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19 de mai de 2011

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia


excelente escrito pela Presidente do CBOrt, Andrea Pulchinelli Ferrari

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia 73


Jornal Oftalmológico Jota Zero
Março/Abril 2011

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia

“Procuro ortoptista!”. Há algum

tempo sou questionada a respeito.

Pacientes e médicos

procuram com frequência o

profissional. Para algumas regiões do país

temos conseguido suprir, mas não tem sido

uma tarefa fácil!

Acredito que sempre vale a pena repetir

que o ortoptista atua no Brasil desde 1947.

Ao longo destas décadas mudanças aconteceram

no perfil profissional como esperado

na maioria das categorias, especialmente nas

profissões da área da saúde. Hoje buscamos,

além de visibilidade e reconhecimento, a

formação de profissionais, a graduação de

ortoptistas.Temos apenas um curso de formação

em todo Brasil e esta realidade precisa

ser modificada.

Incansavelmente ressalto que a parceria

reconhecida e divulgada com médicos

oftalmologistas tem alavancado de maneira

exemplar todas as nossas buscas. O espaço

que nos foi dado nesta publicação, nossa

participação nos congressos brasileiros de

oftalmologia, a participação de oftalmologistas

e do CBO também nos nossos eventos e

principalmente o apoio em projetos. A tudo

isso eu agradeço em nome da classe que

atualmente represento.

De uns anos para cá nós até respiramos

aliviadas e satisfeitas pelo reconhecimento

mas é motivo de constante preocupação a

falta de profissionais para a oferta no mercado

de trabalho. Há alguns anos sabíamos que

chegaríamos neste tempo e que teríamos dificuldade

em preencher as vagas disponíveis

para ortoptistas. O CBOrt, único órgão representativo

da classe no Brasil, tenta cobrir

esta procura principalmente em São Paulo

mas nem sempre consegue. Temos um reduzido

número de profissionais que se formam

anualmente: apenas uma oferta de formação

no Brasil, o curso de Ortóptica do IBMR Laureate

no Rio de Janeiro, é insuficiente! Precisamos

urgentemente graduar profissionais

neste país e especialmente em São Paulo,

cidade ironicamente rotulada como o berço

da Ortóptica no Brasil e que vem apresentando

ofertas que terminam sem soluções

satisfatórias para as três partes diretamente

envolvidas: o ortoptista, o oftalmologista

e de maneira desumana o

paciente. Temos casos

isolados onde ocorre a

substituição por profissionais

não habilitados, mascarando

por exemplo, o tão

conhecido procedimento:

o Teste Ortóptico. Talvez

isto seja justificado pelos

valores vergonhosamente

reduzidos que os planos de

saúde oferecem por este

exame especificamente.

Nesta questão todos nós

temos que admitir que esta

insatisfação extrapola os

muros desta matéria e atinge

dimensão nacional tão

debatida atualmente. Fato

que há décadas este trabalho

em parceria tem colhido

bons frutos em hospitais e

consultórios, realmente em

sintonia. O suspiro aliviado

vem quando nós, ortoptistas,

tomamos conhecimento

da importância que os

oftalmologistas conferem

ao nosso exame, solicitando “Teste Ortóptico

realizado por ORTOPTISTA”. Seria quase

uma figura de linguagem!

Agradeço à maioria dos oftalmologistas

pelo reconhecimento e confiança depositadas

no nosso trabalho ao longo destas décadas!

Agradeço especialmente agora as palavras

escritas pelo presidente do CBO, Prof.Dr.Paulo

Augusto de Arruda Mello, que enriqueceram

nosso boletim informativo deste ano. Tenho

enorme satisfação em reproduzi-las:

Por Andrea Pulchinelli Ferrari

74 Ortóptica alinhada com a Oftalmologia

Jornal Oftalmológico Jota Zero
Março/Abril 2011

E respondo que

SIM em nome de

toda a classe!

Nós, ortoptistas,

aceitamos o

convite (desafio)

que nos fora

proposto!

Convite (e desafio) aos colegas profissionais de Ortóptica

A parceria entre os profissionais de Ortóptica e os médicos oftalmologistas,

sedimentada há décadas, torna-se hoje mais necessária para proporcionar melhor

qualidade de vida aos pacientes e para agregar valor social ao trabalho realizado

conjunto em benefício da saúde ocular.

Os desafios que precisamos enfrentar são grandes. Assim, por exemplo, o

tratamento dos distúrbios da visão binocular, mesmo com toda a complexidade

que lhe é inerente, nem sempre é valorizado e avaliado corretamente com ofator

importante para a melhor interação entre o paciente e o mundo que o cerca e como

fator fundamental, no caso de crianças, para o processo de formação e educação.

Os ortoptistas, que contribuem de forma decisiva com os médicos oftalmologistas

na promoção da visão binocular através de tratamentos de estimulação sensoriomotora,

por vezes não têm o devido reconhecimento e encontram dificuldades

em estabelecer parâmetros e para exercerem as atividades para as quais estão

preparados em toda sua plenitude.

Hoje, a parceria existente entre nossas categorias profissionais e nossas entidades

representativas é mais do que evidente. A própria publicação deste artigo

do presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia no órgão de divulgação do

CBOrt é prova desta perfeita integração, que começa nas clínicas e consultórios

e chega até a atuação conjunta dos dois conselhos em benefício da saúde ocular.

Porém, temos que avançar. Temos que utilizar a parceria e a integração que

construímos para elaborar propostas e ações para enfrentar as perturbações do

desenvolvimento sensoriomotorocular causadoras de distúrbios da visão, como a

ambliopia não mais apenas de forma individualizada em clínicas e consultórios,

mas com a necessária dimensão social. Para isto precisamos refletir e planejar

ações de esclarecimento da população e prevenção de tais distúrbios.

Caso alcancemos este patamar de ação conjunta, no qual as prerrogativas de

cada profissional sejam mostradas para a sociedade e suas respectivas importâncias

ressaltadas para a disseminação da saúde ocular entre todos os brasileiros,

todos nós sairemos ganhando, principalmente nosso paciente, objetivo maior de

nossa atuação.

Este é o meu convite aos profissionais de Ortóptica, convite este que representa

o reconhecimento do trabalho de nossos parceiros e da importância cada

vez maior que nossa atuação conjunta adquire: vamos pensar em formas para dar

dimensão social aos trabalhos que realizamos!

Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello

Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Andrea Pulchinelli Ferrari

Presidente do Conselho Brasileiro de Ortóptica
 
fonte: http://www.cbo.com.br/novo/medico/pdf/jo/ed136/15.pdf


Contato apenas por email: clhgg170461@gmail.com

2 de mai de 2011

Principal causa da confusão mental no idoso.

Recebi este texto num email e achei interessante divulgar; leiam com calma

Principal causa da confusão mental no idoso.



Arnaldo Lichtenstein, médico






Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de


Medicina, lanço a pergunta:






- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?


Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".


Eu digo: "Não"


Outros apostam: "Mal de Alzheimer"


Respondo, novamente: "Não"


A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:






- diabetes descontrolado;


- infecção urinária;


- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;


Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!


Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.


A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar


confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos


cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.






Insisto: Não é brincadeira!


Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50%


de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.


Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.






Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem


vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não


funcionam muito bem.






Conclusão:


Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva


hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu


corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.










Por isso, aqui vão dois alertas:


1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de


beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite,


sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja


e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!










2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente


líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.


É quase certo que sejam sintomas decorrentes de


desidratação.






"Líquido neles e rápido para um serviço médico".






(*) Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das


Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da


Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).






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