Pesquise neste blog

28 de dez de 2011

Diagnóstico precoce diminui riscos de perda de visão em crianças

A cada minuto, uma criança fica cega no mundo por falta de tratamento adequado, afirma a OMS
10 de outubro de 2011 | 12h 28






Agência Brasil
BRASÍLIA - A cada minuto, uma criança fica cega no mundo por falta de tratamento adequado contra doenças sistêmicas (sarampo, rubéola e meningite), ferimentos na cabeça ou problemas visuais não detectados no nascimento e nos primeiros anos da vida escolar.
Pesquisas feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que se não forem tomadas iniciativas de alcance mundial e regional, em 2020 existirão no mundo 75 milhões de pessoas cegas e mais de 225 milhões de portadores de baixa visão, ou seja, incapazes de desempenhar grande número de tarefas cotidianas devido à deficiência visual.
Segundo a OMS, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis. "As doenças sistêmicas citadas pela organização podem ser prevenidas com vacinas. Mas há outras disfunções como a toxoplasmose, transmitida por alimentos preparados de forma inadequada, por exemplo, carnes ou verduras contaminadas, e a toxocaríase, causada por parasitas que têm os cães como hospedeiros.
Essas doenças podem ser evitadas por meio de políticas de saúde pública e orientação às gestantes", alerta a oftalmopediatra Dorotéia Matsuura, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Ela frisa que cuidados com alimentos e com a prevenção podem diminuir a incidência da cegueira infantil.
A oftalmologista explica que essas doenças sempre emitem sinais que podem ser percebidos pelos pais ou diagnosticados em consultas médicas. Todo quadro febril, dores de cabeça ou no pescoço, acompanhado de manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite, deve ser considerado suspeito, independentemente da situação vacinal ou da idade, diz Dorotéia. Ela aconselha que quando uma criança apresentar esses sintomas, deve ser encaminhada a uma consulta médica com urgência.
Algumas doenças relacionadas à má-formação ocular não têm tratamento, mas podem ser atenuadas por adaptações ópticas e não ópticas que proporcionem à criança suporte para a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual. De acordo com Dorotéia Matsuura, entre as más-formações tratáveis estão a ambliopia ou "olho preguiçoso", causada por estrabismo, alto grau de refração e cataratas unilaterais. "Todas permitem o bom desenvolvimento ocular quando a atenção e os cuidados dos responsáveis levam à intervenção e à solução precoce", esclarece.
Além disso, algumas doenças oculares podem ser detectadas quando a criança nasce, ainda no berçário. "O teste do olhinho tem sido realizado em todas as maternidades. Doenças como a catarata congênita, o retinoblastoma e outras são diagnosticadas com o teste realizado na maternidade", ressalta a médica do HOB.
O teste do olhinho é muito simples e feito no berçário. Em um quarto escuro, um feixe de luz é emitido pelo aparelho chamado oftalmoscópio e, quando não há nenhum obstáculo à visão, a luz vai até a retina e ao ser refletida, faz com que o examinador perceba um reflexo vermelho. "A ausência desse reflexo é um indicador de que pode haver alguma alteração congênita e o caso deve ser melhor investigado a partir desse teste", explica.
Em 2008, foi sancionada a Lei n° 4.189/2008, tornando obrigatória a realização do Teste do Olhinho no Distrito Federal.
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,diagnostico-precoce-diminui-riscos-de-perda-de-visao-em-criancas,783538,0.htm

4 de set de 2011

AVC faz mais de cem vítimas por dia em SP

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde indica que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos de São Paulo com AVC (acidente vascular cerebral) ou AVE (acidente vascular encefálico).



Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no SUS (Sistema Único de Saúde), número maior do que as 36,1 mil registradas no ano anterior.


Os pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no Estado, com 15,9 mil internações no ano passado. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7.300 registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5.500 internações em 2010.


Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da cidade, as principais causas para a ocorrência de derrames são: hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta); diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue); dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos); tabagismo; obesidade; sedentarismo e estresse.


O especialista ainda ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo. "O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", afirma Ribeiro.


Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar com que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.


O médico diz ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, fator que favorece o tratamento.


"Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boca torta para um lado; com um braço e ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", informa Ribeiro.






fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/969539-avc-faz-mais-de-cem-vitimas-por-dia-em-sp.shtml

Bullyng não é brincadeira

Aluno do ensino básico apanha na escola e é obrigado a pagar o lanche de colega diariamente; mulher recebe ligações anônimas com insinuações sobre o comportamento do marido; garota tem sua reputação comprometida por boato espalhado na rede social. Os três são personagens de histórias que chegam ao nosso conhecimento no dia a dia e têm em comum o fato de serem vítimas de bullying, fenômeno social que acontece em todos os países e classes sociais, indistintamente.







O bullying tomou tal proporção que passou a exigir iniciativas dos órgãos públicos. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma cartilha com dicas para combater obullying, fenômeno social mundial que acontece principalmente nas escolas e nas redes sociais.






Só que o fenômeno, ao contrário do que muitos pensam, não é recente. Na avaliação da dra. Ivete Gianfaldoni Gattás, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, os bullies, ou valentões, sempre existiram. “O aumento da notícia dos atos chamados bullying se deve à maior abrangência e rapidez dos meios de comunicação, bem como ao aumento populacional e à contenção social mais frouxa.” [Image] A definição de bullying (em português, “intimidação”) é a de ato de violência física ou psicológica, intencional, repetido, praticado por um indivíduo (bully = valentão) ou por um grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar, agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender. “Obullying se caracteriza basicamente pela combinação intimidação/humilhação”, explica a especialista. “A diferença entre o bullying e a agressão comum se dá no fato de não envolver necessariamente a violência física, pela repetição do ato, pela impossibilidade de defesa do intimidado e de haver crença na força do silêncio da vítima.”






Ela explica que o bullying não se restringe somente ao ambiente escolar ou de trabalho, está na internet e em todas as redes sociais, em casa, na vizinhança, etc. “A escola é o ambiente social prioritário de crianças e jovens, e é por isso que o bullying ocorre com alguma frequência nela, pode ocorrer tanto na forma aluno-aluno como na professor-aluno, e de várias formas, como colocação de apelidos, roubo de dinheiro ou lanche contumaz, agressão física etc. E ocorre mais frequentemente em áreas escolares de supervisão adulta mínima ou inexistente. Com relação ao bullying professor-aluno, mais comumente se dá pela humilhação e pela parcialidade nas correções de tarefas ou provas.”






Outra forma bastante comum nos dias de hoje é o ciberbullying, que ocorre no espaço virtual, sem identificação do agressor. As formas mais comuns de intimidação acontecem por meio de insultos e xingamentos, fofocas, roubo de senhas, envio de fotos embaraçosas e compartilhamento de informações particulares. Já no ambiente de trabalho, normalmente se dá por intimidação regular e persistente, muitas vezes aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização.






O combate ao bullying pode se dar de várias formas: a primeira delas é encorajar a vítima a não se calar, pois esta é a principal arma do intimidador. Nas escolas, em especial, deve ser adotada tolerância zero ao bullying, com orientação constante a alunos, professores e pais. “Os pais das crianças vítimas debullying devem acolhê-las e protegê-las, usando a lei para que providências possam ser tomadas (por exemplo, o ECA, Lei nº. 8.069/90, que prevê aos jovens infratores a aplicação de medidas socioeducativas proporcionais ao ato praticado). Além disso, devem tratar os possíveis desfechos, como sintomas de ansiedade, depressão e recusa escolar, com a ajuda de um profissional”, diz a dra. Ivete.






Já nas empresas, devem ser adotados programas de esclarecimento e proteção às vitimas de bullying, além de programas constantes de aprimoramento do relacionamento profissional. “Os dirigentes das empresas devem, primeiramente, dar um bom exemplo no relacionamento com seus subordinados”, finaliza a psiquiatra.


fonte:http://www.spdm.org.br/site/images/stories/boletins/spdm_12_2011.htm#10








10 de jul de 2011

Dia 10 de julho: dia da saúde ocular


No dia 10 de julho o mundo comemora o Dia da Saúde Ocular. A visão é uma das partes sensoriais mais importantes do nosso corpo, por isso, requer cuidados especiais, principalmente com o passar dos anos. Porém, existem algumas curiosidades sobre os olhos que pouca gente conhece.
1) Todos precisarão de óculos de leitura com o passar do tempo - Em 99% dos casos, as pessoas começam a precisar de óculos para leitura entre os 43 e 50 anos. Assim como todo o corpo, as lentes oculares também envelhecem e perdem a habilidade de focalizar

2) A "lente" do seu olho é mais rápida do que a lente mais moderna de câmera fotográfica - Não dá para perceber, mas ao olhar ao redor seus olhos focam em vários objetos em frações de segundo. Tudo isso, em uma velocidade muito mais rápida do que qualquer lente de câmera profissional

3) Seus olhos se desenvolvem completamente até os 7 anos - Os olhos humanos se desenvolvem até os sete anos de idade, aproximadamente. A partir desta idade, eles se mantêm iguais até a morte do indivíduo
4) Você pisca aproximadamente 15 mil vezes por dia - Ao piscar nós lubrificamos os olhos e este ato acontece milhares de vezes por dia. Em média, os seres humanos piscam 15 mil vezes por dia

5) Todas as pessoas desenvolvem catarata com o envelhecimento - A catarata é uma doença que surge com o envelhecimento do globo ocular. O seu surgimento pode ser precoce, mas geralmente ocorre entre os 70 e 80 anos

6) O diabetes é muitas vezes detectado durante um teste de olho - A diabetes tipo 2, que é assintomática, muitas vezes é descoberta através de um teste de visão, pois ela pode gerar minúsculas hemorragias a partir de vasos sanguíneos que vazam na parte de trás dos olhos


7) Você vê com o cérebro, e não com os olhos - Os olhos coletam as informações necessárias sobre os objetos que você está olhando. Esta informação é transmitida ao cérebro através do nervo óptico. É no cérebro que as informações são processadas e você consegue "ver" o objeto


8) Seus olhos podem se adaptar a pontos cegos de visão - Algumas doenças, como glaucoma, podem levar ao desenvolvimento de pontos cegos na visão. Isso seria um transtorno enorme, se o seu cérebro não tivesse a capacidade de adaptar os olhos para fazerem estes pontos desaparecerem

9) O que você vê não é a melhor visão que você poderia ter - A visão considerada normal pelos oftalmologistas é a 20/20, ou seja, o que uma pessoa normal conseguiria enxergar a uma certa distância. Porém, essa é a média da população e, sim, você pode enxergar melhor que isso

10) Seus olhos produzem água quando estão secos - As lágrimas são formadas por água, muco e gordura. Se esses três componentes não estão na quantidade certa, o olho fica seco. Quando isso ocorre, seu organismo responde a essa secura produzindo mais água, o que faz seus olhos lacrimejarem.

 http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5227195-EI16557,00-Descubra+dez+curiosidades+sobre+seus+olhos.html#tphotos

19 de mai de 2011

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia


excelente escrito pela Presidente do CBOrt, Andrea Pulchinelli Ferrari

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia 73


Jornal Oftalmológico Jota Zero
Março/Abril 2011

Ortóptica alinhada com a Oftalmologia

“Procuro ortoptista!”. Há algum

tempo sou questionada a respeito.

Pacientes e médicos

procuram com frequência o

profissional. Para algumas regiões do país

temos conseguido suprir, mas não tem sido

uma tarefa fácil!

Acredito que sempre vale a pena repetir

que o ortoptista atua no Brasil desde 1947.

Ao longo destas décadas mudanças aconteceram

no perfil profissional como esperado

na maioria das categorias, especialmente nas

profissões da área da saúde. Hoje buscamos,

além de visibilidade e reconhecimento, a

formação de profissionais, a graduação de

ortoptistas.Temos apenas um curso de formação

em todo Brasil e esta realidade precisa

ser modificada.

Incansavelmente ressalto que a parceria

reconhecida e divulgada com médicos

oftalmologistas tem alavancado de maneira

exemplar todas as nossas buscas. O espaço

que nos foi dado nesta publicação, nossa

participação nos congressos brasileiros de

oftalmologia, a participação de oftalmologistas

e do CBO também nos nossos eventos e

principalmente o apoio em projetos. A tudo

isso eu agradeço em nome da classe que

atualmente represento.

De uns anos para cá nós até respiramos

aliviadas e satisfeitas pelo reconhecimento

mas é motivo de constante preocupação a

falta de profissionais para a oferta no mercado

de trabalho. Há alguns anos sabíamos que

chegaríamos neste tempo e que teríamos dificuldade

em preencher as vagas disponíveis

para ortoptistas. O CBOrt, único órgão representativo

da classe no Brasil, tenta cobrir

esta procura principalmente em São Paulo

mas nem sempre consegue. Temos um reduzido

número de profissionais que se formam

anualmente: apenas uma oferta de formação

no Brasil, o curso de Ortóptica do IBMR Laureate

no Rio de Janeiro, é insuficiente! Precisamos

urgentemente graduar profissionais

neste país e especialmente em São Paulo,

cidade ironicamente rotulada como o berço

da Ortóptica no Brasil e que vem apresentando

ofertas que terminam sem soluções

satisfatórias para as três partes diretamente

envolvidas: o ortoptista, o oftalmologista

e de maneira desumana o

paciente. Temos casos

isolados onde ocorre a

substituição por profissionais

não habilitados, mascarando

por exemplo, o tão

conhecido procedimento:

o Teste Ortóptico. Talvez

isto seja justificado pelos

valores vergonhosamente

reduzidos que os planos de

saúde oferecem por este

exame especificamente.

Nesta questão todos nós

temos que admitir que esta

insatisfação extrapola os

muros desta matéria e atinge

dimensão nacional tão

debatida atualmente. Fato

que há décadas este trabalho

em parceria tem colhido

bons frutos em hospitais e

consultórios, realmente em

sintonia. O suspiro aliviado

vem quando nós, ortoptistas,

tomamos conhecimento

da importância que os

oftalmologistas conferem

ao nosso exame, solicitando “Teste Ortóptico

realizado por ORTOPTISTA”. Seria quase

uma figura de linguagem!

Agradeço à maioria dos oftalmologistas

pelo reconhecimento e confiança depositadas

no nosso trabalho ao longo destas décadas!

Agradeço especialmente agora as palavras

escritas pelo presidente do CBO, Prof.Dr.Paulo

Augusto de Arruda Mello, que enriqueceram

nosso boletim informativo deste ano. Tenho

enorme satisfação em reproduzi-las:

Por Andrea Pulchinelli Ferrari

74 Ortóptica alinhada com a Oftalmologia

Jornal Oftalmológico Jota Zero
Março/Abril 2011

E respondo que

SIM em nome de

toda a classe!

Nós, ortoptistas,

aceitamos o

convite (desafio)

que nos fora

proposto!

Convite (e desafio) aos colegas profissionais de Ortóptica

A parceria entre os profissionais de Ortóptica e os médicos oftalmologistas,

sedimentada há décadas, torna-se hoje mais necessária para proporcionar melhor

qualidade de vida aos pacientes e para agregar valor social ao trabalho realizado

conjunto em benefício da saúde ocular.

Os desafios que precisamos enfrentar são grandes. Assim, por exemplo, o

tratamento dos distúrbios da visão binocular, mesmo com toda a complexidade

que lhe é inerente, nem sempre é valorizado e avaliado corretamente com ofator

importante para a melhor interação entre o paciente e o mundo que o cerca e como

fator fundamental, no caso de crianças, para o processo de formação e educação.

Os ortoptistas, que contribuem de forma decisiva com os médicos oftalmologistas

na promoção da visão binocular através de tratamentos de estimulação sensoriomotora,

por vezes não têm o devido reconhecimento e encontram dificuldades

em estabelecer parâmetros e para exercerem as atividades para as quais estão

preparados em toda sua plenitude.

Hoje, a parceria existente entre nossas categorias profissionais e nossas entidades

representativas é mais do que evidente. A própria publicação deste artigo

do presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia no órgão de divulgação do

CBOrt é prova desta perfeita integração, que começa nas clínicas e consultórios

e chega até a atuação conjunta dos dois conselhos em benefício da saúde ocular.

Porém, temos que avançar. Temos que utilizar a parceria e a integração que

construímos para elaborar propostas e ações para enfrentar as perturbações do

desenvolvimento sensoriomotorocular causadoras de distúrbios da visão, como a

ambliopia não mais apenas de forma individualizada em clínicas e consultórios,

mas com a necessária dimensão social. Para isto precisamos refletir e planejar

ações de esclarecimento da população e prevenção de tais distúrbios.

Caso alcancemos este patamar de ação conjunta, no qual as prerrogativas de

cada profissional sejam mostradas para a sociedade e suas respectivas importâncias

ressaltadas para a disseminação da saúde ocular entre todos os brasileiros,

todos nós sairemos ganhando, principalmente nosso paciente, objetivo maior de

nossa atuação.

Este é o meu convite aos profissionais de Ortóptica, convite este que representa

o reconhecimento do trabalho de nossos parceiros e da importância cada

vez maior que nossa atuação conjunta adquire: vamos pensar em formas para dar

dimensão social aos trabalhos que realizamos!

Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello

Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Andrea Pulchinelli Ferrari

Presidente do Conselho Brasileiro de Ortóptica
 
fonte: http://www.cbo.com.br/novo/medico/pdf/jo/ed136/15.pdf


Contato apenas por email: clhgg170461@gmail.com

2 de mai de 2011

Principal causa da confusão mental no idoso.

Recebi este texto num email e achei interessante divulgar; leiam com calma

Principal causa da confusão mental no idoso.



Arnaldo Lichtenstein, médico






Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de


Medicina, lanço a pergunta:






- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?


Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".


Eu digo: "Não"


Outros apostam: "Mal de Alzheimer"


Respondo, novamente: "Não"


A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:






- diabetes descontrolado;


- infecção urinária;


- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;


Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!


Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.


A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar


confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos


cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.






Insisto: Não é brincadeira!


Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50%


de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.


Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.






Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem


vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não


funcionam muito bem.






Conclusão:


Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva


hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu


corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.










Por isso, aqui vão dois alertas:


1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de


beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite,


sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja


e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!










2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente


líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.


É quase certo que sejam sintomas decorrentes de


desidratação.






"Líquido neles e rápido para um serviço médico".






(*) Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das


Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da


Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).






*Gostou?


*Então divulgue...


*Seus amigos merecem saber!

24 de abr de 2011

O Olhar dos Indios

Esta cronica faz um comentário ótimo sobre a excelente tese da colega Vivian Secin.
Leiam com calma:

O OLHAR DOS ÍNDIOS


José Ribamar Bessa Freire

24/04/2011 - Diário do Amazonas







- Atira! Atira! – lhe dizia o índio Parakanã, apontando a caça. O antropólogo Carlos Fausto, com a arma na mão, olhava na direção indicada e não via bulhufas. Só árvores.

- Ali, ali, naquele galho – suplicava em voz baixa o índio, sinalizando o alvo com o dedo.

- Onde? Onde? – perguntava o antropólogo, atônito. Via apenas uma mancha verde formada por um emaranhado de troncos, folhas, cipós, raízes, musgos, liquens, sombras, tudo da mesma cor, mas nem sinal do animal. O bicho, que para ele continuava invisível, aproveitou a hesitação e se escafedeu, sem nem ao menos declinar sua identidade ao ofuscado caçador.

Foi ali, naquele momento, que Carlos Fausto, sem disparar um tiro, acertou o que não viu, ao suspeitar que seus olhos estivessem incapacitados de ver, dentro da floresta, aquilo que os índios viam. Estávamos no final da década de 1980, ele começava seu mestrado em Antropologia Social com os índios Parakanã, orientado por Eduardo Viveiros de Castro e não era, ainda, capaz de ler a floresta.

Essa história, com riquezas de detalhes, foi contada pelo próprio Carlos Fausto, pesquisador do Programa de Pós-Graduação de Antropologia Social do Museu Nacional. Ele lembrou o fato estimulado pela tese de Viviam Secin ‘Ortóptica, Oralidade e Letramento: a visão binocular dos indígenas Guarani Mbya da Aldeia Sapukai (RJ)’, orientada pelo linguista Luiz Antonio Gomes Senna, responsável por estudos sobre a gramática e o letramento numa perspectiva interdisciplinar e ecológica no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ.

Os ceguetas

A tese da doutora Viviam Secin, que é ortoptista com mais de vinte anos de prática clínica em seu consultório no Rio de Janeiro, parte de duas situações exemplares vividas por sujeitos cuja demanda visual foi alterada por mudanças na rotina profissional ou no estilo de vida.

A primeira ocorreu com uma médica, nascida e criada no Rio de Janeiro, que foi trabalhar em aldeias indígenas do Amazonas, onde viveu quatro anos. Ela fez percurso similar ao de Fausto, saindo da cidade para a floresta, encontrando um novo ambiente visual distinto dos espaços letrados urbanos, o que gerou problemas de adaptação.

A médica conta que ficou impressionada com a percepção visual dos índios que viam tudo, mesmo de noite, enquanto ela “não via da mesma forma que os indígenas”. Percebeu que “sua condição biológica não se ajustava àquele ambiente novo, que exigia compreender novos índices visuais e uma nova lógica interpretativa”.

Quando andava na floresta, tropeçava, caía, se sentia uma “cegueta”. Descobriu que “o uso da lanterna, à noite, mais atrapalha do que ajuda”. Com o tempo, aprendeu a exercitar um novo olhar, mas “mesmo assim, quando eu andava com eles, observava o quanto eles enxergavam o que eu não era capaz de ver”.

A segunda situação foi vivida por uma estudante de graduação em enfermagem, de 38 anos, que fez o caminho inverso. Nascida e criada em uma comunidade indígena no interior do Maranhão, onde não havia escola, ela migrou para a cidade, em busca de educação formal, mas enfrentou enormes dificuldades para se adaptar às novas demandas psicomotoras da leitura. As letras eram, para ela, o que a caça foi para Carlos Fausto: difíceis de ver, provocando embaçamento de imagens.

“Não conseguia ler porque me dava muita dor de cabeça. Eu via às vezes como se as letras fossem assim saindo do livro. Tinha letra no meio daquelas frases que eu não via, a coisa ficava sem sentido, porque eu pulava as linhas. Repeti muitas vezes a oitava série. Meus irmãos, que não concluíram o segundo grau, se queixam da mesma coisa: muita dor de cabeça, enjoo, tonteira... Eu ia ao oftalmologista e ele falava que eu não precisava usar óculos, eu enxergava muito bem, mas eu tinha alguma deficiência”.

Idêntica situação é confirmada por um índio Marubo, da aldeia Alegria, no Javari (AM) para quem “o papel também estraga os olhos. No início, o seu olho fica vacilante, você não enxerga, fica com dor de cabeça, você fica assim. Assim faz o papel, ele dá tontura”.

Os profissionais de ortóptica – uma ciência que estuda a visão binocular em seus aspectos sensoriais e motores - costumam diagnosticar essa inadequação visual de quem sai do mundo da oralidade para o da escrita como uma deficiência, uma incapacidade. Viviam Secim desconfiou disso. Suspeitou da interferência de fatores ambientais e culturais no processo de desenvolvimento visual e decidiu conferir, a partir de uma pergunta que formulou: será que todos nós, brasileiros, estamos igualmente aptos, em termos funcionais binoculares, para desenvolver a leitura e a escrita? Ou igualmente aptos para caçar na floresta?

Miopia

Ela pesquisou dois grupos populacionais escolhidos por seus distintos perfis culturais: um, formado por 99 índios Guarani Mbya da Aldeia Sapukai, de Angra dos Reis (RJ), de cultura predominantemente oral; o outro por 59 universitários não-indígenas, de cultura predominantemente letrada. Entrevistou, filmou, fotografou e aplicou testes para avaliar as funções visuais dos integrantes dos dois grupos. Concluiu que existem diferenças significativas, o primeiro grupo emprega mais o campo binocular periférico, enquanto o segundo usa predominantemente o campo binocular central.

As evidências apresentadas pela tese de Viviam demonstram que não existe um sujeito idealizado, dotado de uma fisiologia única e comum, e que as condições visuais são socialmente determinadas não apenas por fatores inatos, mas pela cultura e pela história. Quem é capaz de ler a floresta tem um olhar diferente de quem foi treinado para ler livros e vice-versa.

Portanto, não é cientificamente correto considerar a cultura urbana como “padrão”, como condição binocular “normal” ou “universal”. Nessa perspectiva, as diversidades visuais deixam de ser vistas como “deficiências” ou “distúrbios” para serem consideradas como diferenças visuais culturalmente possíveis.

Essa conclusão, que tem consequências sobre o processo de escolarização indígena e de indivíduos do meio rural, pode contribuir decisivamente para o planejamento escolar e a formulação de políticas públicas. A busca pelo conhecimento através da leitura e da escrita exige, entre outros aspectos, um controle adequado da motricidade ocular, que é fundamental para o desempenho escolar.

Um total de dezoito músculos oculares se orquestra durante a leitura, entrando em ação um verdadeiro jogo de forças – escreve Viviam. Por isso, no caso de povos da floresta e do campo, a autora propõe algumas estratégias de exercícios visuais e de aprestamento que facilitem “a transição de outros modos ecológicos de ver para o modo de ver necessário à cultura escrita”.

Durante cinco séculos, no Brasil, quando se tentou alfabetizar os índios, se usou a língua portuguesa, com resultados desastrosos. Essa prática de ensinar alguém a ler uma língua que não fala, foi apontada como irracional pela Linguística Aplicada. A partir da Constituição de 1988, os índios passaram a ter o direito de serem alfabetizados em suas línguas maternas, corrigindo uma distorção secular monstruosa. A tese de Viviam Secin nos chama a atenção para a existência de outra irracionalidade, que é desconsiderar a existência da diversidade visual.

Durante a defesa da qual participei como membro da banca, lembrei um personagem de Guimarães Rosa, Miguilim, um menino de oito anos, que vive com sua família no sertão do Mutum. Ele sofre tanto que amadurece, bebendo assim “um golinho de velhice”. No finalzinho da narrativa, chegam ao Mutum para caçar, vindos da cidade, dois homens, um deles é um médico, “um certo Doutor José Lourenço”, que estranha o olhar de Miguilim e faz nele alguns testes de visão. Descobre o que ninguém sabia, nem o menino, nem os outros personagens e muito menos os leitores: Miguilim era míope.

Essa é a chave para explicar muitos dos sofrimentos de Miguilim, alguns dos quais poderiam ter sido evitados se fosse feito um diagnóstico a tempo. O médico convida o menino para ir morar com ele na cidade, onde pode estudar. A família concorda. Antes de partir, Miguilim pede os óculos do médico emprestados e vê o Mutum, com outros olhos, pela primeira vez. Encantado, enxerga o sertão como um lugar bonito, vê os familiares, admira a beleza da mãe, os traços do tio.

A miopia não é apenas de Miguilim, mas do seu entorno, que não foi capaz de ver o que acontecia com o menino. No momento em que celebramos a Semana do Índio, a tese de Viviam Secin nos ajuda a corrigir a nossa miopia e nos possibilita ver um Miguilim coletivo. Trata-se de leitura prazerosa e necessária, que vai interessar a todos aqueles que trabalham com educação.

SECIN, Viviam Kazue Andó Vianna: “Ortóptica, Oralidade e Letramento: a visão binocular dos indígenas Guarani Mbya da aldeia Sapukai (RJ). Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para obtenção do título de Doutora. Área de concentração: Educação Inclusiva e Ortóptica. Banca Examinadora: Luiz Antonio Gomes Senna (orientador), Carmen Lúcia Guimarães de Mattos (UERJ), José Ribamar Bessa Freire (UERJ / UNIRIO), Ana Maria Sperandio (UNICAMP), Galton Carvalho Vasconcelos (UFMG), Yara Hahr Hokerberg (FIOCRUZ). Da banca de qualificação fizeram parte também Carlos Fausto (PPGAS-UFRJ) e Armando Barros (UFF). Data da defesa – 22/02/2011.

fonte: http://www.taquiprati.com.br/cronica.php?ident=913

17 de abr de 2011

Campanha nacional de vacinação contra gripe começa em 25 de abril de 2011

Vírus H1N1


Campanha nacional de vacinação contra gripe começa em 25 de abril

Bartira Betini







A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa em 25 de abril e só na Baixada Santista 280 mil pessoas devem tomar a vacina. Mas muita gente não sabe exatamente quais vírus ela combate.



Esse ano a vacinação foi ampliada. Crianças de até dois anos e grávidas terão direito a dose gratuita até dia 13 de maio, Além dos idosos acima de 65 anos, a população indígena e profissionais da saúde .



A cada ano o vírus mais persistente dos tipos H1N1, H3N2 e Tipo B compõe a vacina que é tríplice viral. Estudos internacionais são realizados para descobrir quais são os mais nocivos e com base nesse levantamento é desenvolvida uma vacina para combatê-los.



“A gripe H1N1 não é mais um risco de pandemia, mas a imunização ao vírus do ano passado foi mantida porque ainda há circulação no País e o ideal é evitar qualquer indício de contaminação, por menor que seja”, diz a médica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria Estadual da Saúde.



A vacinação acontece de segunda a sexta-feira nos postos municipais de saúde. No sábado dia 30 de abril será o dia “D” da campanha nacional e todos os postos estarão abertos. No Brasil, 30 milhões de pessoas devem tomar a vacina, sendo 6.800 milhões somente no Estado de São Paulo.



Vacina paga



Nas clínicas particulares de Santos a vacina da gripe já está disponível há pelo menos três semanas. O preço da dose é de R$ 40 e crianças até nove anos precisam tomar duas doses.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=86108&idDepartamento=5&idCategoria=0

18 de mar de 2011

Optar ou não pela mentira

Fonte: versão online do jornal Metro: http://www.metropoint.com.br/ 

A 2a rodovia mais perigosa do Estado de SP


Fonte: versão online do jornal Metro: http://www.metropoint.com.br/

Novas regras dos cartões de crédito



Fonte: versão online do jornal Metro: http://www.metropoint.com.br/

Botox e estrabismo

30


Botox pode ser usado no tratamento de estrabismo

Leave a comment »


Quem ouve falar em botox (toxina botulínica) pensa logo em sua aplicação estética, para reduzir as rugas. Porém, esse remédio foi aprovado pela primeira vez há 20 anos nos Estados Unidos para tratar o estrabismo – condição marcada pela perda do posicionamento normal dos olhos, conhecida popularmente como “vesguice”, que faz com que apenas um olho ou ambos sejam desviados. E, no Brasil, ele é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde 1992 para oito indicações cosméticas e terapêuticas.

De acordo com o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares, a toxina botulínica tipo A tem sido uma grande aliada no tratamento de estrabismos por ser uma opção menos invasiva. “Uma das vantagens que observamos no tratamento do estrabismo com a substância é que não há alterações anatômicas, diferentemente do procedimento cirúrgico. Sua aplicação é uma alternativa segura, inclusive em crianças, e o tempo de recuperação é rápido”, explica.

O especialista destaca que a toxina botulínica é aplicada diretamente no músculo ocular externo, proporcionando relaxamento e o alinhamento dos olhos, sem intervenção cirúrgica. O procedimento dura cerca de um minuto, é feito com anestesia local e o tempo de recuperação é curto.

“É preciso destacar que a toxina botulínica no tratamento do estrabismo não produz efeitos tão estáveis como a cirurgia convencional, mas é muito efetiva em certos tipos específicos de estrabismo, como desvios de pequenos ângulos, desvios secundários, paralisias agudas do nervo, oftalmopatia subaguda da moléstia de Graves, hipo e hipercorreções pós-cirúrgicas, estrabismos pós-cirurgia de descolamento de retina e também para pacientes sem condições clínicas para anestesia geral ou para correção cirúrgica”, destaca o médico.

Segundo especialistas, apesar de bons resultados com a aplicação de botox para alguns casos, o procedimento cirúrgico é ainda o método mais apropriado para tratar o estrabismo nos casos de grandes desvios – quando há muitos músculos envolvidos -, em estrabismos com incomitâncias alfabéticas associadas ou ainda quando houver cicatrizes de tecido perimuscular.

A aplicação da toxina botulínica tipo A na oftalmologia não se restringe ao estrabismo. Ela é utilizada também no tratamento de problemas como distonias faciais, blefaroespasmos e espasmos hemifaciais, além de ter aplicação no campo da plástica ocular, incluindo a correção de problemas nas pálpebras e do lacrimejamento após paralisia facial.

Encontre aqui equipamentos e mobiliários oftalmológicos

Fonte: MW e Blog Boa Saúde

Fonte: http://leia.probohospitalar.com.br/2010/09/botox-pode-ser-usado-no-tratamento-de-estrabismo/

Como os dois olhos trabalham em conjunto - a chamada Visão Binocular

Visão Binocular é o trabalho conjunto dos dois olhos


Para que isto ocorra os dois olhos, como órgãos, tem que estar em sua plena capacidade e funcionalidade, ou seja, sadios.

Percepção simultanea, fusão e estereopsia ou 3a dimensão ou visão de profundidade; estes são os 3 graus/estágios da visão binocular



VISÃO BINOCULAR















O mundo físico, do qual deriva a experiência visual, tem dimensões - profundidade, largura e altura. O homem é capaz de fazer, com precisão e segurança, avaliações sobre a posição, distância, forma e tamanho dos objetos. Essa habilidade é a base necessária para todos os nossos atos, desde enfiar a linha em uma agulha até saltar entre rochedos. De que mecanismo o homem se vale para ver o mundo tridimensional, com os objetos nos lugares certos a distâncias que ele pode avaliar com notável precisão e rapidez?





Apesar de os dois olhos do homem olharem na mesma direção ao mesmo tempo e estarem coordenados para combinar suas duas imagens, seus centros são separados por um espaço de uns 7 cm e, portanto, não visam exatamente a mesma linha. Se você segurar a sua mão direita a uns 30 cm na frente do nariz, com a ponta do polegar mais perto do rosto, verificará que a mão é um volume de contornos arredondados, com frente e costas, um lado de cá e um lado de lá. Fechando o olho direito, verá mais a palma da mão e pouco das juntas. Feche o olho esquerdo e olhe com o direito; a palma desaparece e as juntas são vistas melhor. Embora as imagens dos dois olhos sejam combinadas de modo exato, continuam distintas o suficiente para dar este efeito e volume, criando assim uma nítida indicação binocular.





Quase todos os animais, dos insetos ao homem, têm dois olhos. São raros os seres de um só olho, como os ciclopes, diminutos crustáceos de água doce, de 1 mm de comprimento. Algumas espécies têm três olhos. As aranhas têm geralmente oito olhos. Porém, a regra geral são dois olhos. Mas a posse de dois olhos não garante a visão tridimensional, a não ser que eles estejam dispostos de modo que possam focalizar ao mesmo tempo e a menos que os dois campos de visão se justaponham regularmente no ponto de convergência e haja troca de sinais nervosos. Para que isto se verifique, naturalmente, os olhos devem estar situados na cabeça, de tal forma que possam voltar-se mais ou menos para a mesma direção - como no caso dos animais de rapina, dos gatos, lobos ou corujas, cuja necessidade de avaliar exatamente a distância para a caça é óbvia.


Os animais que pastam, como coelhos, cavalos e veados, têm os olhos localizados em cada lado da cabeça. Para eles a percepção de profundidade não é tão importante quanto a visão completa, em círculo fechado, pois estão mais interessados em evitar atacantes do que em caçar. Assim, o cavalo pode ver em todas as direções sem mexer a cabeça, mas sua visão tridimensional do mundo é muito limitada.
















Os olhos do homem ficam na frente da cabeça. Isso reduz o campo de visão para apenas 180 graus, mas aumenta a visão tridimensional. Como é um animal caçador, o homem precisa ver em profundidade.


Cada olho abrange um arco de 150 graus, como mostra a figura acima. Onde os campos visuais se sobrepõem (parte do meio), a pessoa tem visão binocular.


(Texto adaptado de: Biblioteca Científica Life, Livraria José Olympio Editora)


Fonte: http://geocities.ws/saladefisica5/leituras/binocular.html