos os tributos, não pode ser superior a R$ 70 mil.

“Esta importante medida amplia a isenção do imposto às pessoas com deficiência que não tem autonomia de conduzir seu veículo, garantindo assim acessibilidade e equiparação de oportunidade”, ressalta Antonio José Ferreira, que é secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos.

Outra novidade, que beneficia as pessoas com deficiência, foi aprovado nesta terça-feira (10), no Plenário da Câmara. Trata-se da Medida Provisória 549/11, que cria a possibilidade de adquirir veículos 0 km com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A compra no entanto, só poderar ser efetuada caso o veículo anterior, comprado também sem imposto, tenha sofrido perda total. Atualmente, a isenção era válida apenas para compras feitas com intervalos de dois anos sem cogitar a situação extraordinária.

O Plenário aprovou ainda emenda da deputada Carmen Zanotto (PPS/SC) que estende o benefício da compra de veículo com isenção de IPI às pessoas com deficiência intelectual.

As medidas de desoneração fiscal fazem parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado no dia 17 de novembro de 2011.

Para ter direito ao desconto, a pessoa com deficiência ou seu representante deve apresentar os seguintes documentos em uma unidade da Secretaria de Fazenda:

- Laudo médico que comprova o tipo de deficiência;
- Comprovação de disponibilidade financeira ou patrimonial para fazer frente aos gastos com a aquisição e a manutenção do veículo a ser adquirido;
- Cópia autenticada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Comprovante de residência;
- Cópia da CNH de todos os condutores autorizados (no máximo três);
- Documento que comprove a representação legal, se for o caso.

A medida iguala a isenção do ICMS à isenção já em vigor do IPI. Saiba mais sobre o IPI em: http://www.receita.fazenda.gov.br/GuiaContribuinte/IsenIpiDefFisico/IsenIpiDefiFisicoLeia.htm.
fonte: http://www.bengalalegal.com/blog/?p=1839

4 de nov de 2012

Como os pacientes estão escolhendo seus médicos

Estou indicando o link, pois é um texto protegido.
Mas vale a pena ser lido.
Muito interessante, mas previsível, a maneira da escolha dos médicos, as consequencias de certas atitudes por parte dos pacientes e muito mais.

http://www.imaginologia.com.br/dow/Queixas-de-pacientes-ao-Atendimento-Medico.pdf

Médicos investem para tornar a espera pela consulta menos chata

Passatempos de consultório

Médicos investem para tornar a espera pela consulta menos chata. O movimento é crescente, mas ainda há muito a ser feito

Thiago Borges

Alguns bancos de almofadas já gastas, um filtro com água natural e pessoas desconhecidas que, ora olham no relógio para ver as horas, ora olham pela janela para tentar diminuir a ansiedade. A senha não foi anunciada no painel. E o tempo parece não passar. É necessário ser paciente, no sentido literal, para aguentar aqueles minutos de ócio torturantes nas salas de espera de consultórios de todo o Brasil. Alguns administradores tentam mudar esse cenário, às vezes nem sempre com tanto sucesso.

"É comum observarmos salas com pouca ou nenhuma opção de leitura atualizada e interessante, café morno, televisão posicionada desconfortavelmente lá no alto da parede, canais de televisão que não agradam, ausência de espaço para a criança manter-se agradavelmente distraída e ocupada, falta de climatização etc", nota a psicóloga e consultora Márcia Campiolo, especialista em administração de recursos humanos e gestão em saúde.

Porém, nos últimos dez anos ela tem notado que há uma mudança ascendente e acelerada nesse mercado, impulsionada por clientes que desejam não só um atendimento de alto nível por parte do médico como também instalações confortáveis, entre outros valores positivos que podem ser passados por outros meios. Há novos projetos de clínicas que já contemplam espaços apropriados para esse lazer pré-consulta.

O investimento depende muito do padrão que o médico deseja oferecer aos pacientes, mas Márcia diz que deve ser em torno de 1% do faturamento. "É importante também salientar que quanto menor o faturamento, maior acaba sendo o percentual necessário a ser investido, uma vez que para se oferecer um padrão básico existe um investimento mínimo", ressalta Márcia.

A clínica Unioft, de José Ricardo Rehder, adotou como opção de entretenimento uma TV de conteúdo interativo e personalizado. É o canal The Tabloid, desenvolvido por uma empresa terceirizada. A clínica foi selecionada para o piloto do projeto. Portanto, boa parte do investimento foi feito pela produtora de conteúdo. Rehder diz que a iniciativa é importante não só para mostrar aos pacientes os cuidados necessários com a saúde. É também uma boa forma de recuperar a credibilidade de uma classe hoje menos valorizada. "Para que nós, médicos, possamos voltar à nossa posição de muitos anos atrás e readiquirirmos o valor que devemos ter, precisamos atuar buscando a satisfação de nossos clientes mostrando-lhes que a nossa preocupação com a qualidade de vida e saúde se faz por um conjunto de ações que mostram o respeito e vontade de levar a eles as respostas que necessitam para resolverem seus problemas", observa Rehder. "Assim sendo, a TV interativa tem sido um mecanismo que na própria sala de espera, junto às recepcionistas, evidencia a satisfação de nossos clientes".

A rede de consultórios Cerpo é outra que aposta em veículos corporativos. A primeira ferramenta utilizada foi o "Ponto de Vista", um jornal impresso com conteúdo de saúde ocular, saúde em geral, dicas, entrevistas e curiosidades. De jornal, o Ponto de Vista passou a ser uma revista com diagramação moderna e atual. Além dos assuntos já abordados na antiga versão, também são explorados temas do dia-a-dia. A cada três meses, é disponibilizada uma nova edição nas unidades Cerpo e também no site.

Outra ferramenta de entretenimento utilizada, e mais recente, é a Cerpo TV. A empresa foi a primeira da área de saúde no Brasil a contar com a tecnologia 3D, que permite a visualização de imagens em terceira dimensão sem o uso de óculos especiais. Em 29 pontos da rede, assim como a revista, os pacientes acompanham dicas de saúde ocular. "Foi uma experiência muito positiva como meio de entretenimento. Eles (pacientes) ficavam curiosos com a novidade e a TV foi um sucesso", lembra William Fidelix, diretor da Cerpo.

Desde novembro, porém, a rede de consultórios tem promovido mudanças na TV corporativa, com alterações no layout e no conteúdo. Quem produz os programas é a Bridge Content Provider, da empresa de Digital Signage TV4News, que vem investindo em produção na área da saúde desde que entrou no mercado, há dois anos. Os monitores estão presentes em todas as clínicas da Cerpo.

"Esse mercado de entretenimento não para de crescer. Sempre há uma nova tecnologia, novas estratégias, novos produtos etc. A tendência com esse crescimento contínuo é cada vez mais empresas se especializarem nessa área e, consequentemente, enriquecer o mercado sempre com novidades criativas e inteligentes", avalia Fidelix.

Apesar de importantes iniciativas, é preciso tomar cuidado com possíveis "exageros" na escolha do conteúdo. "Muito cuidado com programas educativos sobre patologias oftalmológicas. Eles podem facilmente se tornar enfadonhos para muitos clientes e se transformar em valor negativo ao invés de positivo. Esses programas para educação do paciente são relevantes, mas devem ser utilizados de forma e em local adequados", nota Márcia.

Outra opção seria colocar TV a cabo sintonizada em canais de documentários sobre a natureza e curiosidades diversas. Além disso, Márcia lembra que o aparelho deve estar em uma posição confortável para quem assiste, e com volume baixo, mas audível. Se optar por revistas, os donos de consultórios devem se preocupar em ter títulos de diversos segmentos e mantê-las separadas para facilitar a busca do cliente. E o café? "Café morno, ou mesmo quente, mas que foi feito há algumas horas, é um pesadelo para quem é apreciador da bebida", alerta Márcia.

Além de aperfeiçoar as opções que já disponibilizam, as clínicas devem se atentar a tendências do mercado. "Acredito que nos próximos anos deve se intensificar nos hospitais, clínicas e consultórios, o oferecimento de conexão para internet wi-fi e terminais de computador com internet, para acesso rápido", aponta a consultora.

Os resultados em investir em boas ações de entretenimento em salas de espera são muitos. A satisfação do cliente pode ser mensurada por meio de números sobre o volume de atendimento, rotatividade de clientes, faturamento, além de outras métricas. Elogios e reclamações são outras formas de medir quão ele está feliz com o serviço. O primeiro efeito é a percepção positiva que o paciente soma a suas impressões sobre a clínica e o próprio médico.

"Devemos entender que os elementos que fazem parte do rol de características que compreendem o atendimento ao cliente são inúmeros, e devem estar unidos e em sintonia, para que a percepção final desse cliente seja positiva", explica Márcia. Com isso, fideliza-se o usuário que, se estiver satisfeito, também deve gerar novos clientes para o consultório.

fonte:
http://www.universovisual.com.br/publisher/preview.php?edicao=1210&id_mat=4980

Médicos têm menos respeito por pacientes obesos


Médicos respeitam menos os seus pacientes gordinhos do que aqueles com peso normal, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos. O estudo levanta questões sobre as atitudes negativas dos médicos sobre pacientes obesos e o efeito disso na saúde desses pacientes em longo prazo.

Segundo a pesquisa, quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC) dos pacientes, menor era o respeito que os médicos afirmavam ter por eles. Em um grupo de 238 pacientes, um nível de IMC 10 pontos mais alto era acompanhado por uma queda de 14% do respeito que os médicos diziam sentir. O IMC é um cálculo feito com a altura e peso da pessoa, que determina em uma escala se a pessoa está magra, tem o peso normal ou tem sobrepeso. Os índices normais de IMC ficam entre 18 e 25.

Mary Margaret Huizinga, professora da Universidade que participou do estudo, afirma que a ideia da pesquisa partiu da sua experiência trabalhando em uma clínica para perda de peso. A médica diz que, na clínica, percebeu que muitos pacientes sentiam que não recebiam o mesmo cuidado que outros porque tinham sobrepeso.

Os dados para o estudo foram coletados a partir de 238 pacientes em 14 hospitais em Baltimore, EUA. Pacientes e médicos responderam a questionários sobre a consulta, suas atitudes e percepções sobre o outro. Na média, os médicos expressavam sentir menos respeito por pacientes com os maiores IMCs.

A importância do respeito

Pesquisas anteriores mostram que, quando o médico respeita seu paciente, ele recebe mais informações. Pacientes que não se sentem respeitados podem evitar todo o sistema de saúde e não ir mais ao médico.

Uma limitação sofrida pelo estudo, de acordo com Huizinga, é que ele não conseguiu fazer uma ligação clara entre o respeito do médico e o efeito final dos tratamentos médicos. "Nosso próximo passo é compreender como as atitudes dos médicos perante a obesidade afetam a qualidade de cuidados com esses pacientes", diz.


Por fim, a pesquisadora diz que médicos têm que ser conscientizados que a discriminação contra a obesidade existe. Ela também afirma que as escolas médicas deveriam começar a discutir o assunto para reduzir ou compensar este comportamento. "A conscientização sobre o próprio preconceito pode levar a uma mudança de comportamento e sensibilização que precisam cuidar sobre como agem junto dos pacientes", afirma a médica. [Science Daily]

fonte: http://hypescience.com/23392-medicos-tem-menos-respeito-por-pacientes-obesos-diz-estudo/


 

3 de nov de 2012

Uma em cada seis crianças tem síndrome de Irlen


Confundido com dislexia, problema é marcado por falta de adaptação ao contraste, como claro e escuro, e há distorção da percepção na leitura, como se texto e palavras estivessem tremendo

Publicação: 19/09/2012 06:00 Atualização: 19/09/2012 09:41

Pais cujos filhos têm dificuldade de leitura e, por isso, foram identificados como disléxicos devem ficar atentos e insistir no diagnóstico. O problema pode ter cura e a criança fazer parte, na verdade, de 15% da população portadora da síndrome de Irlen. Trata-se de um distúrbio do sistema visual que tem como sintomas mais comuns a dificuldade de adaptação à luz, desorganização espacial (noção de direita, esquerda, em cima e embaixo) e desconforto com o movimento e com figuras complexas e de alto contraste, como as zebradas. Tudo isso impacta os pequenos, principalmente por afetar a coordenação da movimentação ocular, e, consequentemente, prejudicar a leitura. Assim como a dislexia,  manifesta-se com intensidade variável, mas é um problema oftalmológico demonstrado clinicamente e que tem tratamento. 

O primeiro conceito de dislexia é de autoria do médico britânico W. Pringle Morgan e foi descrito no fim do século 19 para identificar as crianças que não conseguiam ler, apesar do acesso a uma boa educação. O diagnóstico moderno também tem uma descrição vaga e ampla, de acordo com o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e diretor do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que a descreve como uma síndrome neurológica complexa que se manifesta de forma extremamente heterogênea. 

Guimarães ressalta que todos os casos de síndrome de Irlen que não são identificados como tal acabam com diagnóstico de dislexia. “De maneira geral, observamos uma tendência de usar essa classificação como qualquer condição que afete o aprendizado e sobre o que não se sabe exatamente o que é. É mais um diagnóstico de exclusão – não é mais nada, então é dislexia – do que efetivamente de afirmação. É um termo não médico, mas educacional, para falar da dificuldade de leitura. O grande esforço que fazemos é tirar a Irlen desse saco comum”, diz.

Uma a cada seis crianças é portadora da síndrome, tem dificuldades de leitura, mas sai do consultório oftalmológico com um diagnóstico acima de qualquer suspeita. Isso porque o tradicional teste das letrinhas, ou teste de Snellen, trabalha com vogais e consoantes paradas e espaçadas, enquanto o portador de Irlen a enxerga de outra forma no dia a dia. A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, explica que é importante avaliar a criança em algumas atividades. “Por que ela lê a primeira e a segunda frases e depois diz que está cansada, fala que quer ir ao banheiro, beber água? Tem algo na atividade nada confortável e aquilo se torna penoso”, avalia a médica. 

TESTE DIFERENCIADO Márcia explica que, nesses casos, é preciso fazer o teste da visão em funcionamento, ao contrário do exame oftalmológico clássico. A avaliação deve excluir a instabilidade da movimentação ocular. “Quando lemos, normalmente movimentamos os olhos de três a quatro vezes por segundo. Para saber se a pessoa lê ou não, não posso me ater a ver se ela enxerga ou não a letra pequena, mas se enxerga e se movimenta bem os olhos da esquerda para a direita numa velocidade rápida e constante e com os dois olhos em sincronia”, afirma. 

A médica acrescenta que, muitas vezes, a dificuldade que se transforma numa aversão à leitura está relacionada ao contraste do branco com o preto no papel, deixando a criança sem saber no que prestar atenção. Quem sofre de Irlen não consegue se adaptar ao contraste (claro e escuro ou preto e branco) e, nesse trabalho, costuma ter distorção de percepção, sentindo como se o texto estivesse mexendo e a palavra, trêmula. Márcia acrescenta ainda que o diagnóstico de Irlen e de dislexia devem ser feitos separadamente. Quem percebe a dislexia é o professor e o pedagogo e, apenas recentemente, se tornou um problema médico. Mas, no teste da letrinha, somente cerca de 15% das informações visuais envolvidas no aprendizado são supridas. O restante não é considerado. 

"A leitura é a base do aprendizado na nossa sociedade. Quando não consegue aprender, a criança acaba alijada do processo de integração social e vai até, no máximo, o ensino fundamental. Eles são inteligentes, estratégicos e espertos, mas não se saem bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. O aluno procura alternativa, fica disperso, começa a se mexer na cadeira, é rotulado como desatento, sem educação, hiperativo e acaba saindo da escola", diz. Os testes feitos no hospital verificam como a criança enxerga com luz natural e artificial – na luz fluorescente, o menino vê a letra se mexendo. Por meio de transparências de cores específicas, eliminam-se essas distorções levando de imediato a uma leitura mais fluente e compreensível. Márcia Guimarães destaca que as transparências são um recurso assistivo, não invasivo, de baixo custo e alta resolutividade, que potencializam o efeito das intervenções multidisciplinares mesmo na própria dislexia, se houver déficits visuais envolvidos.

O médico Ricardo Guimarães adverte que nem todos os oftalmologistas estão aptos a detectar a síndrome de Irlen nos consultórios. Segundo ele, a parte da visão relacionada à doença, a subcortical, ainda é uma "parte oculta do iceberg", daí a dificuldade de muitos profissionais em compreendê-la. "O que está comprometida é a visão subcortical, que nos dá a orientação. O que estudamos no consultório é a cortical, a capacidade de classificar os objetos", explica. 

Ele acrescenta que os novos estudos da neurociência não foram plenamente incorporados na prática clínica. "Nossa medicina é muito voltada para o balcão. Conhecimentos que não envolvam produtos, ou seja, medicamentos ou técnicas, acabam tendo uma divulgação menor que aqueles com laboratório atrás fazendo propaganda. A maneira pela qual se faz o teste não envolve e não depende do instrumento mais importante do diagnóstico do teste oftalmológico, o de Snellen, mas exige do médico ficar com o paciente mais de uma hora no consultório. E hoje ninguém quer isso."

Dificuldade não está relacionada à inteligência
A chefe do Departamento de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães, observa que, ao contrário da Irlen, detectada pelo oftalmologista, a dislexia envolve uma equipe multidisciplinar, com oftalmologistas, neurologistas, terapeutas e fonoaudiólogos, sendo identificada de diversas maneiras por cada profissional. A médica ressalta ainda que ela se manifesta de várias formas. Há pacientes com disortografia (ou disgrafia) e não consegue escrever corretamente; há aqueles que escrevem, mas no momento da leitura não pronunciam o som; e há ainda os casos de dificuldade com a matemática (discalculia), além da dislalia (troca da letra "l" pelo "r", por exemplo), além da dificuldade para diferenciar letras invertidas, como "d e "b", "p ou "q".

“O que chama a atenção é que a dificuldade não tem nada a ver com o grau de inteligência da pessoa. É alguém aparentemente normal, inteligente, com todas as facilidades de expressão, mas na hora de escrever surge a dificuldade. Por isso a criança evita escrever, porque começa a trocar letras e fica sem entender o que ocorre", relata Márcia. Segundo ela, normalmente, os portadores da doença, que atinge de 8% a 12% da população mundial, têm inteligência acima da média, pois, para driblar a deficiência, se esforçam além dos outros. "São pessoas extremamente talentosas em outras áreas, como em processamento espacial (montagem de quebra-cabeça e peças tridimensionais). Dão soluções imediatas a problemas matemáticos. Geralmente, são artistas, poetas, comediantes, pessoas que lidam com o lado da criatividade. Conhecimento padrão para eles é muito difícil", acrescenta.

A suspeita de dislexia recai depois dos 9 anos, quando a criança já foi exposta a um estímulo de escola mais intenso. A médica ressalta que há pouco tempo examinou uma família de empresários do ramo de supermercados de Belo Horizonte, em que todos os irmãos são dislexos. Eles adotaram uma estratégia de estudo em grupo. Enquanto um lê, os outros escutam. "A dificuldade pode ser na aquisição da habilidade de leitura ou no que a pessoa lê. Deve prestar tanta atenção no que está lendo a ponto de não conseguir se lembrar do conteúdo no fim do texto. Toda a atenção é desviada para decodificar o som", completa.

Distúrbio do sistema visual que torna a leitura mais difícil











A SÍNDROME QUE TORNA A LEITURA MAIS DIFÍCIL
 

Confundida com a dislexia, a doença de Irlen é caracterizada pela falta de adaptação ao contraste e por distorções durante a Leitura. Uma a cada seis crianças tem o distúrbio, que pode comprometer os primeiros anos de aprendizagem escolar
Correio  Brasiliense – 19/09/2012 – Caderno Saúde
Por Junia Oliveira
            Belo Horizonte – Pais cujos filhos têm dificuldade de leitura e, por isso, foram identificados como disléxicos devem ficar atentos e insistir no diagnóstico. O problema pode ter cura e a criança fazer parte, na verdade de 15% da população portadora da síndrome de Irlen. Trata-se de um distúrbio do sistema visual que tem como sintomas mais comuns a dificuldade de adaptação à luz, a desorganização espacial (noção de direita, esquerda, em cima e embaixo) e o desconforto com movimentos e figuras complexas, de alto contraste, como as zebradas. Tudo isso impacta os pequenos, principalmente por afetar a coordenação da movimentação ocular e, consequentemente, prejudicar a leitura.
            O primeiro conceito de dislexia é de autoria do médico britânico W. Pringle Morgan e foi descrito no fim do século 19 para identificar as crianças que não conseguiam ler, apesar do acesso e uma boa educação. O diagnóstico moderno também tem uma descrição vaga e ampla, de acordo com o oftalmologista Ricardo Guimarães, fundador e diretor do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que a descreve como uma síndrome neurológica complexa que se manifesta de forma extremamente heterogênea.
            Guimarães ressalta que todos os casos de síndrome de Irlen não identificados como tal acabam com diagnóstico de dislexia. “De maneira geral, observamos uma tendência de usar essa classificação como qualquer condição que afete o aprendizado e sobre o que não se sabe exatamente o que é. É mais um diagnóstico de exclusão do que efetivamente de afirmação. É um termo não médico, mas educacional, para falar da dificuldade de leitura. O grande esforço que fazemos é tirar a Irlen desse saco comum”, diz.
            Uma a cada seis crianças é portadora da síndrome. Chefe do Departamento de Distúrbio de Aprendizagem Relacionados à Visão do Hospital de Olhos, Márcia Guimarães alerta que é importante avaliar as reações das crianças diante de desafios visuais. “Por que ela lê a primeira e a segunda frase e depois diz que está cansada, fala que quer ir ao banheiro, beber água. Tem algo na atividade nada confortável e aquilo se torna penoso”, avalia.
            Márcia explica que, nesses casos, é preciso fazer o teste da visão em funcionamento, diferente do exame oftalmológico clássico. A avaliação deve excluir a instabilidade da movimentação ocular. “Quando lemos, normalmente movimentamos os olhos de três a quatro vezes por segundo. Para saber se a pessoa lê ou não, não posso me ater a ver se ela enxerga ou não a letra pequena, mas se enxerga e se movimenta bem os olhos da esquerda para a direita numa velocidade rápida e constante e com os dois olhos em sincronia”, explica.
            A médica acrescenta que muitas vezes, a dificuldade, que se transforma numa aversão à leitura, está relacionada ao contraste do branco com o preto no papel, deixando a criança sem saber em que prestar atenção.
Falta prática
            Segundo a especialista, o diagnóstico de Irlen e de dislexia devem ser feitos separadamente. Quem percebe a dislexia é o professor e o pedagogo e, apenas recentemente, a questão se tornou um problema médico.
            O médico Ricardo Guimarães adverte que nem todos os oftalmologistas estão aptos a detectar a síndrome de Irlen nos consultórios. Segundo ele, a parte da visão relacionada à doença, a subcortical, ainda é uma “parte oculta do iceberg”. Daí, a dificuldade de muitos profissionais em compreendê-la. “O que está comprometida é a visão subcortical, que nos dá a orientação. O que estudamos no consultório é a cortical, a capacidade de classificar os objetos”, explica.
            Ele acrescenta que os novos estudos da neurociência não foram plenamente incorporados à prática clínica. “Nossa medicina é muito voltada para o balcão. Conhecimentos que não envolvam produtos, ou seja, medicamentos ou técnicas acabam tendo uma divulgação menor que aqueles com laboratório atrás fazendo propaganda. A maneira pela qual se faz o teste não envolve e não depende do instrumento mais importante  do diagnóstico do teste oftalmológico, o de Snellen, mas exige do médico ficar com o paciente mais de uma hora no consultório. E hoje ninguém quer isso.”
            Esses obstáculos, segundo Márcia Guimarães, têm efeitos além do diagnóstico da doença. Podem comprometer o desenvolvimento de jovens e crianças. “A leitura  é a base do aprendizado na nossa sociedade. Quando não conseguem aprender, os pequenos acabam alijados do processo de integração social e vão até, no máximo, o ensino fundamental. Eles são inteligentes, estratégicos e espertos, mas não se saem bem na sala de aula. O olho lacrimeja e coça. O aluno procura alternativa, fica disperso, começa a se mexer na cadeira, é rotulado como desatento, sem educação, hiperativo e acaba saindo da escola”, diz.
O problema não está relacionado à inteligência
Márcia Guimarães observa que ao contrário da síndrome de Irlen, detectada pelo oftalmologista, a dislexia envolve uma equipe multidisciplinar, com oftalmologistas, neurologistas, terapeutas e fonoaudiólogos, sendo identificada de diversas maneiras pelos profissionais.
            A médica ressalta ainda que ela se manifesta de várias formas. Há pacientes com disortografia (ou disgrafia) e que não consegue escrever corretamente; há aqueles que escrevem, mas, no momento da leitura, não pronunciam o som; e há ainda os casos de dificuldade com a matemática (discalculia). Além da dislalia (troca de letra “l” pelo “r”, por exemplo), além da dificuldade para diferenciar letras invertidas como “d e b” e “p ou q”.
            “O que chama a atenção é que a dificuldade não tem nada a ver com o grau de inteligência da pessoa. É alguém aparentemente normal, inteligente, com todas as facilidades de expressão, mas, na hora de escrever, surge a dificuldade. Por isso, a criança evita escrever. Ela começa a trocar letras e fica sem entender o que ocorre”, relata Márcia.
            Segundo ela, normalmente, os portadores da doença, que atinge de  8% a 12% da população mundial, têm inteligência acima da média, pois, para driblar a deficiência, se esforçam além dos outros. “São pessoas extremamente talentosas em outras áreas, como em processamento espacial (montagem de quebra-cabeça e peças tridimensionais). Dão soluções imediatas a problemas matemáticos. Geralmente, são artistas, poetas, comediantes, pessoas que lidam com o lado da criatividade. Conhecimento padrão para eles é muito difícil”, acrescenta.
            A suspeita de dislexia recai depois dos 9 anos, quando a criança já foi exposta a um estímulo de escola mais intenso. A médica ressalta que há pouco tempo examinou uma família de empresários do ramo de supermercados de Belo Horizonte, em que todos os irmãos são dislexos. Eles adotaram uma estratégia de estudo em grupo. Enquanto um lê, os outros escutam. “A dificuldade pode ser na aquisição da habilidade de leitura ou no que a pessoa lê. Ela deve prestar tanta atenção no que está lendo a ponto de não conseguir se lembrar do conteúdo no fim do texto. Toda a atenção é desviada para decodificar o som”, completa.