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3 de set. de 2012

Olhos tremulos, secreção nasal, tosse e etc...........

Bom dia a todos!!
Este texto eu extrai do Yahoo e ainda não fiz a revisão ortográfica; peço desculpas!!

Mas achei muito interessantes as respostas no "O QUE FAZER?" Isto deveria ser melhor divulgado!! 


Por que o corpo faz coisas estranhas?

Entenda por que seus olhos ficam trêmulos, a pele fica arrepiada, a garganta inflama, as mãos ficam dormentes, você espirra ou tosse, os hematomas aparecem e o tornozelo torce. Saiba também o que fazer quando uma dessas coisas acontecer.

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O que está acontecendo? 
Na medicina, a expressão “tique” pode significar diversos movimentos involuntários que seu corpo faz. Nesse caso, estamos falando daqueles pequenos espasmos nos músculos dos olhos ou outras partes do seu corpo, como o joelho, que podem incomodar por um ou mais dias sem motivo aparente. "Os músculos disparam sob sua pele quando você se encontra num estado de animação ou stress," explica o Dr. Jeffrey Cain, presidente eleito da American Academy of Family Physicians e chefe de medicina de família no Hospital Infantil do Colorado, em Denver.

Por que seu corpo faz isso?
"Seu corpo está lhe dizendo que está estressado ou cansado", diz o Dr. Cain. "No caso do olho trêmulo, isso pode ocorrer devido à fadiga, por exemplo ao olhar para uma tela de computador durante o dia todo".

O que fazer? 
"Para a maioria das pessoas, esses espasmos não são um problema grave," diz Cain. De modo geral, o corpo está apenas indicando que preciso de uma pausa (os tiques podem ser causados pela ansiedade e ficam piores com a cafeína ou álcool). É recomendável tomar algumas medidas para aliviar a tensão quando o corpo der esse sinal: "Toque uma música relaxante, converse com um amigo, ou simplesmente foque em outra coisa". Ficar longe da tela do seu computador é uma boa ideia. Se esses truques não ajudarem, ou se os espasmos continuarem a atormentar você, converse com seu médico. Isso também pode ser um sintoma de doenças como o mal de Parkinson, autismo, paralisia de Bell, ou, no caso de olho trêmulo, um possível dano na córnea.O que está acontecendo? 
A coriza é uma reação do corpo a um invasor, como um alérgeno, um vírus ou bactéria. Seu sistema imunológico criar uma resposta inflamatória, que aumenta o fluxo do sangue na área, e isso faz com que mais glóbulos brancos combatam a infecção ou alérgeno, e também produz mais muco (que está sempre presente para manter as vias aéreas úmidas, mas é produzido em demasia quando se está resfriado). No caso de infecção, o muco ajuda a envolver e encurralar o invasor, enquanto os leucócitos nos pequenos vasos sanguíneos do seu nariz o atacam. Em alergias, as células de histamina nas suas vias nasais reagem e causam a inflamação. O muco sozinho já compõe a secreção, mas quando acompanhado da inflamação o nariz pode ficar congestionado. "Às vezes, a reação é exagerada", explica a Dra. Dale Amanda Tylor, professora assistente de otorrinolaringologia na Vanderbilt University, em Nashville, Tennessee, "por isso seu nariz fica totalmente entupido e isso pode complicar a respiração e o sono."

Por que seu corpo faz isso? 
No geral, um “nariz correndo” é o resultado dos esforços utilizados pelo corpo para encurralar invasores e se livrar deles com os glóbulos brancos. Mas existem outras causas. Comer comida apimentada, inalar certos aromas (alguns podem causar irritação, como fumaça), ou uma mudança abruta de clima (por exemplo, ficar sob o ar-condicionado após passar muito calor na rua) também pode causar a secreção nasal. Isso acontece quando o sistema nervoso parassimpático (a parte do sistema nervoso responsável por funções como a salivação e digestão) trabalha mais do que o normal. Algumas pessoas também sofrem de coriza ao chorarem. Nesse caso, os canais lacrimais entupidos pelo fluxo podem drenar o líquido para o nariz, então o que sai por ele, na verdade, são lágrimas, e não muco. Em casos raros, a coriza autêntica pode indicar uma doença grave.

O que fazer? 
Espirre um soro em spray no nariz para ajudar a abrir as vias aéreas e melhorar a drenagem. Se a secreção é bem clara ou branca, provavelmente não se trata de uma infecção, e sim alergia. Quando a cor é esverdeada, maiores são as chances de uma infecção bacteriana no sino, principalmente se você sente dores na face ou nos dentes. Nesse caso é melhor ir ao médico para conferir se precisa de antibióticos. Vá ao médico, também, se você tem produzindo secreção clara ou branca por duas semanas ou mais: em alguns casos raros, porém perigosos, a descarga nasal crônica acompanhada de dor de cabeça (ou após trauma na cabeça) pode indicar um vazamento do fluido cerebrospinal, diz Tylor.
O que está acontecendo? 
Quando você tosse, um sopro de ar entra em suas via aéreas e faz com que as cordas vocais (que ficam abertas, exceto quando você fala) se fechem, o que criar pressão sob elas. Então, elas se abrem rapidamente e um grande volume de ar escapa fazendo um som. A força da tosse expele as secreções que se acumulam na garganta, como o muco.

Por que seu corpo faz isso? 
A tosse é o guardião da sua garganta. "Os pulmões e suas áreas adjacentes devem ser estéreis, então o objetivo é manter tudo em perfeita ordem lá embaixo," explica a Dra. Tylor. Quando seu corpo suspeita que há uma infecção ou outro intruso, ele tosse para manter a área limpa e livre de possíveis secreções, agentes irritantes e infecciosos.

Os médicos falam em tosse úmida e tosse seca. A tosse úmida, ou produtiva, produz muco e acontece quando seu corpo tenta expelir secreções causadas pelas infecções virais e bacterianas, ou até mesmo o refluxo de ácido. A tosse seca, ou improdutiva, é quando não sai nada além de ar. Agentes irritantes do ambiente (como perfumes ou odores fortes) e asma são duas causas comuns de tosse seca.

O que fazer? 
A primeira coisa que você deve fazer é o que toda criança já sabe: Coloque um lenço ou mão na frente da boca para tossir, depois descarte o lenço e lave as mãos com sabão ou utilize álcool em gel. Isso impede que seus germes (e qualquer outra doença você pode estar hospedando) contamine outras pessoas.

Para tratar a tosse, a Dra. Tylor recomenda: 
Hidratar-se com muita água e suco (e evite a cafeína) para diminuir o muco, experimentar pastilhas de tosse para acalmar a coceira na garganta, espirrar soro nasal em spray ou gotas caso o excesso de muco esteja contribuindo para a tosse, e tomar um xarope expectorante.

A Dra. Tylor não recomenda que crianças abaixo de 6 anos tomem medicamentos que suprimem a tosse, pois não são totalmente eficazes e já foram associados à palpitação e convulsão em crianças pequenas. Em vez disso, ela recomenda que o foco seja a hidratação: experimente um umidificador de ambiente, use soro nasal, e aumente a elevação da cabeceira da cama da criança (um cobertor dobrado sob o colchão pode servir) para drenar o muco corretamente.

Algumas tosses necessitam de atenção médica. Consulte um médico se você estiver:
  • Tossindo sangue.
  • Com dificuldade para respirar.
  • Com febre alta ou dores no corpo.
  • Tossindo continuamente por duas semanas ou mais.
O que está acontecendo? 
Às vezes um prenúncio de doença, em outras apenas um fato da vida necessário, essa pequena explosão interna, assim como a tosse, começa com uma tomada de ar e o fechamento das cordas vocais. Só que dessa vez, ao liberar o ar, a língua e a úvula (aquela coisinha pendurada na entrada da sua garganta) bloqueiam a saída do ar, que é liberado pelas vias nasais. E junto com ele, todas as secreções e germes que estão no caminho.

Por que seu corpo faz isso? 
Assim como a tosse mantém a sujeira longe da garganta, o espirro faz a mesma coisa com os invasores do seu nariz: pólen, bactérias, vírus e poeira. "É a forma de o seu corpo manter as vias nasais limpar e os sinos estéreis," diz a Dra. Tylor. Mas há outras razões para o seu corpo querer espirrar. Por exemplo, embora os médicos ainda não saibam exatamente o porquê, às vezes você espirra ao olhar para uma luz muito forte, como, por exemplo, a luz do sol (uma reação conhecida como espirro de reflexo fótico).

O que fazer? 
Não saia espirrando em cima das pessoas: você estará espalhando germes. Em vez disso, espirre na mão ou em um lenço, depois lave as mãos com sabão ou utilize um álcool em gel em seguida. A Dra. Tylor diz que geralmente não há mal em prender o espirro, mas já que esse é o jeito do seu corpo expelir algo prejudicial, é melhor deixar a natureza seguir seu curso. Assoar o nariz com frequência quando se está esfriado vai diminuir a necessidade do seu corpo liberar os agentes irritantes. Se os seus espirros estão associados à febre, calafrios, dores musculares, ou tosse, você pode estar resfriado ou até gripado, e seria melhor consultar um médico. Espirros que aparecem de tempos em tempos ou quando há mudança de clima são provavelmente derivados de alergias, e vêm acompanhados de coceira nos olhos ou coriza incolor. Nesse caso seu médico pode receitar um medicamento para mantê-los sob controle.
O que está acontecendo? 
Aquela dor cortante, que mais parece como se você tivesse comido pedaços de vidro, é um sinal de que a camada de tecido da sua garganta está inchada. Existe uma variedade de receptores de dor concentrada no pequeno espaço da sua garganta, e cada um deles é estimulado toda vez que você engole.

Por que seu corpo faz isso? 
Sua garganta pode ficar inchada por uma série de motivos. Pode ser uma infecção viral ou uma grave infecção bacteriana como a faringite estreptocócica, que pode causar dor intensa. A secreção pós-nasal, que acontece quando suas vias aéreas drenam o muco para o fundo da sua garganta, pode ser um agente irritante. O refluxo de ácido, no qual o ácido do estômago sobe até o esôfago, pode causar a sensação de queimação.

O que fazer? 
"Se a dor é tão ruim que ficar difícil respirar ou engolir a própria saliva, você precisa ser avaliado imediatamente", recomenda a Dra. Tylor. Você também pode consultar um médico se a garganta está muito inflamada e associada à febre alta ou dores no corpo, ou se esse é o único sintoma mas já persiste por duas semanas ou mais. Nesse último caso, é possível (mas não provável) que a dor seja um sinal de algo mais grave, como câncer de faringe.
O que está acontecendo? 
Quando um ou mais nervo está irritado por qualquer motivo, e o sinal que ele geralmente envia ao cérebro é embaralhado, você tem uma sensação de dormência. É como quando você diz que seu pé "dormiu" após ficar sentado sobre ele por muito tempo. "O termo médico para isso é parestesia”, diz o Dr. Jeffrey Cain, "e significa que você está sentindo algo que não é uma resposta neurológica tradicional e, logo, não faz sentido para o cérebro".

Por que seu corpo faz isso? 
O Dr. Cain compara a comunicação nervosa a um sinal elétrico enviado de uma parte do seu corpo ao cérebro. Digamos que você deitou sobre seu cotovelo: aqueles nervos estão sendo comprimidos e não conseguem enviar um sinal pelo caminho normal. "Os nervos não conseguem disparar da maneira adequada", explica a Dra. Sandra Fryhofer, médica em Atlanta e ex-presidente do American College of Physicians. "Eles não conseguem enviar o sinal inteiro, ou enviam um sinal errado, e o corpo entende que algo não está certo".

O que fazer? 
Existem muitos motivos benignos para o formigamento, como cruzar as pernas por muito tempo, ou bater o cotovelo em algum móvel da sua casa (a sensação é causada, na verdade, pelo nervo ulnar), e geralmente ele some dentro de alguns minutos. Outros, como o acúmulo de fluido durante a gravidez que pode causar a síndrome do túnel carpal (na qual o nervo radial que passa pelo pulso e vai até a mão fica comprimido), podem ser mais incômodos e dolorosos, mas somem sozinhos depois que o bebê nasce e seu corpo volta ao normal. Existem, entretanto, algumas doenças, como a diabetes, deficiência de vitamina B12, ou quando um osso pressiona um nervo, que podem causar danos em longo prazo se não forem avaliadas, segundo a Dra. Fryhofer. Se o seu formigamento é mais do que ocasional e não tem nenhuma causa benigna, ou se acompanha fraqueza dos músculos, converse com seu médico para saber se ele deve investigar um problema mais grave.
O que está acontecendo? 
Os pequenos músculos na base do pelo chamam a atenção dele, que eleva a pele em volta do folículo em pequenos calombos. "O termo médico para isso é reflexo pilomotor, ou seja, a ereção dos folículos capilares", diz o Dr. Cain.

Por que seu corpo faz isso? 
No clima frio, o pelo arrepiado criar uma barreira de isolamento para manter o calor por baixo. Embora essa resposta natural ainda funcione para animais cobertos de pelos, não é muito útil para nós, que já perdemos cabelo por conta da evolução. Essa função também pode ser estimulada pela reação que temos ao nos sentirmos ameaçados: o propósito é fazer parecermos maiores e mais assustadores (pense no porco-espinho com seus espinhos acionadas ou um gato com o pelo eriçado). Porém, nossa calvície moderna também não causa um efeito muito impressionante. Prazer, excitação sexual, ou até escutar sua música favorita também pode causar essa resposta primitiva, embora os especialistas ainda não saibam exatamente o porquê.

O que fazer? 
Nada. Arrepios são um atraso evolutivo inofensivo. E se eles podem ser bons, como quando você ouve uma melodia sublime ou sua namorada faz cócegas em você, aproveite-os.
O que está acontecendo? 
Os vasos sanguíneos sob a pele foram quebrados e estão vazando sangue sobre os tecidos adjacentes. Os hematomas geralmente começam roxos. Como sabemos, o sangue que não recebe oxigênio dos pulmões possui uma cor escura, e é por isso que os hematomas têm aquela tonalidade de berinjela. A cor vai mudando até parecer amarelada ou marrom quando o corpo começa a decompor o sangue espalhado em uma série de resíduos e eliminá-los.

Por que seu corpo faz isso? 
Um hematoma é apenas um indício de algum tipo de trauma ao corpo – seja grave ou não. "Ele não têm um propósito", explica o Dr. Cain. "É apenas um sinal de que o seu corpo está tentando se curar".

O que fazer? 
“O melhor tratamento para um hematoma é o descanso”, diz o Dr. Cain. Elevar a área ferida e fazer pressão – como levantar o braço e enrolá-lo em tecido após doar sangue – pode diminuir o tamanho do hematoma se feito logo após a lesão. Se está doendo, o Dr. Cain recomenda analgésicos como naproxeno ou ibuprofeno. Consulte um médico se os seus hematomas aparecem com facilidade (com as menores lesões), não somem, ou se você tem um hematoma muito grande (por exemplo, cobrindo grande parte do braço ou da perna), o que pode ser um sinal de que você perdeu muito sangue.
O que está acontecendo? 
"Isso acontece quando você gira ou dobra o tornozelo", explica o Dr. Cain. "Seu corpo é responsável por manter o alinhamento das juntas, mas quando ela sofre tensão em demasia, os ligamentos podem ser distendidos, rompidos parcialmente ou completamente". Os ligamentos são filamentos duros de tecido que mantêm as juntas estáveis. Quando eles se soltam ou rasgam, a dor é inevitável. Para dar início ao processo de cura, seu corpo incha a região. Às vezes podem surgir hematomas, caso os ligamentos tenham sangrado.

Por que seu corpo faz isso? 
Os ligamentos podem ser causados por algo que você fez ou não fez (como aquele aquecimento antes da corrida) ou puro azar (um buraco no meio da calçada). Quando eles são rompidos, seu corpo cria inflamação e dor para que eles tenham tempo de se recuperar. "A dor e o inchação são a forma natural do seu corpo dizer 'Tenha cuidado e seja gentil comigo até isso sarar'", diz o Dr. Cain.

O que fazer? 
Segundo o Dr. Cain, se você consegue ficar nas pontas dos pés sem se desequilibrar, não há necessidade de ver um médico. Por outro lado, se você tem hematomas e não consegue andar nem pular porque o tornozelo está instável, é bom procurar ajuda médica. “Para se ter certeza, é uma boa ideia fazer uma radiografia do tornozelo”, alerta a Dra. Fryhofer. "Já tive pacientes que andavam por aí com o tornozelo quebrado pensando que estava apenas torcido". Além disso, o médico pode recomendar que você utilize uma tornozeleira Aircast, que possui fácil colocação e remoção, e diminui o tempo de recuperação.

Dependendo da gravidade da entorse, pode levar dias ou até meses para o tornozelo voltar ao normal, mas com o tempo ele irá cicatrizar. O tratamento caseiro deve envolver descanso, gelo, compressão e elevação. Aplique gelo por 20 minutos a cada três ou quatro horas durante as primeiras 48 a 72 horas após a lesão. Enrole o tornozelo com uma meia de compressão ou curativo elástico (ambos são vendidos em qualquer farmácia) e eleve-o com uma base de almofadas. É importante lembrar que, sempre que possível, você deve ficar deitado.

26 de ago. de 2012

Os problemas de comunicação entre pacientes e seus profissionais de saúde

Bom dia a todos!!

Resolvi escrever este pequeno texto hoje por que uma questão está me preocupando: os problemas de comunicação  entre pacientes e seus profissionais de saúde.

Muitos pacientes e muitos dos seus profissionais de saúde ainda não sabem se comunicar direito.

Claro que toda regra tem sua exceção e claro que os motivos para isto acontecer são muitos também; não vou me prolongar, senão o texto vai ficar chato.

Na minha área fico muito feliz quando um paciente questiona o objetivo do óculos prescrito: é para enxergar, aliviar sintomas ou compensar estrabismo?

Um exemplo de comentário inadequado: "este óculos está fraco ou forte" ou então: "estou dependente do óculos".
Óculos não cria dependência, ele tem um objetivo que é enxergar ou aliviar sintomas ou compensar estrabismo ou as 3 coisas juntas.

Quanto ao tampão, eu costumo explicar o porque de ser tantas horas ou o dia todo; orientação do tempo de uso de óculos (se só para esforços visuais ou o dia todo, contínuo).

Fico mais feliz ainda quando estou fazendo um tratamento e o paciente ou os pais do paciente perguntam quais são os padrões normais de visão ou com relação ao desvio e mais ainda: até que idade é possível cada tipo de tratamento e não em quanto tempo vai sarar.

O "quanto tempo vai sarar" é muito relativo; depende da disciplina e aceitação do tratamento proposto; cada caso é um caso; são situações personalizadas.

Também é desconcertante ouvir do paciente ou do acompanhante, depois de receber o diagnóstico e a proposição do tratamento, a seguinte pergunta: " E se o tratamento não funcionar?" 

Não consigo entender uma pergunta destas num tratamento de reabilitação neurosensorial visual. Se fossem outros problemas de saúde, principalmente os que envolvem diretamente o risco de vida , eu entenderia.

Bem, tirem bom proveito destas informações e divulguem!

Leiam também:
http://cristinagiannellaortoptista.blogspot.com.br/2012/11/voce-sabe-se-comportar-nos-consultorios.html



12 de ago. de 2012

Ortóptica é diferente de Self Healing

Leiam as duas reportagens e reflitam:

Especialistas alertam para falta de respaldo médico de terapia para estimular a visão

Do UOL
Em São Paulo


Após a publicação da reportagem "Técnica de autocura e estimulação dos olhos promete fazer você enxergar melhor", do UOL Bem-Estar, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma das entidades que representa a especialidade no país, divulgou um comunicado em que alerta para a falta de respaldo médico da terapia conhecida como Self-Healing, ou autocura.
Segundo os oftalmologistas Marco Antônio de Faria e Elisabeto Gonçalves, respectivamente presidente e ex-presidente do CBO, os exercícios propostos pela terapeuta ocupacional Tatiana Reis “não têm nenhum apoio na fisiopatologia ocular e estão, por isso mesmo, desacreditados há muitos anos”.
“As sugestões da autora podem induzir a pessoa a acreditar em fantasias e deixar de lado a orientação correta de quem pode realmente cuidar dos problemas oculares: o oftalmologista”, diz o comunicado.
Veja, a seguir, a íntegra da carta enviada pelos médicos:
Lamentável a publicação da matéria "Técnica de autocura e estimulação dos olhos promete fazer você enxergar melhor", da terapeuta ocupacional Tatiana Reis. Lamentável por duas razões. Uma, porque os tratamentos propostos pela autora não têm nenhum apoio na fisiopatologia ocular e estão, por isso mesmo, desacreditados há muitos anos. Outra porque as sugestões da autora podem induzir a pessoa a acreditar em fantasias e deixar de lado a orientação correta de quem pode realmente cuidar dos problemas oculares: o oftalmologista. A matéria está eivada de erros causados ou por interpretação defeituosa das informações disponíveis ou por desconhecimento, total ou parcial, da excessiva complexidade estrutural do olho e dos mecanismos, igualmente sofisticados, que regem a visão.
A técnica de Self-healing promete, segundo a autora, "reeducar os olhos e aperfeiçoar a visão", garantindo que isso não pertence ao campo do "milagre" , mas só de "disciplina e exercícios para os olhos". Essa técnica "revolucionária" de exercícios para os olhos foi preconizada por William Bates, médico americano, em 1919. Passados 93 anos, a técnica não provou nenhum resultado e é realmente notável que depois de tanto tempo e com tantos progressos médico-oftalmológicos adquiridos a partir daí, ainda se tente exumar e aplicar recursos desatualizados e originalmente inócuos.
A autora é leviana ao afirmar que a melhora em casos de glaucoma pode vir após um ano e meio de "tratamento". É leviana porque, com os resultados das modernas pesquisas e com os atuais tratamento daí decorrentes, o glaucoma permanece um doença incurável, compondo, com a retinopatia diabética e as degenerações de retina, as três grandes causas de cegueira irreversível no mundo. O glaucoma é incurável, mas tratável, controlável. Hoje a Oftalmologia, além de ter condições do diagnóstico precoce, dispõe de excelentes recursos terapêuticos (medicamentoso, cirúrgico, laser) para estancar a progressão da doença e prevenir a catástrofe que seria a cegueira causada por ele.
Mas em Medicina o tempo é fator importante. Se protelamos um tratamento médico sabidamente eficaz e o substituímos por técnicas fantasiosas dos tipos propostos pela autora, estaremos postergando uma medida correta e colocando definitivamente em risco a visão do paciente. A técnica, em resumo, não se presta nem como tratamento coadjuvante, auxiliar. Integra mais um capítulo da soi disant "medicina alternativa", como se o nosso organismo tivesse um olho, um coração, um pulmão, enfim seja lá o que for, "alternativo".
A autora interpreta erroneamente a questão de "olho fraco" e "olho forte", talvez querendo referir-se a olho "dominante". Não temos "olho fraco" nem "olho forte", ambos em condições normais, salvo a ocorrência de doenças, nascem com os mesmos recursos estruturais e funcionais, vale dizer, o mesmo potencial de visão. A autora tangencia o problema, por exemplo, da ambliopia (olho preguiçoso), causada, por exemplo, pela catarata e opacidade corneana congênitas, diferença muito alta de "grau" entre um olho e outro e desvios oculares, e chega até a sugerir o tratamento (oclusão) que nós oftalmologistas fazemos há dezenas e dezenas de anos com excelentes resultados, desde que a oclusão do olho de melhor visão, visando à estimulação do olho "preguiçoso", seja feita em idade precoce. Porém, a partir do 4º ano de vida, em média, a oclusão não surte mais efeito, por mais que a "esperteza" do cérebro seja exaltada pela autora. Concordamos com ela: o nosso cérebro é muito, mas muito mais esperto do que ela imagina e trabalhos recentíssimo como a "assinatura neural" comprovam isso.
Estudos recentes da neurociência revelam que a plasticidade cerebral ( nós, ao final, "enxergamos" mesmo é com o córtex visual) não só pode ocorrer durante a vida adulta, como também envolve todas as estruturas do SNC encarregadas do processamento de informação sensorial. Isso não deixa de ser uma esperança real para tratamento do olho amblíope ("preguiçoso"), mas, certamente, técnicas para isso, ainda não desenvolvidas, passam muito longe da "esperteza" cerebral e dos conceitos de "olho fraco" e "olho forte" a que se referem a autora. Por enquanto, essa "esperteza" tem limites e o nosso cérebro, hoje, não é a exceção.
Num darwinismo capenga, a autora, ao falar dos usuários de óculos, informa que eles "prestam atenção apenas na visão central, acabando por gerar perda do campo visual, estresse, desequilíbrios nos olhos e até doenças". Nunca vimos isso ocorrer e nem há porquê acontecer. O olho é um órgão holóptico, isto é, ele sempre está usando a sua visão central ( cones) e periférica (bastonetes). No dia-a-dia de nossas atividades, ambas são estimuladas, ora uma mais que a outra, em função de se o ambiente é fotópico (claro) ou escotópico (escuro).
A vista cansada (presbiopia) é uma questão afeita à idade e não é o "olhar para longe no horizonte" que vai evitar não só ela, como o "embaçamento da visão, perda de foco ou impedir o surgimento de algo mais grave, como a catarata". Nada mais ingênuo. A presbiopia e catarata são ocorrências ligadas, normalmente, ao envelhecimento do olho. O excesso de leitura ou trabalho não tem papel nenhum na antecipação de uma e de outra. A partir dos 40 anos a presbiopia virá, para o letrado ou o analfabeto. A forma mais comum de catarata - a senil - acontece, em geral, após os 60 anos, mas nada impede que ela surja mais cedo ou mais tarde e aqui temos de levar em conta o fator familiar.
Outra informação curiosa é sobre os "óculos de sol que nós já trazemos dentro do olho", isto é, o cristalino. É importante que a autora saiba que a proteção que o cristalino dá à retina contra a ação nociva dos raios ultravioletas e do próprio espectro visível, é limitada. Os "óculos de sol" têm sua utilidade. Sabemos que o excesso de luz é um dos fatores de risco para o surgimento de uma doença grave, de potencial cegante, chamada degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Quando protegemos os olhos contra o excesso de luz estamos adotando uma providência útil para, pelo menos, mitigar a atuação do que se supõe ser um dos elementos causais da DMRI. É esse o objetivo dos implantes intraoculares (que substituem os cristalinos cataratados e extraídos com a cirurgia) com filtros de proteção UV: resguardar a retina (mácula) da ação nociva dessa luz.
A boa prática terapêutica deve basear-se em conhecimentos sólidos, auferidos dos resultados que as pesquisas nos trazem. Lendas, mitos, técnicas não testadas, opiniões isoladas não têm nenhum valor, nenhuma utilidade e não devem servir de guia ao tratamento de nossas mazelas, oculares ou não.
Ao final, um aviso aos navegantes (e náufragos esperançosos ou crédulos): fora da ortodoxia da Medicina não há salvação!
fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/08/06/especialistas-alertam-para-falta-de-respaldo-medico-de-terapia-para-estimular-a-visao.htm

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Técnica de autocura e estimulação dos olhos promete fazer você enxergar melhor

Ana Sachs
Do UOL, em São Paulo


A terapeuta ocupacional Tatiana Reis ainda estava na faculdade quando conheceu em uma palestra o Self-healing, método que promete reeducar os olhos e aperfeiçoar a visão. Na época, ela tinha seis graus de hipermetropia, quatro de astigmatismo e muita dor de cabeça. Foi atraída mais pelo desejo pessoal de melhorar sua visão do que pela questão profissional. Hoje, ela diz não mais precisar de óculos para enxergar e a técnica virou o foco de seu trabalho.

Milagre? Não, disciplina e exercícios para os olhos. Sim, é possível exercitar os olhos e melhorar sua visão (nada de "uma vez com óculos o grau só vai piorar"). O método foi criado nos anos 70, nos EUA, por um ucraniano inconformado com o diagnóstico que lhe foi dado pelos médicos aos sete anos de idade: com problemas como catarata e astigmatismo graves e apenas 1% da visão, ele foi declarado cego.

Especialista em distrofia muscular, Meir Schneider criou sua teoria com base em experiências feitas com ele mesmo e que tiveram como inspiração o médico americano William Bates, autor do livro Visão Perfeita Sem Óculos, publicado em 1919. Hoje, Meir diz ter recuperado 70% de sua visão.
Dez passos para usar o Self-healing e melhorar a sua visão
Veja Álbum de fotos
Para o estilo de vida moderno, a técnica cai como uma luva. Principalmente nas grandes cidades, onde a imensidão de prédios e obstáculos impossibilitam ver o horizonte, e o dia a dia de trabalho e até mesmo de lazer, sempre associados a equipamentos eletrônicos como televisores e computadores, deterioraram - e muito - a visão da maioria da população.
A série de exercícios de autocura é simples, mas demanda muita disciplina e paciência, bem lembradas pelo pastor Cesar Guandalini, 45, adepto da técnica há 6 meses. "Recomendo perseverança, pois estes resultados serão melhor obtidos, na minha opinião, após repetição dos exercícios", diz. Para ele, cuja qualidade de vida ficou prejudicada quando começou a sentir a vista embaçada e dificuldade para ler, os resultados apareceram em quatro semanas.
A terapeuta recomenda praticá-los todos os dias ou no mínimo quatro vezes por semana e, sempre que possível, em ambientes ao ar livre. Mas nada impede que sejam feitos na mesa de trabalho ou até mesmo no sofá de casa. Eles devem ser feitos sem óculos de grau ou lentes de contato.
O tempo para se obter algum resultado varia de pessoa para pessoa, mas, de modo geral, leva-se até três meses para se obter alguma melhora no caso de uma vista cansada e até um ano e meio em casos mais graves, como glaucoma. Vale salientar que os exercícios não "curam" casos graves, como catarata, mas ajudam a evitá-los e, uma vez instalados, colaboram para trazer mais qualidade de vida ao paciente. É sempre importante, em todos os casos, procurar um oftalmologista antes e usar os exercícios como apoio às técnicas tradicionais.
Não há contra-indicações, e até crianças pequenas podem praticar os exercícios como uma "brincadeira". Aliás, é recomendável que se comece desde cedo a educar os olhos, para prevenir futuros problemas. Em idosos, a técnica pode trazer melhor qualidade de vida.
O olho mais fraco
A técnica começa com uma estimulação de músculos de regiões que são fundamentais para o olho, como o pescoço, os ombros, as têmporas e a testa (veja passo a passo no álbum acima). O objetivo é relaxar os olhos e estimular e circulação sanguínea e a oxigenação, que são fundamentais para os olhos. "Quando há má circulação, a visão perde o foco e surge a dor de cabeça. A longo prazo, pode dar origem a um glaucoma", afirma a terapeuta. Vale tirar uns minutinhos no dia para esse momento de relaxamento, em especial quando surgir aquela enxaqueca.

Visão em declínio

  • Thinkstock Devido ao estilo de vida moderno, os problemas de visão começam cada vez mais cedo e são mais graves, afetando a qualidade de vida
  • Thinkstock Os óculos viraram uma dependência, uma comodidade. E sem a estimulação dos olhos, os problemas de visão só tendem a se agravar
Um outro passo é identificar qual é o seu olho mais forte e qual é o mais fraco. Segundo Tatiana, todos nós temos um olho mais potente que o outro e, com o passar dos anos, esse desequilíbrio só tende a aumentar. O mais fraco é aquele cujo grau da lente é maior. "O cérebro é esperto e acaba acessando sempre o olho mais forte, pois sabe que ele vê melhor. Isso aumenta o desequilíbrio entre eles", fala.
Para fortalecer o olho mais debilitado, coloque um plástico ou papel preto sobre um óculos, no lado do olho mais forte. Ao bloquear o acesso do cérebro ao olho que ele mais usa, ele entra em "pane" e a pessoa pode até se sentir enjoada.
Neste exercício você pode jogar uma bola de uma mão para a outra ou para cima, correr ou pular no lugar ou sobre uma cama elástica, pedir para alguém te jogar a bola e você devolver ou pode ainda andar no lugar, dois passos para a frente, dois para trás. Tudo isso ajuda o olho fraco a perceber o movimento e estimular o cérebro a usá-lo. Aconselha-se não fazer mais do que cinco minutos, de duas a três vezes ao dia.
Problemas modernos
A visão central é, sem dúvida, a mais usada e estimulada nos dias de hoje. Acontece que os olhos não foram feitos para enxergar de uma só forma, e o excesso do uso de apenas uma determinada forma estressa a visão.
"Ao longo de milhares de anos usamos a visão periférica, quando o homem caçava a andava pela floresta. Hoje, principalmente quem usa óculos presta atenção apenas na visão central. Isso acaba gerando perda do campo visual, estresse e desequilíbrio nos olhos e até doenças", conta.
Para ela, os óculos são necessários, mas hoje se transformaram em verdadeiras "muletas", pois poucas pessoas sabem que podem reverter seu problema de visão sem cirurgia e até mesmo que os olhos necessitam de estimulação para funcionarem melhor.
Guandalini lembra que no começo duvidou que a técnica, indicada por um médico, funcionasse. "Achei algo muito diferente, pois sempre soube que deveria usar óculos para esses problemas", conta.
Para quem fica muito tempo em frente ao computador e até mesmo da TV, o mais indicado é a estimulação da visão periférica, que é feita com um pedaço de papel preto colado entre as sobrancelhas, de forma a estimular a visão lateral do olho.
Sempre olhando para a frente, o papel acaba "apagando" a visão central e, consequentemente, descansando o olho estressado. Movimentos com os braços de cima para baixo e com as mãos "chamam" a atenção para os lados, aumentando o campo visual e estimulando as tão pouco usadas células periféricas do olho.
Reis indica uma pausa a cada 40 minutos no trabalho para fazer um dos exercícios de Self-healing e se levantar para ajudar o sangue a circular melhor - como já dissemos, algo fundamental para os olhos.
Já para a vista cansada, um exercício que ajuda a relaxar o olho e a trazer mais nitidez e foco é o balanço longo. Com o braço estendido à frente, faça movimentos circulares, como se fosse um pêndulo. Mantenha o dedo indicador esticado e, durante todo o movimento, olhe apenas para a sua ponta.
Olhar para longe no horizonte por alguns minutos todos os dias, ajuda a evitar vista cansada, opacidade e embaçamento da visão, perda de foco e pode, com o passar dos anos, até impedir o surgimento de algo mais grave, como a catarata. É importante piscar suavemente e não deixar os olhos fixos em um único ponto, mas movimentá-los pela imagem.
"Quando olhamos perto, o cristalino, que é a 'lente' ocular, como se fosse um óculos dentro do olho, se enruga e se achata, e quando olhamos longe, ele se alonga. Se olhamos só para perto, com o tempo, ele fica mais rígido, porque não é estimulado a se alongar", explica Tatiana. Até no trânsito mesmo é possível praticar esse exercício. Quando estiver parado, ao invés de olhar a placa da frente, olhe o céu ou alguns prédios distantes.
Exercício para pupila
Um exercício bem simples é, de pé ou sentado, ficar de frente para o sol e movimentar a cabeça lenta e suavemente para os dois lados, como em um movimento de "não". Isso funciona como uma "musculação" para os olhos e os ajuda a se adaptar cada vez melhor - e sem lágrimas - aos diferentes graus de luz.
A pupila nada mais é que um músculo e sem estimulação, ele fica cada vez mais atrofiado. "De frente para o sol, a luz bate bem forte nas pálpebras, e a pupila se fecha. Ao virar a cabeça para os lados, ela se abre, fazendo um exercício de fortalecimento", fala a especialista.
Outro grande problema da vida moderna que afeta os olhos é o excesso de luminosidade até mesmo à noite, no quarto onde dormimos, e o fato de nos deitarmos cada vez mais tarde, utilizando a visão por muito mais tempo. "Se tem alguma luz, mesmo fraca, o nervo ótico é ativado e o olho não descansa como deveria, mesmo quando dormimos", explica Reis.
Para esses casos, um exercício simples é esfregar as palmas das mãos para aquecê-las e colocá-las sobre os olhos por alguns minutos, sem pressionar. Cobertos com as mãos e aquecidos, os olhos ficam em um ambiente escuro total e podem descansar e se energizar.
A terapeuta indica, ainda, quando for viajar para algum lugar mais isolado ou com mata, andar no breu por alguns minutos, para estimular os olhos a se acostumarem com o escuro.

Para saber mais:



fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/07/31/tecnica-de-autocura-e-estimulacao-promete-fazer-voce-enxergar-melhor.htm


1 de jul. de 2012

Fotografia ajuda a descobrir câncer no olho que afeta crianças


Uma simples foto é a maior aliada no diagnóstico do retinoblastoma, um câncer no olho que que afeta sobretudo crianças de até cinco anos.
Por conta do tumor, que fica alojado no globo ocular, o reflexo das pupilas muda ao ser registrado nas fotos.
Ao invés do "olho vermelho" comum em fotos com flash, quem tem o tumor acaba com uma coloração branca na vista. O nome técnico desse fenômeno é leucocoria.
Simon Plestenjak/Folhapress
Gabriel Aguiar, 3 anos, foi diagnosticado precocemente com retinoblastoma no olho direito, aos 11 meses e hoje leva uma vida normal
Gabriel Aguiar, 3 anos, foi diagnosticado precocemente com retinoblastoma no olho direito, aos 11 meses e hoje leva uma vida normal
"O exame de fundo de olho é muito importante e dá um diagnóstico mais confiável, mas o reflexo branco é o sinal mais evidente. Os pais que precisam se informar e ficar atentos", diz Carla Macerdo, oncologista do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).
Foi assim que Cleiciane Aguiar, mãe do pequeno Gabriel, hoje com três anos, descobriu a doença do filho.
Quando ele tinha 11 meses, Cleiciane reparou no reflexo esbranquiçado no olhar do menino. Em uma consulta, o oftalmologista logo diagnosticou o problema.
"No início eu não sabia nada sobre a doença, e foi muito difícil receber a notícia. Felizmente, o Gabriel respondeu bem ao tratamento e hoje leva uma vida normal."
O diagnóstico e tratamento precoce aumentam muito as chances de que a criança se recupere praticamente sem sequelas. A maioria dos casos, porém, só é descoberta em estágios mais avançados.
Só no Graacc, mais da metade das crianças acabam precisando extrair todo o globo ocular para conter o avanço do tumor, que pode se espalhar até levar à morte.
"As próteses estão bem realísticas, mas não há muito o que fazer. A criança perde a visão", diz a médica.
No Brasil, são cerca de 400 novos casos por ano. Para os médicos, o ideal é o exame de fundo de olho seja feito ainda na maternidade.


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1113650-fotografia-ajuda-a-descobrir-cancerno-olho-que-afeta-criancas.shtml

14 de fev. de 2012

UNIFESP recruta voluntários para pesquisa e tratamento em diversas áreas


01 - TRATAMENTO DO TABAGISMO

O Núcleo de Prevenção e Cessação do Tabagismo – PrevFumo, ligado à disciplina de Pneumologia da Unifesp, oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar.

Os atendimentos são realizados em grupo ou individualmente por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, fisioterapeutas e psicólogos. O Núcleo atende, em média, a quatro mil pacientes por ano.

As sessões, de 75 minutos, acontecem uma vez por semana, durante um mês. Posteriormente, a cada duas semanas, por dois meses; e uma vez por mês, até completar um ano.

O PrevFumo está localizado à Rua dos Açores, 310, no Jardim Luzitânia, em São Paulo/SP (próximo ao Parque do Ibirapuera). Para agendar uma avaliação inicial, é preciso ligar nos telefones: (11) 5904-8046 / 5572-4301, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.


02 – TRATAMENTO DE ENXAQUECA CRÔNICA

O Setor de Cefaléias da Escola Paulista de Medicina da Unifesp está recrutando pacientes para tratamento de enxaqueca crônica mediante exercícios físicos.

São oferecidas 30 vagas para voluntários de ambos os sexos, com idade entre 18 e 50 anos, portadores de dor de cabeça diária há pelo menos três meses e sedentários.

Não podem participar do tratamento indivíduos que tomam remédio continuamente e portadores de outros problemas de saúde, tais como diabetes e hipertensão.

Os interessados podem entrar em contato com o Setor de Cefaléias da Unifesp, no telefone 5576-4778 – falar com Joni.


03 - ARTRITE PSORIÁSICA

O Departamento de Reumatologia recruta voluntários com diagnóstico de artrite psoriásica, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65 anos, que tenham disponibilidade para participar de um programa de exercícios físicos duas vezes por semana, por um período de 12 semanas.

Os pacientes deverão estar com medicações modificadoras da doença (DMARDs), com doses estáveis há pelo menos três meses, e com doses de anti-inflamatórios não-esteroidais e corticosteroides estáveis há pelo menos 4 semanas.

Serão excluídos indivíduos com doença cardiovascular não controlada, diabetes mellitus descompensado, doenças psiquiátricas graves, fibromialgia ou outra condição médica mais incapacitante, história de exercício físico regular (pelo menos 30 minutos, duas vezes por semana) nos últimos três meses, artroplastias de quadril e/ou joelho nos últimos 12 meses e qualquer outra condição médica que impossibilite o paciente de realizar exercícios resistidos.

Os interessados deverão entrar em contato com Prof. Diego Roger pelo telefone (11) 6046-0045.


04 - VOCÊ TEM TDAH? QUER FAZER UMA AVALIAÇÃO COGNITIVA?

Procuramos pacientes com diagnóstico médico de Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) para participarem de uma Pesquisa na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Os pacientes deverão estar tomando a medicação metilfenidato (Ritalina, Ritalina LA, Concerta) há pelo menos um mês para seu transtorno como prescrito por seus médicos.

Os voluntários podem ser de ambos os sexos, ter idade entre 18 a 40 anos, ter o português como primeira língua e mais de oito anos de escolaridade. Serão excluídos pacientes com transtornos neurológicos e psiquiátricos como psicose (esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, psicose por drogas), transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome de Tourette.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP/Hospital São Paulo (CEP 0548/11), e conta com o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP): Processo 2011/08547-3.

Os interessados devem entrar em contato com Viviane Freire Bueno no telefone (11) 8243-1467 ou no e-mail: vivianefbueno@gmail.com


05- INTERFERÊNCIA DE PELÍCULAS FILTRANTES AUTOMOTIVAS NA VISÃO DO MOTORISTA

O Departamento de Oftalmologia e o Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI) está recrutando voluntários, com idade entre 45 e 65 anos, de ambos os sexos, para uma pesquisa sobre a interferência de películas filtrantes automotivas na visão do motorista.

É necessário que o voluntário não tenha histórico de doença ocular grave, diabetes, hipertensão e que não esteja usando medicamentos que alterem a função visual, como amiodarona e cloroquina.

Serão feitas medidas da visão na tabela de letras dentro e fora de carros com películas com diferentes índices de transparência, além da avaliação do grau dos óculos se o voluntário fizer uso dos mesmos, além de outros exames.

As despesas relativas a transporte e alimentação serão ressarcidas até o limite de R$ 70,00.

Inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 5583-1994, com Ariane, em horário comercial - e-mail: kapt@kapt.com.br.


06 – ENXAQUECA E FUNÇÕES AUDITIVAS

O Setor de Cefaléias da Escola Paulista de Medicina da Unifesp está recrutando pacientes para tratamento de Enxaqueca e funções auditivas.

Podem participar do tratamento voluntários de ambos os sexos, com idade entre 18 e 40 anos e que tenham entre 3 e 12 crises de enxaqueca por mês há pelo menos 3 meses.

Não podem participar do tratamento indivíduos que tomam remédio continuamente e portadores de outros problemas de saúde, tais como diabetes e hipertensão.

São oferecidas 20 vagas. Os interessados podem entrar em contato com o Setor de Cefaléias da Unifesp, no telefone 5576-4778 – falar com Joni.


07 - RESTRIÇÃO CRÔNICA DO SONO

O Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE/Unifesp) está recrutando voluntários para identificar as consequências da restrição crônica de sono. O débito crônico de sono pode causar transtornos como dificuldade de memória e concentração, irritação, cansaço e diminuição do rendimento no trabalho.

Estão disponíveis 30 vagas para homens com idade entre 20 e 35 anos, com escolaridade mínima de oito anos, com boa saúde, não dependentes de álcool e drogas, não obesos e que não trabalhem a noite ou em turno.

Os indivíduos selecionados precisam ter disponibilidade de comparecer ao CEPE para a realização dos procedimentos da pesquisa nos dias previamente agendados, além de dormir no laboratório por nove noites, para a realização de polissonografias, sendo sete delas em dias seguidos. Ao acordar, os voluntários passarão por novas avaliações.

Os interessados podem entrar em contato com a pesquisadora Sandra Queiroz, pelo telefone (11) 5572-0177 ou pelo e-mail sqsandra@cepebr.org, colocando no assunto a palavra “VOLUNTÁRIO”. Serão reembolsadas duas passagens de transporte público por dia de atividade e, ao término da pesquisa, os participantes receberão uma cópia dos exames realizados e terão direito de frequentar a academia do CEPE três vezes por semana, em horário comercial, durante três meses.

Os testes podem ocorrer em três endereços: Rua Marselhesa, 500, Rua Napoleão de Barros, 925 e Rua Francisco de Castro, 93, todos na Vila Clementino, próximos à Estação Santa Cruz do Metrô.


08 - TRATAMENTO CONTRA CANCER DE CABEÇA E PESCOÇO

A Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço está recrutando voluntários para participar de uma pesquisa sobre a combinação de raios laser e quimioterapia para tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Podem participar do estudo homens e mulheres com idade entre 21 e 70 anos, portadores de cânceres de cabeça e pescoço que voltaram a crescer mesmo depois de outros tratamentos como cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

Os voluntários passarão por uma avaliação preliminar com os médicos responsáveis pela pesquisa e os candidatos selecionados farão exames pré-operatórios e serão internados no Hospital São Paulo para serem submetidos a uma sessão de quimioterapia e laser terapia sob anestesia geral no centro cirúrgico (tempo do procedimento: 1 hora). O tratamento visa melhorar as condições locais do câncer e a qualidade de vida.

Os interessados podem entrar em contato nos telefones (11) 8752-4598 ou (11) 8729-7268, ou no endereço eletrônico mpaiva@unifesp.br ou j.ribeiro@unifesp.br.


09 - TRATAMENTO DE AFTA RECORRENTE

O Ambulatório de Estomatologia, do Departamento de Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço, seleciona homens e mulheres, com idade acima de 18 anos, para participarem de uma pesquisa sobre tratamento de afta recorrente.

Os interessados poderão entrar em contato para agendar consulta no telefone (11) 5084-9965, das 7h30 às 16h30, falar Emilly ou Cíntia, ou por e-mail estomatologia@unifesp.br.


10 - TRATAMENTO DE INSÔNIA

O Departamento de Psicobiologia recrutas voluntários, com idade entre 20 e 64 anos, que tenham dificuldades em dormir, para estudo com o objetivo de tratar a insônia.

O voluntário realizará exames de sono, responderá a alguns questionários e fará exame laboratorial. O tempo de duração do estudo será de cerca de dois meses e, durante este período, ele deverá comparecer ao centro de pesquisa para quatro visitas.

Não podem participar da pesquisa pacientes que tomam remédio contínuo para o sono e trabalhadores de turnos.

Inscrições: (11) 5908-7098 / 7094 / 7344 / 7121 (horário comercial).

13/02/2012 10:17

31 de jan. de 2012

Síndrome de Sensibilidade Escotópica (SEE), Sídrome de Irlen ou Dislexia de Leitura.


São 3 textos. Peço gentilmente que leiam todos os 3 com atenção.


Atualização: fiz o curso para Screener de Sindrome de Irlen no Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, referência no problema aqui no Brasil. Quem necessitar de uma Avaliação de Irlen e é morador em Santos e região, São Caetano ou São Paulo capital, favor me contatar pelo email que encontra-se em: http://cristinagiannellaortoptista.blogspot.com.br/p/biografia.html

De forma simplificada, a Síndrome de Irlen se manifesta da seguinte forma:

grafico




TEXTO 1:
A visão é responsável por 85% de tudo que percebemos no mundo. Aprender novas habilidades está intrinsecamente ligado a forma como vemos, percebemos e codificamos os estímulos que chegam aos nossos olhos. Uma vez que estes estímulos apresentam algumas distorções, passamos a operar com dificuldade e desconforto.

É um tipo específico de distúrbio do processamento perceptual, sendo apenas uma peça do quebra - cabeças, uma entre as várias dificuldades que algumas pessoas sentem, entre elas a Dislexia.

A Síndrome de Irlen é uma distorção na percepção visual. Foi descoberta por Helen Irlen em 1987 nos EUA. No Brasil tem sido difundida pela Fundação Hospital dos Olhos Doutor Ricardo Guimarães(Belo Horizonte) que contam com profissionais da área da educação e da saúde.

Um tipo específico de distúrbio do processamento perceptual, que é chamado Síndrome de Sensibilidade Escotópica (SEE), Sídrome de Irlen ou Dislexia de Leitura.

Embora seja uma síndrome pouco conhecida no Brasil, a incidência é grande, em cem pessoas, quatorze apresentam distorções ou/e desconforto na leitura.

A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média .

A síndrome começa a ser percebida principalmente quando a criança entra na idade escolar e mostra algum comprometimento no seu processo de aquisição da leitura e da escrita.

E muitas não têm consciência das suas dificuldades e se consideram desajeitadas e incoordenadas sem se dar conta que estes problemas são parte aparente de uma dificuldade mais ampla.

As pessoas com Síndrome de Irlen consomem mais energia e esforço na leitura e outras atividades visuais porque captam de forma diferente podendo apresentar alguma falhas na percepção. A tentativa de corrigi-las pode causar fadiga, cansaço e desconforto, o que afetam a leitura, a nitidez, a compreensão, o desempenho e o tempo de concentração.

Quando não tratada repercute em toda a sua vida acadêmica e profissional. A identificação precoce e o incremento de estratégias apropriadas de aprendizado permitem a integração e o desenvolvimento dos talentos inatos de cada criança.

A Síndrome de Irlem não é diagnosticada em exames oftalmológicos de rotina, apenas com um teste específico aplicado por profissionais treinadas (screeners).

Chamada Síndrome de Irlen é caracterizada por sintomas de pressão nos olhos, dores de cabeça e distorção da imagem durante a leitura. Acredita-se que seja uma condição relacionada ao “stress” visual resultante da hiperexcitabilidade do córtex visual.

Alguns autores diferenciam esta síndrome dos demais problemas oculares como vícios de refração mal corrigidos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), anormalidades da visão binocular (como microestrabismos, insuficiência de convergência, etc) e problemas da acomodação visual Evans.

A causa do problema ainda é mal estabelecida. Alguns trabalhos relacionam a Síndrome a um problema de hereditariedade e outros a uma disfunção do sistema imunológico provocada por alterações na taxa das gorduras sangüineas.

No século passado alguns autores chegaram a sugerir que esta síndrome fosse incluída no diagnóstico diferencial da Dislexia do Desenvolvimento. J.Learn.Disabil. 28 (1995) 216.

- Sintomas mais frequentes:
- Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)
- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)
- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)
- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)
- Dores de cabeça
- Desempenho comprometido nos esportes com bola
- Acompanhamento de objetos em movimento
- Sonolência em viagens de carro ou ônibus
- Direção Noturna (não conseguir dirigir )
- Cansaço/Fadiga geral
- Cansaço durante o uso do computador,tv
- Audição “retardada”
- Baixa concentração no estudo e provas
- Leitura de Música
- Percepção de profundidade
- ADD (Distúrbio do Déficit de Atenção/HD (distúrbio de hiperatividade)
- Dores de estômago
- Explosões de comportamento
- Náusea/Tontura
- Dificuldade em seguir com os olhos
- Ansiedade
- Nervosismo
--Tem dificuldade em memorizar e compreender o que lê-

-Queixa de dores de cabeça, cansaço ou outros sintomas físicos quando está diante de algum texto- Omite ou “salta” palavras quando lê.

- Quando a luminosidade, o contraste, o tamanho da impressão, o trabalho e o esforço de compreensão afetam negativamente o desempenho na leitura, bem como na realização de outras tarefas (por se tratar de uma distorção visual).

-Por apresentarem problema com a luz branca, não conseguem ser produtivos quando expostos a ela, podendo ser considerados “preguiçosos” ou “displicentes” ou se sentirem incompetentes.
Outras Comorbidades

Essa síndrome pode ou não estar associada a outras dificuldades de aprendizagem tais como: Déficit de atenção e Hiperatividade, problemas comportamentais e emocionais, sensibilidade à luz (fotofobia), dislexia, certas condições visuais médicas, entre outras.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito por profissionais devidamente capacitados e autorizados para tal avaliação. O método utilizado é a Escala Perceptual de Leitura Irlen (EPLI) que, identifica e avalia os níveis em que os indivíduos cuja vida acadêmica tem sido dificultada pela síndrome de Irlen e conscientiza o cliente de suas condições.

Quando a SI não é diagnosticada, os indivíduos podem ser vistos como tendo problema de comportamento, de atitude, emocional e motivação.



TRATAMENTO

O tratamento proposto para esta Sindrome foi a prescrição de filtros coloridos, quer na forma de óculos, quer na forma de folhas plásticas coloridas sobrepostas na folha de leitura, quer na forma de marcadores de texto coloridos.









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TEXTO 2:
DISLEXIA VISUAL ou DISLEXIA DE LEITURA ou SINDROME DE IRLEN
A desatenção e a falta de concentração são queixas comuns tanto no DDA (disturbio do déficit de atenção – com ou sem hiperatividade) quanto na dislexia de leitura.Em meninas é comum esta forma de apresentação do DDA (bem mais conhecido do que a dislexia visual).
Mas, alguns sinais e queixas visuais (espelhamento, fotofobia e falta de concentração, especialmente em relação à leitura) devem ser valorizados para excluir a dislexia visual antes de formalizar o diagnóstico de DDA (que também é de exclusão, não tem nenhum exame complementar que sozinho confirme o diagnostico: são necessários testes neuropsicológicos que avaliam a capacidade de memória e a cognição, entre outros aspectos, além da ressonância magnética encefálica c/SPECT e a eletroencefalografia com mapeamento cerebral)..
Creio que em dúvida, a criança deva ser avaliada por especialistas tanto em déficit de atenção quanto em dislexia visual. E se preciso for (dúvidas persistindo), o acompanhamento por ambos especialistas por um tempo maior fará a diferenciação após um determinado período de observação e acompanhamento. A precipitação diagnóstica não conduz a desfechos positivos no longo prazo.
Sendo ainda recente em nosso meio o diagnóstico e o tratamento da dislexia de leitura, as dificuldades enfrentadas por pais, educadores e crianças portadoras do distúrbio podem e devem ser minimizadas através de exaustiva investigação propedêutica.
A maioria de nós, oftalmologistas, não está familiarizado com a dislexia visual.
Apesar do exame rotineiro (acuidade visual, analise refratométrica, visão de cores, fundoscopia e biomicroscopia) não apresentar anormalidade digna de nota, as queixas trazidas pelos pais e cuidadores são muito pontuais para serem ignoradas.
O tratamento oftalmológico convencional (lentes corretoras de ametropias) não agrega valor terapêutico. Mas estratégias motoras (avaliação por ortoptista familiarizado com a síndrome disléxica), filtros e prismas podem melhorar muito a qualidade de vida das crianças portadoras da dislexia de leitura, conforme atestam especialistas habituados a lidar com as queixas oftalmológicas do distúrbio dislexico.
No Brasil núcleos criados por especialistas em Minas Gerais (oftalmologistas Ricardo e Márcia Guimarães) e Pernambuco (oftalmologista Liana Ventura),agregam profissionais de vários segmentos (ortóptica, psicologia, fonoaudiologia, psicomotricidade,etc).
Visitem o site: http://www.dislexiadeleitura.com.br/portal.php e se precisam de um profissional, consultem: http://dislexiadeleitura.com.br/cv-profissionais.php
fonte:





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TEXTO 3:
Distorção visual atrapalha aprendizado
Crianças com síndrome que afeta leitura podem ter mau desempenho na escola se o problema não for diagnosticado
ALEXANDRE DE MELO
A deficiência de aprendizado conhecida como Síndrome de Irlen ou Dislexia Perceptual de Leitura é um distúrbio oftalmológico. Ele causa distorções visuais que interferem no processamento de letras, números e símbolos. Pessoas com síndrome de Irlen se cansam facilmente durante a leitura e têm dificuldade de compreensão. Professores e pais costumam confundir esse problema com preguiça ou falta de interesse das crianças em idade escolar. Mas, em alguns casos, a dificuldade para aprender pode estar associada à síndrome.
Pessoas com a doença têm a sensação de que as letras pulsam, tremem, vibram, confluem ou desaparecem no papel (observe no quadro abaixo os tipos de distorção visual mais frequentes). Muitas se queixam, além da dificuldade para ler, de insegurança ao dirigir e ao praticar esportes. A doença é hereditária, embora pais e filhos possam apresentar distorção visual de intensidades diferentes. Os sintomas mais comuns são intolerância à luz, dificuldade para manter o foco, alteração na percepção de profundidade, dores de cabeça e irritação nos olhos. Muitas pessoas não têm consciência do problema porque os sintomas aparecem depois de 10 minutos de leitura, o que os leva a pensar que as distorções são naturais, resultado da concentração.
"No Enem, por exemplo, centenas de estudantes com síndrome de Irlen não identificada podem ter o desempenho prejudicado", afirma a oftalmologista Márcia Reis Guimarães, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Eles podem errar questões por não compreender o que está escrito e até se enganar na hora de passar as respostas no gabarito." A pedagoga Claúdia Maria Pereira, de 37 anos, começou a pesquisar sobre o síndrome depois que o filho Lucas Pereira, hoje com 12 anos, demonstrou dificuldades na escola. "O Lucas se queixava de cansaço para ler e dificuldade para compreender qualquer texto", afirma Claúdia. A pedagoga procurou a Fundação Hospital dos Olhos da UFMG, referência nos estudos de síndrome de Irlen no Brasil, e descobriu que também tinha o distúrbio. "Sempre me senti atrapalhada, caia de escadas, derrubava coisas", diz Claúdia.
Pessoas com a síndrome podem usar óculos com lentes coloridas, especialmente prescritas por oftalmologistas. Essas lentes corrigem as distorções visuais. Outra alternativa é usar transparências coloridas, também indicadas por um especialista, em cima do texto na hora de ler. "Os óculos são mais adequados nos casos mais severos, quando a qualidade de vida e os estudos estão comprometidos pela síndrome", afirma Márcia. "Em casos em que o grau de distorção é menor, usamos apenas as transparências."

fonte:
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