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31 de jan. de 2012

Mais do que nutrir bebês, a placenta participa do desenvolvimento cerebral

Mais do que nutrir bebês, a placenta participa do desenvolvimento cerebral
A placenta é um órgão essencial para a vida humana. É o único órgão fugaz do organismo. Em seu curto período de existência, a placenta funciona como uma barreira de proteção para o feto, levando oxigênio e nutrientes essenciais da mãe até ele. Cientistas estão estudando as suas funções e vendo que ainda há muito a aprender: a placenta protege ativamente o feto e participa do desenvolvimento neurológico durante a vida intra-uterina.
Em estudo publicado recentemente, cientistas ingleses mostraram que quando uma mãe cobaia (rata) é privada de alimentos, a placenta assume a situação quebrando seu próprio tecido1 para nutrir o cérebro do feto em desenvolvimento.
Cientistas da University of Southern California's Zilkha Neurogenetic Institute (ZNI) e colaboradores em seus estudos relatam que a placenta – e não a mãe – é que fornece o hormônio2 serotonina para o desenvolvimento cerebral em estágios precoces da vida intra-uterina. Já que os hormônios têm um papel essencial no cérebro em formação, antes de funcionarem como neurotransmissores no cérebro, alterações da placenta podem diretamente influenciar o risco de desenvolvimento de depressão, ansiedade e até mesmo autismo. Como resultado, “precisamos ter mais atenção na saúde e bem-estar da placenta”, diz Pat Levitt, diretor do ZNI e co-autor de estudos sobre a importância da placenta no desenvolvimento cerebral.
Estes estudos são tão novos que ainda precisam ser nominados. Anna Penn, neurobiologista e neonatologista da Stanford University, chamou-os de “neuroplacentology”, em inglês. Os estudos desta pesquisadora estão focados no impacto que os hormônios placentários têm no desenvolvimento cerebral a partir da vigésima semana de gestação. Seu objetivo principal é estabelecer como bebês3 prematuros são afetados pela perda desses hormônios com o parto prematuro e encontrar uma maneira de compensar este déficit. O que era pensado sobre a placenta está mudando, diz Penn, mas ainda há muito a ser aprendido.
Fonte: Zilkha Neurogenetic Institute – University of Southern California

28 de jan. de 2012

Exames de visão em crianças pré-verbais



Acuidade Visual  de Teller ou Olhar Preferencial - o que é, como é realizado

 
O exame oftalmológico é feito de maneira completa em crianças de qualquer idade. O que varia é a maneira de proceder o exame.

Para medir a visão de bebês, é feita a acuidade visual pelo método olhar preferencial ou Teller. Este método foi especialmente desenvolvido para quantificar a visão de crianças abaixo de dois anos de idade (pré-verbais) e dispensa a informação verbal da mesma.

O que são Cartões de Teller?
Quando olhamos para uma parede, os olhos são atraídos primeiro para manchas, riscos ou quadros existentes nela. Os cientistas, percebendo isso, desenvolveram uma maneira de medir a visão do bebê, que segue este mesmo princípio.

Este teste passou a ser denominado olhar preferencial por Cartões de Teller, pois é realizado através de cartões com listras contrastantes (foto ao lado).


Estes cartões são feitos com rigor técnico onde o contraste é sempre o mesmo. As listras brancas e pretas obedecem um cálculo matemático denominado “ciclo por centímetro”. O teste baseia-se na observação das crianças que tendem a olhar mais para uma tela com listras pretas e brancas do que para uma superfície homogênea.

Como é o exame pelo método Teller?
O teste leva de 20 a 30 minutos. É realizado em uma sala especialmente projetada, discreta, sem atrativos que despertem a atenção do bebê e com uma iluminação rigorosamente regulada através de um fotômetro.

O examinador sempre começa o exame pelo cartão sugerido para a idade da criança.
Os cartões são apresentados normalmente atrás de um biombo, que deverá ter as mesmas cores dos cartões.

São mostrados cartões com listras cada vez mais estreitas, até que a criança não manifeste nenhuma preferência. As menores listras percebidas pela criança correspondem à sua acuidade visual.

O examinador observa, através de um orifício localizado no meio do cartão, o movimento que a criança realiza para fixar um lado ou o outro.

Muitas vezes é necessário realizar mais de um teste, principalmente em bebês muito pequenos.

Na foto, observa-se uma das reações esperada na criança com o teste. Muitas vezes, ela move a cabeça em direção às listras, outras vezes move apenas os olhos.


Após o teste, os pais ou responsáveis pelo bebê recebem uma ficha com o resultado do exame. Esta ficha deve ser guardada e apresentada ao médico e examinador no próximo teste de acuidade visual, para que possa se fazer a comparação de sua evolução visual.


Quem realiza este exame?

O examinador deve ser uma pessoa bem habilitada. Antes de exercer a função deverá ter assistido a muitos casos, auxiliado outros profissionais e ter realizado inúmeros testes sob supervisão de um profissional experiente.


Também deve ter facilidade em relacionar-se com bebês, para saber brincar e despertar a atenção dos mesmos. Isto é necessário porque o resultado do teste é baseado na interpretação das respostas.

A partir de que idade o bebê deve começar a fazer este teste?
A criança pode fazer este teste a partir dos primeiros dias de vida até a idade verbal, ou seja, até cerca de dois anos de idade. Nada impede que este teste seja aplicado em crianças maiores em casos especiais. O importante é notar que a visão de cada olho pode ser medida separadamente. Isto ajuda o oftalmologista conhecer as diferenças de cada olho e tratar precocemente casos como ambliopia, por exemplo.


O mito da interrupção da vida

Ortotanásia, distanásia e eutanásia





A ortotanásia é aplicável em casos de pacientes terminais.
A ortotanásia é aplicável em casos de pacientes terminais.
Para saber o que é a ortotanásia, é interessante compreender o significado de outras duas palavras: distanásia e eutanásia. Esta (Eutanásia) corresponde à prática ativa de se interromper a vida de um paciente com doença em estágio irreversível e sem possibilidade de melhora; com o objetivo de cessar sua dor. Já aquela (Distanásia) se refere ao adiamento da morte deste indivíduo, geralmente pela utilização de fármacos e aparelhagens que, muitas vezes, proporcionam sofrimento desnecessário.
A ortotanásia seria, então, simplificadamente falando, o meio-termo entre esses dois procedimentos. É dela a ideia da promoção da morte no momento certo (orto: certo, thanatos: morte) – nem antes, como ocorre no caso eutanásia; nem depois, como na distanásia. Assim, ela opta por restringir, ou descartar, tratamentos agressivos e ineficientes, que não reverterão o quadro em questão.
Cabe à ortotanásia a promoção de cuidados paliativos ao paciente, até o momento de sua morte. Estes são definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como o controle da dor e de outros sintomas, e o cuidado dos problemas de ordem psicológi¬ca, social e espiritual; atingindo a melhor qualidade de vida possí¬vel para os pacientes e suas famílias. Dessa forma, os cuidados visando o bem-estar da pessoa passam a ser a prioridade, e não a luta contra algo que, inevitavelmente, não tem como se combater – no caso, a doença e o fim da vida.
Nessa perspectiva, a morte passa a ser vista como uma condição natural de todo ser humano, sendo ideal a busca da aceitação desse fato, garantindo a dignidade daquele que está partindo. Ao não se submeter a procedimentos invasivos, geralmente longe de casa, e que o deixam exaurido; o paciente em questão pode ter maior tempo e energia para estar ao lado de pessoas queridas, aproveitando também para, dentro de suas condições, viver ativamente.
Em nosso país, em 2006, foi publicada, pelo Conselho Federal de Medicina, a Resolução nº 1.805, visando a regulamentação de tal prática no Brasil. Ela foi autorizada, pelo Ministério Público Federal, somente em 2010: ano em que a ortotanásia foi contemplada no novo código de ética médica.
De acordo com tais documentos, a ortotanásia deve ser considerada em casos de pacientes terminais, sob o consentimento do próprio doente ou da família. Assim, o diálogo sincero e sensato entre os envolvidos é muito importante.

Veja mais!
Eutanásia

Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Brasil Escola

Desvendando os fenomenos naturais


O que está acontecendo?

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(Por Aryane Cararo e Natália Mazzoni)
Se você tem prestado atenção nas notícias dos jornais, deve estar se perguntando: o mundo está ficando maluco ou coisa parecida? É chuva demais, enchente, alagamento, deslizamento de terra, tornado, erupção de vulcão, terremoto, seca e até tsunami. Parece até que o planeta Terra está dando sinais de revolta! Será que alguém pode explicar porque tudo isso acontece? Será que esses fenômenos estão ficando mais comuns ou só estamos prestando mais atenção neles?
O Estadinho de hoje (dia 28) vem com boa parte dessas respostas. Sabe o que a gente descobriu? Que esses eventos todos acontecem desde que o mundo é mundo, mas a ação do homem, interferindo na natureza, tem ajudado a aumentar a intensidade e a frequência de alguns deles. Quer saber mais? Leia o Estadinho de hoje, clicando nas páginas abaixo, e depois continue por aqui, que há muito mais explicações.
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SAIBA MAIS SOBRE:
Enchente
1) A enchente não é uma coisa necessariamente ruim, sabia? Em alguns casos, ela até beneficia a agricultura, como acontece nas cheias do Rio Nilo, no Egito. Quando o rio extravasa, seus sedimentos acabam sendo depositados em grande área do solo, aumentando sua fertilidade.
2) Calçadas, ruas de asfalto, prédios, casas: todos eles impermeabilizam o solo e funcionam como uma barreira, impedindo ou dificultando a água de penetrá-lo. Sem infiltrar, ela desliza pelo concreto e pelo asfalto em dias de muita chuva até achar um lugar para escoar e, muitas vezes, se deposita em um ponto mais baixo da cidade, provocando um alagamento.
3) A enchente traz prejuízos como a perda de plantações que ficam embaixo da água por vários dias, perda de bens (móveis, eletrodomésticos, roupas…) e até de vidas.

Estiagem
1) Ter muitas plantas em casa ajuda a reduzir o ar seco à sua volta em períodos de estiagem. É que as plantas transpiram e eliminam nesse processo a maior parte da água que absorveram, só que em forma de vapor.
2) Você já ouviu falar em salinização? Como explicamos pouco no Estadinho de papel, vamos contar melhor aqui o que é. Este é um processo que pode levar à formação de desertos em lugares em que antes havia plantação. Ele acontece geralmente em regiões onde não chove muito e os produtores precisam irrigar artificialmente. Acontece que essa irrigação que, às vezes, é mal feita, pode lavar o solo, varrendo com a água seus nutrientes. Além disso, tanto a terra como a água contêm vários tipos de sais. Esses sais vão se depositando e acabando com a fertilidade do solo. Há o risco de se tornarem improdutivos e, sem plantas, acabam se transformando em desertos, como você vê na foto abaixo.
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Sabe onde fica isso? No Rio Grande do Sul! Isso mesmo,
dentro do território brasileiro (foto: Atlas da Arenização)
Ilhas de calor
1) No verão, pioram as ilhas de calor. Você sabe o que é isso? São áreas da cidade em que se forma uma espécie de “estufa”, ou seja, que ficam mais quentes que outras regiões da mesma cidade. Geralmente, as ilhas de calor se formam no centro, por causa do excesso de asfalto e de prédios, e pela falta de vegetação. Com mais calor, há também mais chuvas!
2) No Rio de Janeiro, já se registrou uma temperatura até 7 graus maior nas ilhas do que nas bordas da cidade. Mas é São Paulo a campeã: teve uma diferença de até 15 graus entre os bairros com mais construções daqueles que são mais afastados do centro!
3) Você já reparou como as noites andam quentes, dificultando até nosso sono? E que as manhãs também já não são tão fresquinhas? Pois os culpados podem ser o asfalto e o concreto. É assim: ao longo do dia, os raios solares esquentam tudo, inclusive materiais usados para as ruas e construções. Quando o sol vai embora, ou esfria, esses materiais vão perdendo o calor que absorveram. Mas alguns demoram demais para perder esse calor, como é o caso do asfalto mais escuro. Por isso, chega a manhã e eles ainda estão soltando calor nas ruas.

Raios
1) Quer aprender outra forma de contar a que distância um raio caiu de você? Faça o seguinte: assim que avistar o raio, conte os segundos até ouvir o trovão. Então, ivida o número contado por 3 e você terá a distância em quilômetros. Por exemplo: 3 segundos / 3 = 1 km
2) Sabia que os raios também sobem? Isso mesmo! Uma descarga elétrica não precisa vir do céu para a terra, ele pode fazer o caminho contrário ou então ficar só entre as nuvens.
3) O princípio da formação do raio é muito parecida com o das fagulhas azuis que, às vezes, aparecem na tomada quando você retira um objeto dela. Só que numa escala muuuuito maior.

Vulcão
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(Infográfico/AE)
Sabe como são formados os vulcões? Essa resposta está na seção Quero Saber de hoje, na página 3 do Estadinho impresso. Vamos reproduzi-la aqui:
O geólogo Ideval Souza Costa, do Museu de Geociências da USP, explica assim: “O calor dentro da Terra é muito forte. Tanto que chega a derreter a rocha, formando uma substância conhecida como magma (ou lava). Junto com o magma, formam-se também gases e partículas quentes, que escapam através de uma abertura na crosta terrestre. Esta abertura tem formato montanhoso e se forma, geralmente, a partir do encontro de placas tectônicas (que compõem a crosta terrestre). Quando um vulcão entra em erupção, pode provocar terremotos e lançar na atmosfera grande quantidade de magma, o que é uma ameaça para quem mora próximo”.


Tsunami
1) O tsunami nada mais é que um maremoto. Ele acontece quando há um terremoto no mar, em que uma das placas tectônicas se levanta. Esse movimento provoca deslocamento de água e, logo, as ondas gigantes. Não entendeu nadinha? Então vamos explicar melhor:
- Tudo o que vemos do planeta Terra pertence à crosta terrestre: as cidades, os oceanos… Abaixo dela, há o que chamamos de manto. E mais para dentro, o núcleo.
- A crosta terrestre não é uma coisa lisa e uniforme. Ela é formada por vários pedaços, chamados de placas tectônicas.
- Essas placas nunca param quietas. É verdade que elas se movimentam muuuuuuito lentamente, mas estão sempre se mexendo.
- Quando uma placa está indo para uma direção e encontra outra placa indo na direção oposta, o que acontece? Elas começam a “disputar forças”, cada uma tentando empurrar a outra para trás. Pode não ser briga, mas isso às vezes representa perigo!
- É que nesse empurra-empurra, pode acontecer um terremoto.
- Se isso acontece no mar, e uma placa foi empurrada para cima e a outra para baixo, de forma meio violenta, pode se formar um tsunami. É que esse movimento pode ser brusco e, quando a terra empurra a água para cima, gera as tais ondas gigantes.
Veja só:
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(Infográficos/AE)

O que cada um pode fazer?
Além de plantar árvores e plantas, não jogar lixo e usar a água de forma consciente, há uma atividade bem interessante que o Otto Rotunno Filho, um dos especialistas consultados para essa matéria, sugeriu.
Proponha a seu pai uma aventura: percorrer um rio da nascente até onde ele morre. Observe o que acontece com o rio e relacione à sua volta: muitas casas? Empresas? Esgoto? É um bom exercício para entender que o rio não é restrito a seu leito. Tudo o que fazemos na sua bacia hidrográfica, ou seja, na área ao seu redor, o afeta.

fonte: http://blogs.estadao.com.br/estadinho/2012/01/28/o-que-esta-acontecendo/

Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais


Os cinco maiores arrependimentos dos pacientes terminais

Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bonnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
Para analisar a publicação, convidamos a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.
“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.
“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.
“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.
“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.
“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.
“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.
“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.
“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.
“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.
“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.

Dica da especialista

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.
“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.
De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.

fonte: http://www.einstein.br/espaco-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/os-cinco-maiores-arrependimentos-dos-pacientes-terminais.aspx

Tratamento Ortóptico - entrevista na TV Aparecida





Bete Ribeiro conversa com a Dra. Mariza Loss Pfeiffer sobre saúde dos olhos, tratamento ortóptico.


Vale a pena ver!!







6 de jan. de 2012

As funções do cérebro podem começar a deteriorar a partir dos 45 anos, diz estudo


Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.
Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.
Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas. "É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.
"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.
Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.

Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema. "O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.
"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.
"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano-Novo", completou.
fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5545906-EI8147,00-Cerebro%20comeca%20a%20declinar%20a%20partir%20dos%20anos%20diz%20estudo.html