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28 de jan de 2012

Desvendando os fenomenos naturais


O que está acontecendo?

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(Por Aryane Cararo e Natália Mazzoni)
Se você tem prestado atenção nas notícias dos jornais, deve estar se perguntando: o mundo está ficando maluco ou coisa parecida? É chuva demais, enchente, alagamento, deslizamento de terra, tornado, erupção de vulcão, terremoto, seca e até tsunami. Parece até que o planeta Terra está dando sinais de revolta! Será que alguém pode explicar porque tudo isso acontece? Será que esses fenômenos estão ficando mais comuns ou só estamos prestando mais atenção neles?
O Estadinho de hoje (dia 28) vem com boa parte dessas respostas. Sabe o que a gente descobriu? Que esses eventos todos acontecem desde que o mundo é mundo, mas a ação do homem, interferindo na natureza, tem ajudado a aumentar a intensidade e a frequência de alguns deles. Quer saber mais? Leia o Estadinho de hoje, clicando nas páginas abaixo, e depois continue por aqui, que há muito mais explicações.
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SAIBA MAIS SOBRE:
Enchente
1) A enchente não é uma coisa necessariamente ruim, sabia? Em alguns casos, ela até beneficia a agricultura, como acontece nas cheias do Rio Nilo, no Egito. Quando o rio extravasa, seus sedimentos acabam sendo depositados em grande área do solo, aumentando sua fertilidade.
2) Calçadas, ruas de asfalto, prédios, casas: todos eles impermeabilizam o solo e funcionam como uma barreira, impedindo ou dificultando a água de penetrá-lo. Sem infiltrar, ela desliza pelo concreto e pelo asfalto em dias de muita chuva até achar um lugar para escoar e, muitas vezes, se deposita em um ponto mais baixo da cidade, provocando um alagamento.
3) A enchente traz prejuízos como a perda de plantações que ficam embaixo da água por vários dias, perda de bens (móveis, eletrodomésticos, roupas…) e até de vidas.

Estiagem
1) Ter muitas plantas em casa ajuda a reduzir o ar seco à sua volta em períodos de estiagem. É que as plantas transpiram e eliminam nesse processo a maior parte da água que absorveram, só que em forma de vapor.
2) Você já ouviu falar em salinização? Como explicamos pouco no Estadinho de papel, vamos contar melhor aqui o que é. Este é um processo que pode levar à formação de desertos em lugares em que antes havia plantação. Ele acontece geralmente em regiões onde não chove muito e os produtores precisam irrigar artificialmente. Acontece que essa irrigação que, às vezes, é mal feita, pode lavar o solo, varrendo com a água seus nutrientes. Além disso, tanto a terra como a água contêm vários tipos de sais. Esses sais vão se depositando e acabando com a fertilidade do solo. Há o risco de se tornarem improdutivos e, sem plantas, acabam se transformando em desertos, como você vê na foto abaixo.
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Sabe onde fica isso? No Rio Grande do Sul! Isso mesmo,
dentro do território brasileiro (foto: Atlas da Arenização)
Ilhas de calor
1) No verão, pioram as ilhas de calor. Você sabe o que é isso? São áreas da cidade em que se forma uma espécie de “estufa”, ou seja, que ficam mais quentes que outras regiões da mesma cidade. Geralmente, as ilhas de calor se formam no centro, por causa do excesso de asfalto e de prédios, e pela falta de vegetação. Com mais calor, há também mais chuvas!
2) No Rio de Janeiro, já se registrou uma temperatura até 7 graus maior nas ilhas do que nas bordas da cidade. Mas é São Paulo a campeã: teve uma diferença de até 15 graus entre os bairros com mais construções daqueles que são mais afastados do centro!
3) Você já reparou como as noites andam quentes, dificultando até nosso sono? E que as manhãs também já não são tão fresquinhas? Pois os culpados podem ser o asfalto e o concreto. É assim: ao longo do dia, os raios solares esquentam tudo, inclusive materiais usados para as ruas e construções. Quando o sol vai embora, ou esfria, esses materiais vão perdendo o calor que absorveram. Mas alguns demoram demais para perder esse calor, como é o caso do asfalto mais escuro. Por isso, chega a manhã e eles ainda estão soltando calor nas ruas.

Raios
1) Quer aprender outra forma de contar a que distância um raio caiu de você? Faça o seguinte: assim que avistar o raio, conte os segundos até ouvir o trovão. Então, ivida o número contado por 3 e você terá a distância em quilômetros. Por exemplo: 3 segundos / 3 = 1 km
2) Sabia que os raios também sobem? Isso mesmo! Uma descarga elétrica não precisa vir do céu para a terra, ele pode fazer o caminho contrário ou então ficar só entre as nuvens.
3) O princípio da formação do raio é muito parecida com o das fagulhas azuis que, às vezes, aparecem na tomada quando você retira um objeto dela. Só que numa escala muuuuito maior.

Vulcão
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(Infográfico/AE)
Sabe como são formados os vulcões? Essa resposta está na seção Quero Saber de hoje, na página 3 do Estadinho impresso. Vamos reproduzi-la aqui:
O geólogo Ideval Souza Costa, do Museu de Geociências da USP, explica assim: “O calor dentro da Terra é muito forte. Tanto que chega a derreter a rocha, formando uma substância conhecida como magma (ou lava). Junto com o magma, formam-se também gases e partículas quentes, que escapam através de uma abertura na crosta terrestre. Esta abertura tem formato montanhoso e se forma, geralmente, a partir do encontro de placas tectônicas (que compõem a crosta terrestre). Quando um vulcão entra em erupção, pode provocar terremotos e lançar na atmosfera grande quantidade de magma, o que é uma ameaça para quem mora próximo”.


Tsunami
1) O tsunami nada mais é que um maremoto. Ele acontece quando há um terremoto no mar, em que uma das placas tectônicas se levanta. Esse movimento provoca deslocamento de água e, logo, as ondas gigantes. Não entendeu nadinha? Então vamos explicar melhor:
- Tudo o que vemos do planeta Terra pertence à crosta terrestre: as cidades, os oceanos… Abaixo dela, há o que chamamos de manto. E mais para dentro, o núcleo.
- A crosta terrestre não é uma coisa lisa e uniforme. Ela é formada por vários pedaços, chamados de placas tectônicas.
- Essas placas nunca param quietas. É verdade que elas se movimentam muuuuuuito lentamente, mas estão sempre se mexendo.
- Quando uma placa está indo para uma direção e encontra outra placa indo na direção oposta, o que acontece? Elas começam a “disputar forças”, cada uma tentando empurrar a outra para trás. Pode não ser briga, mas isso às vezes representa perigo!
- É que nesse empurra-empurra, pode acontecer um terremoto.
- Se isso acontece no mar, e uma placa foi empurrada para cima e a outra para baixo, de forma meio violenta, pode se formar um tsunami. É que esse movimento pode ser brusco e, quando a terra empurra a água para cima, gera as tais ondas gigantes.
Veja só:
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(Infográficos/AE)

O que cada um pode fazer?
Além de plantar árvores e plantas, não jogar lixo e usar a água de forma consciente, há uma atividade bem interessante que o Otto Rotunno Filho, um dos especialistas consultados para essa matéria, sugeriu.
Proponha a seu pai uma aventura: percorrer um rio da nascente até onde ele morre. Observe o que acontece com o rio e relacione à sua volta: muitas casas? Empresas? Esgoto? É um bom exercício para entender que o rio não é restrito a seu leito. Tudo o que fazemos na sua bacia hidrográfica, ou seja, na área ao seu redor, o afeta.

fonte: http://blogs.estadao.com.br/estadinho/2012/01/28/o-que-esta-acontecendo/