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27 de mai de 2013

A Venezuela importa médicos de Cuba


A Venezuela importa médicos de Cuba; leiam o parágrafo: "Médico na Esquina de casa"; caso o CFM perca a queda de braço com o governo, podemos aqui ter uma leve noção de como será: 
Na primeira eleição em 14 anos sem o líder bolivariano, os venezuelanos apontam indicadores de que seu governo foi um divisor de águas na história do país

A Venezuela antes e depois de Chávez

por Por Tadeu Breda, Revista do Brasil publicado 12/04/2013 12:22, última modificação13/04/2013 10:39
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A Venezuela ocupa a 71ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano. O Brasil está na 85ª (Foto: Raul Arboleda/AFP)
Caracas – Com skate debaixo do braço, boné pra trás e namorada a tiracolo, Aleksei foi meu guia na primeira visita que fiz a uma favela de Caracas, a 23 de Janeiro. É um foco de resistência popular desde que foi construída, em 1956, na zona oeste da capital venezuelana. Seus blocos residenciais foram um presente do ditador Marcos Pérez Jiménez, que batizou o bairro como 2 de Dezembro para comemorar o dia em que dera um golpe de Estado. Em 23 de janeiro de 1958, seu governo seria derrubado. E os moradores rebatizaram a vizinhança com a data de sua queda – também início da mais duradoura democracia formal da América do Sul, que passará mais uma vez pelo teste das urnas neste domingo (14), desta vez sem a presença de Hugo Chávez.
Não por acaso, a 23 de Janeiro é uma das poucas periferias de um país a abrigar o corpo sem vida de um presidente da República: o do próprio Chávez, levado para o quartel da Milícia Bolivariana no alto de um de seus morros até haver uma decisão sobre o destino definitivo dos restos mortais. No bairro existem coletivos autogestionários e guerrilhas armadas remanescentes dos anos 1970 e 1980.
Na ausência de inimigos políticos, o arsenal serve basicamente para autoproteção – inclusive para fins menos nobres, como eliminar traficantes. O 23 ostenta seus próprios mártires, lembrados em praças e afrescos castigados pelo tempo. São vítimas de uma repressão que parece não mais existir.
“O melhor de Hugo Chávez é que, com ele, finalmente tivemos liberdade”, atesta o morador Gustavo Rodríguez, assinalando o que considera a maior virtude do ex-presidente. Aos 60 anos, é uma das lideranças da Coordenadora Simón Bolívar, um dos coletivos que atuam na vizinhança. Faz algum tempo, tomaram posse do edifício onde funcionou um quartel da polícia, “já levei umas surras aqui dentro”, e montaram uma rádio comunitária. Atendendo a pedidos dos moradores, o governo federal instalou no local um Infocentro, com computadores, internet e cursos para a comunidade, e um escritório para tirar documentos e resolver pequenas burocracias.
Favela 23 de Janeiro - Caracas (Tadeu Breda)
Foco de resistência, a favela 23 de Janeiro recebeu o corpo do ex-presidente (Foto: Tadeu Breda/RBA)
Não é à toa que imagens e slogans que remetem a Hugo Chávez estão espalhados por todos os lados. As menções são tão numerosas nas favelas quanto inexistentes nas regiões mais ricas. A capital venezuelana é dividida em duas. Nas subprefeituras de Baruta, Chacao, Hatillo e Sucre domina a oposição, representada por uma coalizão de partidos chamada Mesa de Unidade Democrática (MUD).
No centro e na zona oeste, região conhecida como Libertador, o governo fica com o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Amar ou odiar a figura do ex-presidente – e tudo o que representa –é questão de classe. Claro, existem pobres que não votam no chavismo e gente de renda elevada que o apoia. Há inclusive uma nova elite que floresceu à sombra do governo bolivariano: a chamada boliburguesia. Batalha de comunicação
Com 6 milhões de habitantes, Caracas é um lugar aparentemente irreconciliável. Chavistas e antichavistas têm um sem-número de argumentos para canalizar suas emoções. Entre radicais e moderados, a maioria, porém, continua sendo chavista. A MUD tem poucos representantes na Assembleia Nacional, controla apenas três dos 23 estados e não está tão estruturada quanto gostaria. A maior força da oposição está na mídia.
Quem liga a tevê na Globovisión ou abre os jornais El Nacional e El Universal percebe facilmente. Mas, se chovem críticas na mídia tradicional, despeja-se uma tempestade de elogios sobre o telespectador que sintoniza as emissoras estatais. Depois que sofreu uma tentativa de golpe de Estado, em 2002, o presidente se deu conta de que era preciso construir canais de comunicação direta com o povo.
Habitação popular: desde 2010, o governo entregou 350 mil residências. Neste ano, serão mais 380 mil (Foto: Divulgação)
Habitação Popular - Caracas (Divulgação)
Enquanto Chávez tinha uma arma apontada contra a cabeça, as redes de tevê noticiavam sua “renúncia” e transmitiam a posse do líder golpista, Pedro Carmona. E dá-lhe novela para transmitir aos venezuelanos uma completa sensação de normalidade. Agora, o chavismo conta com um imenso aparato comunicacional que inclui estações de rádio e tevê, agências de notícias, portais e jornais diários.
“Na Venezuela, a batalha política é também midiática”, explica Robert Vinache, 23 anos, aluno da Escola de Meios e Produção Audiovisual de Caracas (Empa), inaugurada há seis anos pela prefeitura caraquenha junto a uma emissora pública local chamada Ávila TV, ambas encampadas posteriormente pelo governo nacional. “Somos o único canal-escola do país e talvez da América Latina”, orgulha-se a diretora de formação do instituto, Yajaira González. “Todos os nossos estudantes são provenientes de bairros pobres.”
São jovens que chegam à Empa loucos para mostrar o profundo processo de transformação vivido pelo país – e por eles mesmos – nas periferias. E, se não conseguem vagas no sistema nacional de meios públicos para trabalhar, podem recorrer a rádios e tevês comunitárias que falam de realidades até então invisíveis pelo padrão loiro-branco-olhos azuis da imprensa comercial.
“Mas as emissoras populares sobreviverão apenas se não tomarem posições muito críticas em relação ao governo”,acredita a coordenadora de comunicação da ONG Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), Paola Salcedo,.“Existe liberdade de expressão na Venezuela, mas ao mesmo tempo se observam alguns impedimentos para que possa ser exercida em sua plenitude.”
Paola desanda a falar que o canal RCTV foi fechado injustamente; que repórteres das emissoras contrárias ao chavismo não são convidados para entrevistas oficias; que o jornal El Nacional foi obrigado a ficar um dia fora de circulação depois que publicou fotos de um necrotério público abarrotado de cadáveres; e que jornalistas sofreram retaliações em algumas rádios depois de criticar o governo. “É um claro sinal de autocensura”, analisa.
Questiono se as mencionadas limitações à liberdade de imprensa não poderiam ser interpretadas como uma reação à participação da mídia no golpe de 2002. Paola concorda que as emissoras descumpriram obrigações inerentes a uma concessão pública, mas... “Sob o ponto de vista da política, podemos até compreender as atitudes do governo. Contudo, sob a ótica dos direitos humanos, não é possível justificar nenhum cerceamento à informação”, analisa.
Caracas - Médicos (Tadeu Breda)

A Venezuela troca seu petróleo pela assistência de profissionais da área médica cubanos, acomodados em consultórios/residência espalhados pelos bairros pobres 
(Foto: Tadeu Breda/RBA)

Médico na esquina de casa

A conturbada relação de Hugo Chávez com a imprensa é apenas a ponta mais visível do imenso iceberg que sustenta a revolução bolivariana. Nas periferias estão bases mais sólidas do regime. Deparei com uma delas – talvez a principal –caminhando com Aleksei, seu skate e sua namorada pela 23 de Janeiro.
Um “exército” de jalecos brancos enviados por Havana ocupa as quebradas da Venezuela. Cuba manda médicos e o chavismo retribui com petróleo, sua maior riqueza econômica. O resultado do escambo é visível. Apenas no centro e na zona oeste de Caracas, as mais carentes da cidade, trabalham 2.689 profissionais de saúde cubanos, entre os quais 552 médicos. Em todo o país estão em atividade 17 mil doutores e outros 17 mil enfermeiros, fisioterapeutas, laboratoristas formados na ilha. Compõem a mão de obra do programa que leva medicina a pessoas que nunca nem em sonho haviam pensado em ver médicos e hospitais na esquina de casa.
Basta caminhar pelo bairro para topar com pequenos consultórios, os módulos, onde a vizinhança recebe atenção primária e preventiva. São casinhas minúsculas de bloco pré-fabricado com dois pavimentos. Na parte de baixo ficam consultório, sala de espera e banheiro. Em alguns há cadeira de dentista. Os médicos moram na parte de cima, uma quitinete com cozinha e banheiro. Trabalham oito horas por dia, mas não sonegam suas habilidades caso alguém precise de socorro durante a madrugada.
Consegui visitar as instalações da Missão Bairro Adentro depois de pedir autorização ao governo cubano. Bastou enviar um e-mail à embaixada e trocar três ligações com os responsáveis pelo programa: no dia seguinte, tinha uma sugestão de itinerário e um carro iraniano me esperava. Acompanhado pelo doutor Reynier, vice-chefe da missão médica cubana em Caracas, saí rumo às instalações hospitalares de Montalbán, zona pobre a oeste da capital.
Já nos esperava o doutor Padilla, diretor do Centro Médico de Alta Tecnologia. Depois assistir a uma projeção de slides, visitei todas as salas e conversei com cinco médicos pré-selecionados para me atender. Responderam a todas as minhas perguntas, mas os superiores não saíram do meu pé. É difícil saber se os cubanos foram totalmente sinceros quando questionei se estavam felizes trabalhando nas periferias caraquenhas, com uma rotina tão rígida e limitada não apenas pelas regras do governo cubano, mas também pelo entorno violento.
“A medicina é uma carreira muito humana, e nossa tarefa como médicos formados em Cuba é ajudar os demais países que ainda não conseguiram se desenvolver na área da saúde. Estamos dispostos a ir a qualquer lugar do mundo. E não porque somos pressionados ou obrigados pelas autoridades: temos vontade de levar nosso conhecimento à população que mais precisa”, contou o doutor Bernardo. “As pessoas aqui nunca haviam visto um médico subir o morro. Por isso, não querem que a gente vá embora.”
Missa Sucre - ensino superio (Divulgação)O programa que trouxe medicina cubana para as periferias é apenas uma das chamadas missões bolivarianas impulsionadas durante os 14 anos de governo Chávez. Existem mais de 20.
Missão Sucre: programa transformou país na quinta nação com maior número de matriculados no ensino superior (Foto: Tadeu Breda)
Outra que conta com a ajuda de Cuba é a Missão Robinson, proposta para alfabetizar a população. Em 2005, a Venezuela foi declarada território livre de analfabetismo pela Unesco. A Missão Sucre criou universidades e transformou o país na quinta nação com maior número de matrículas no ensino superior.
Outro projeto, a Grande Missão Vivenda, começou a trabalhar na construção de moradias populares depois que milhões de venezuelanos perderam a própria casa devido a fortes chuvas ocorridas em 2010. Chávez não titubeou em instalá-los em hotéis, prédios vazios, edifícios governamentais e até mesmo no Palácio de Miraflores. De lá para cá, graças ao imenso fluxo de caixa possibilitado pelo petróleo, foram entregues 350 mil residências. Neste ano, serão mais 380 mil. A meta é construir 2 milhões de casas até 2017.

Persiste a violência

Os maciços investimentos sociais do chavismo –auxiliados por taxas de crescimento econômico que em 2004 chegaram a 17% – possibilitaram que a pobreza venezuelana fosse reduzida em 20 pontos percentuais entre 1999 e 2012, passando de 49% para 29% da população. A Venezuela ocupa hoje a 71ª posição no ranking mundial do bem-estar, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Brasil está na 85ª.
Mas a evolução social não foi acompanhada de queda nos índices de violência um dos problemas mais graves do país. O índice de homicídios na Venezuela gira em torno de 45 por 100 mil habitantes. Em Caracas, chega a 108 por 100 mil – taxa que a coloca entre as cidades mais perigosas da região. Cerca de 500 presidiários perdem a vida todos os anos dentro das casas de detenção venezuelanas.
“A violência tem crescido em toda a América Latina, com exceção de Brasil e Colômbia”, afirma Andrés Antillano, psicólogo e criminologista da Universidade Central da Venezuela (UCV). “Os índices de criminalidade no país tiveram muito mais a ver com desigualdade social do que com pobreza, mas mesmo essa relação parece não funcionar como se imaginava. Talvez seja um erro pensar que apenas ampliar o acesso aos direitos sociais pode reduzir a violência.” Antillano afirma ter detectado em suas pesquisas que grande parte da juventude pobre nas grandes cidades sequer é chavista. Tampouco oposicionista. “São despolitizados”,define, “e veem o crime como uma maneira de ganhar respeito e incluir-se socialmente”.
Pelas ruas da 23 de Janeiro, Gustavo Rodríguez conta que de tem de gastar o verbo para convencer os jovens das benesses trazidas pelo chavismo. O problema, segundo ele, é que têm pouca idade e não se lembram de como era a vida antes de Hugo Chávez. “Para quem viveu as duas coisas, está claro que agora estamos muitíssimo melhor.”



-- 
Cristina

26 de mai de 2013

Is Google Glass Dangerous?


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NEWS about Google Glass is everywhere these days, and so are its critics.

Readers’ Comments

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Some charge it only with fashion crimes. Others worry about invasion of privacy: when out on a date with a Glass wearer, you won’t know if they are recording you — or Googling “seduction tips,” for that matter.
Nonetheless, most agree that a smartphone-linked display and camera placed in the corner of your vision is intriguing and potentially revolutionary — and like us, they want to try it. But Glass may inadvertently disrupt a crucial cognitive capacity, with potentially dangerous consequences.
In an impromptu TED talk and interview in March, Sergey Brin, one of Google’s founders, described a motivation for the new product. “We questioned whether you should be walking around looking down” at a smartphone, he said. Instead, the company’s designers asked, “Can we make something that frees your hands” and “frees your eyes”?
Google isn’t the only company selling a technology that makes it easier to use your phone while you do other things. Last month Chevrolet released a commercial touting “eyes-free and hands-free integration” with the iPhone’s Siri interface, showing a woman checking her text messages using voice commands while she drives in circles.
To their credit, Google’s designers have recognized the distraction caused by grabbing someone’s attention with a sudden visual change. Mr. Brin explained that Glass doesn’t flash an alert in its users’ visual field when a new text message arrives. Instead, it plays a sound and requires them to look up to activate the display.
The “eyes-free” goal addresses an obvious limitation of the human brain: we can’t look away from where we’re heading for more than a few seconds without losing our bearings. And time spent looking at a cellphone is time spent oblivious to the world, as shown in the viral videos of distracted phone users who stumble into shopping-mall fountains.
Most people intuitively grasp the “two-second rule.” When driving, for example, we glance only briefly at the radio or speedometer. But some distractions overwhelm this intuition.
Researchers at the Virginia Tech Transportation Institute outfitted cars and trucks with cameras and sensors to monitor real-world driving behavior. When drivers were communicating, they tended to look away for as much as 4.6 seconds during a 6-second period. In effect, people lose track of time when texting, leading them to look at their phones far longer than they know they should. Two-way communication is especially engaging, and time flies when we are reading and typing.
Heads-up displays like Google Glass, and voice interfaces like Siri, seem like ideal solutions, letting you simultaneously interact with your smartphone while staying alert to your surroundings. If your gaze remains directed at the world, then presumably if something important happens in your field of vision, it will capture your attention and take over your consciousness, letting you respond to it quickly.
The problem is that looking is not the same as seeing, and people make wrong assumptions about what will grab their attention.
ACCORDING to the results of two representative national surveys we conducted, about 70 percent of Americans believe that “people will notice when something unexpected enters their field of view, even when they’re paying attention to something else.”
Yet experiments that we and others have conducted showed that people often fail to notice something as obvious as a person in a gorilla suit in situations where they are devoting attention to something else. Researchers using eye-tracking devices found that people can miss the gorilla even when they look right at it. This phenomenon of “inattentional blindness” shows that what we see depends not just on where we look but also on how we focus our attention.
If you think the situation would improve if the computer display appeared superimposed on the world itself, think again. Perception requires both your eyes and your mind, and if your mind is engaged, you can fail to see something that would otherwise be utterly obvious.
Research with commercial airline pilots suggests that displaying instrument readings directly on the windshield can make pilots less aware of their surroundings, even leading to crashes in simulated landings.
Google Glass may allow users to do amazing things, but it does not abolish the limits on the human ability to pay attention. Intuitions about attention lead to wrong assumptions about what we’re likely to see; we are especially unaware of how completely our attention can be absorbed by the continual availability of compelling and useful information. Only by understanding the science of attention and the limits of the human mind and brain can we design new interfaces that are both revolutionary and safe.
Daniel J. Simons is a professor of psychology and advertising at the University of Illinois. Christopher F. Chabris is a professor of psychology at Union College. They are the authors of “The Invisible Gorilla: How Our Intuitions Deceive Us.”

Dois videos, em Inglês, que tentam explicar o que é ser Ortoptista e a diferença entre os diferentes profissionais que cuidam da saúde ocular

http://www.xtranormal.com/watch/14466132/whats-an-orthoptist

http://www.xtranormal.com/watch/14480996/what-is-an-orthoptist

Idosos vivem por mais tempo e doentes, aponta pesquisa da USP


A expectativa de vida da população brasileira cresceu nos últimos anos, mas os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, pois convivem por mais tempo com doenças crônicas típicas de sua faixa etária. Isso é o que apontou uma pesquisa conduzida pelo médico geriatra Alessandro Gonçalves Campolina, que faz parte de um estudo, chamado Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), que vem sendo desenvolvido na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
Campolina é autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade, ou seja, se o intervalo entre o aparecimento da doença e a morte estava diminuindo e se o aparecimento da doença estava sendo postergado para os últimos anos de vida. Para ele, a pesquisa demonstrou que, no caso específico de São Paulo (Campolina acredita que esses números se assemelham aos do restante do país, embora nenhum estudo semelhante tenha ocorrido em outros lugares do Brasil), está ocorrendo um fenômeno oposto: a expansão da morbidade o que, segundo ele, é um aspecto negativo, pois a população passa mais tempo doente.
Em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer no Brasil era 74 anos e 29 dias, o que representou um incremento de três anos, sete meses e 24 dias sobre o indicador de 2000. Praticamente no mesmo período, entre 2000 e 2010, a pesquisa desenvolvida por Campolina detectou que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, pois convivem por mais tempo com doenças crônicas típicas de sua faixa etária.
"Esse projeto é parte de um estudo maior, que é o Sabe, que vem acontecendo na faculdade desde 2000. É um estudo populacional que tem uma amostragem das diversas regiões representativas de São Paulo e que vem seguindo essa população de idosos, com mais de 60 anos, desde 2000, fazendo avaliações periódicas e incluindo novas populações de idosos para fazer comparação entre gerações. Em 2000 foram acompanhados 2.143 idosos, que passaram a ser seguidos pelo projeto, em domicílio. Já em 2010 foi feita uma nova comparação", explicou.
Segundo Campolina, a pesquisa avaliou o impacto das doenças crônicas que acometem a população idosa em termos de expectativa e de qualidade de vida. "Se as pessoas continuassem vivendo no estado em que elas estão agora, com as doenças crônicas, as doenças seriam mais frequentes e haveria mais comprometimento da qualidade de vida", disse. Quando se fala de doenças crônicas relacionadas à população idosa, explicou Campolina, a pesquisa refere-se principalmente à hipertensão arterial, diabetes, às doenças cardíacas, à doença pulmonar crônica, às doenças mentais, como depressão e demências, às doenças articulares, como artrite e artrose, e às quedas.
Mas a pesquisa, de acordo com Campolina, também demonstrou que, caso fossem desenvolvidas políticas públicas preventivas voltadas para a população idosa, a situação poderia ser alterada. "O estudo fez a análise de outros cenários possíveis, ou seja, se essas doenças fossem prevenidas. Isso mostrou que este processo estaria sendo revertido. Aí a população ganharia mais anos de vida e mais anos de vida saudáveis", falou em entrevista à Agência Brasil.
"Se houvesse estratégias que evitassem que as pessoas desenvolvessem a doença cardíaca, por exemplo, praticando atividades físicas e tendo uma nutrição adequada, você teria mais anos de expectativa de vida saudável. E se as pessoas já têm a doença instalada e mesmo assim fizessem esforço para tratamento adequado e controle dessa doença, também haveria um impacto positivo na expectativa de vida saudável".
Para Campolina, as políticas públicas de prevenção voltadas para os idosos ainda "são insuficientes" no país. "A grande questão do estudo são as políticas de prevenção e de controle das doenças crônicas. Uma questão que acho muito importante é que nessa população específica de idosos, muitos acreditam que não vale mais a pena fazer a prevenção. Há o preconceito de que as doenças já estão instaladas, que as pessoas já estão no fim da vida, mas o estudo mostra exatamente o contrário, inclusive nas pessoas de idade mais avançada. Se as doenças fossem prevenidas e houvessem políticas de atividade física, nutrição, combate ao tabagismo e controle dessas doenças com tratamento adequado, provavelmente essa população viveria melhor, mesmo os mais idosos", disse.

13 de mai de 2013

Página nova no Facebook induz a erro de informação


Atentem a um erro de informação que esta página nova traz (fisiooftalmica): as portarias habilitam o fisioterapeuta a trabalhar a mobilidade do deficiente visual, ou seja, ensina o deficiente visual, que entende-se por pessoas portadoras de Visão Subnormal ou Cegueira a relacionar-se com o mundo, reconhecendo o espaço que o cerca e o Ortoptista identifica, quantifica, qualifica e trata as anomalias da visão e da motilidade ocular, como estrabismos, distúrbios de leitura que causam sintomas como cansaço visual, embaçamento, ardor, lacrimejamento, embaralhamento, sonolência, visão dupla, enjôos, tontura, fotofobia, dores de cabeça, alterações sensoriais como redução da visão de profundidade (estereopsia) e ambliopia (baixa de acuidade visual de um ou ambos os olhos).

Promove uma visão binocular confortável, através de tratamentos de estimulação sensoriomotora, usados nos casos de estrabismo e nos distúrbios de leitura;
- Previne as perturbações do desenvolvimento sensoriomotor ocular, causadoras de distúrbios da visão como a ambliopia;  portanto, os Ortoptistas trabalham com o olho como orgão em perfeitas condições, assim como o sistema visual também.

Alertamos novamente que se os leitores procuram um Ortoptista, basta acessar o site www.cbort.com.br e encontrarão profissionais devidamente habilitados e formados em Ortóptica, com diplomas e cursos devidamente reconhecidos pelo MEC.

Leiam atentamente:

FISIOTERAPIA EM OFTALMOLOGIA

Há muitos anos a Oftalmologia vem sofrendo com a falta de profissionais habilitados para auxiliarem em exames e tratamentos específicos na reabilitação dos distúrbios nos músculos da oculomotricidade (extraoculares), que podem provocar disfunções sensoriais visuais e posturais. A falta destes profissionais está sendo suprida por fisioterapeutas que estão se qualificando através de cursos de aprimoramento que preparam os profissionais com Bacharelado em Fisioterapia a se habilitarem para essa especialidade.

A FISIOTERAPIA é uma profissão reconhecida através do Decreto-Lei 938/69 - Lei 6.316/75, nas resoluções do COFFITO-Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
 Decreto 9.640/84, Lei 8.856/94 e Portarias do Ministério da Saúde. Tem como conceito a “Ciência da saúde que estuda, diagnostica, previne e trata os distúrbios do movimento humano decorrentes de alterações de órgãos e/ou sistemas. Seu objetivo é preservar, manter, desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistema ou função.”

Com isso, desde o ano de 2007 os FISIOTERAPEUTAS têm a autorização para atuar na assistência fisioterapêutica em oftalmologia assegurados pelas portarias:

1. Portaria nº 2.916 - na Classificação Brasileira de Ocupações Código 223605 - Art. 5º - Incluir, na Tabela SIH e SIA/SUS, o tipo de Ato: 58 - Fisioterapia (Especial).
 a. FO - 18.063.00-4 - Assistência fisioterapêutica em oftalmologia
 i. Procedimento SIA - 18.063.01-2 - Atendimento fisioterapêutico de paciente com alterações oculomotoras centrais com comprometimento sistêmico
 ii. Procedimento SIA 18.063.02-0 - Atendimento fisioterapêutico em paciente com alterações oculomotoras periféricas.
 2. Portaria 16.071.2 - Instrutivo deficiência visual - Ref. Portaria GM 793 e GM 835 de abril de 2012. Diretrizes para tratamento e reabilitação/habilitação de pessoas com baixa visão e cegueira e normas de credenciamento/habilitação de serviços de reabilitação visual
 a. Procedimento: 03.01.07.015-6 - Avaliação Multiprofissional em Deficiência Visual.
 b. Procedimento: 03.01.07.016-4 - Atendimento / Acompanhamento em Reabilitação Visual.
 c. Procedimento: 03.01.07.014-8 - Treinos de Orientação e Mobilidade
 De acordo com o decreto de lei e demais portarias o profissional da área de Fisioterapia está habilitado para preservar, manter, desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade do sistema visual e oculomotor dos indivíduos que assim necessitarem.