Blog destinado a divulgar a minha profissão, que é de Ortoptista, os procedimentos que realizo, que são Teste Ortóptico, Exercício Ortóptico, Visão Subnormal(adaptação de auxílios ópticos), Teste de Teller, Campimetria e Avaliação de dislexia de leitura (Avaliação de Irlen), além de publicação de reportagens de interesse geral sobre saúde e ciências; contato está na página "Biografia / Contato", abaixo à direita:
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6 de jan. de 2012
Acupuntura pode ajudar a corrigir "olho preguiçoso"
Acupuntura em locais do corpo associados à visão pode ajudar no tratamento da ambliopia, o problema ocular mais comum em crianças, também conhecido como "olho preguiçoso".
É o que aponta um estudo publicado no periódico "Archives of Ophtalmology".
O distúrbio é caracterizado pela baixa visão em um dos olhos. Estima-se que, no Brasil, ele possa atingir até 4% das crianças.
O tratamento, feito com óculos, colírio ou tampão (colocado no olho sadio para estimular o olho mais "fraco"), costuma ser eficaz até os sete anos, em média.
O estudo foi feito na China com 88 crianças entre sete e 12 anos. Durante 25 semanas, metade delas usou tampão por duas horas ao dia.
A outra metade fez cinco sessões semanais de acupuntura. De acordo com a pesquisa, esse grupo teve 42% de melhora, contra 17% no grupo que usou tampão.
Hong Jin Pai, médico acupunturista do centro de dor da clínica de neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que já existem acupunturistas que usam a técnica no Brasil para problemas oculares, incluindo a ambliopia.
No entanto, a melhora costuma ser lenta e, no caso do "olho preguiçoso", ele acredita que seja mais indicado usar o tampão associado à acupuntura para ter resultados melhores.
A aplicação das agulhas, segundo Jin Pai, ativa o sistema nervoso correspondente e libera endorfina, dopamina e serotonina, substâncias com efeito analgésico e anti-inflamatório.
"Como a dificuldade de a criança amblíope enxergar pode causar tensão dos músculos extra e intraoculares, a acupuntura provocaria o relaxamento deles."
REJEIÇÃO AO TAMPÃO
Para o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Paulo Augusto de Arruda Mello, pesquisas como essa buscam alternativas aos tampões, bastante rejeitados. "As crianças odeiam usá-los", diz.
Por isso, Mello vê importância no trabalho, que pode abrir perspectivas para novos tratamentos, mas acredita que é preciso ter mais evidências científicas para mudar a conduta do tratamento nos consultórios.
Célia Nakanami, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, concorda. Ela afirma que ainda não há comprovação de como a acupuntura atua no córtex visual e que é preciso responder a diversas questões antes de indicar o tratamento como praxe.
"Métodos alternativos devem ser acompanhados de perto. Corre-se o risco de perder a oportunidade de fazer um tratamento clássico eficaz enquanto ainda há tempo de obter maior taxa de cura", afirma Mello.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/851220-acupuntura-pode-ajudar-a-corrigir-olho-preguicoso.shtml
5 de jan. de 2012
Pele de circuncisão salva visão de bebê que nasceu sem pálpebras
Depois da operação, os olhos do bebê ficaram fechados por três semanas. Após
a retirada dos curativos, a equipe constatou que o bebê enxerga
normalmente
Foto: BBC Brasil
Foto: BBC Brasil
Um enxerto da pele do prepúcio no lugar das pálpebras, realizado no hospital
Kaplan, próximo a Tel Aviv, em Israel, salvou a visão de um bebê que havia
nascido com um grave defeito nos olhos e corria o risco de ficar cego.
A ideia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino.
Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de família religiosa, era importante respeitar a tradição. Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura "idênticas" à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.
"A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo", acrescentou o cirurgião. O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.
Ideia inédita
A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira. Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas - técnica geralmente utilizada em casos semelhantes. No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura.
Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão. Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.
No Egito, que é um país muçulmano, a circuncisão também é praticada, mas, de acordo com a tradição islâmica, a intervenção pode ser feita até os 10 anos de idade. Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente.
O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, "inclusive em casos de homens adultos".
Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio "não é necessária" e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do próprio paciente. "Devemos ter a mente aberta para ideias novas", disse.
A ideia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino.
Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de família religiosa, era importante respeitar a tradição. Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura "idênticas" à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.
"A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo", acrescentou o cirurgião. O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.
Ideia inédita
A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira. Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas - técnica geralmente utilizada em casos semelhantes. No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura.
Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão. Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.
No Egito, que é um país muçulmano, a circuncisão também é praticada, mas, de acordo com a tradição islâmica, a intervenção pode ser feita até os 10 anos de idade. Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente.
O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, "inclusive em casos de homens adultos".
Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio "não é necessária" e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do próprio paciente. "Devemos ter a mente aberta para ideias novas", disse.
fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5544252-EI238,00-Pele+de+circuncisao+salva+visao+de+bebe+que+nasceu+sem+palpebras.html
28 de dez. de 2011
Diagnóstico precoce diminui riscos de perda de visão em crianças
A cada minuto, uma criança fica cega no mundo por falta de tratamento
adequado, afirma a OMS
10 de outubro de 2011 | 12h 28
Agência Brasil
BRASÍLIA - A cada minuto, uma criança fica cega no mundo por falta de
tratamento adequado contra doenças sistêmicas (sarampo, rubéola e meningite),
ferimentos na cabeça ou problemas visuais não detectados no nascimento e nos
primeiros anos da vida escolar.
Segundo a OMS, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis. "As doenças sistêmicas citadas pela organização podem ser prevenidas com vacinas. Mas há outras disfunções como a toxoplasmose, transmitida por alimentos preparados de forma inadequada, por exemplo, carnes ou verduras contaminadas, e a toxocaríase, causada por parasitas que têm os cães como hospedeiros.
Essas doenças podem ser evitadas por meio de políticas de saúde pública e orientação às gestantes", alerta a oftalmopediatra Dorotéia Matsuura, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Ela frisa que cuidados com alimentos e com a prevenção podem diminuir a incidência da cegueira infantil.
A oftalmologista explica que essas doenças sempre emitem sinais que podem ser percebidos pelos pais ou diagnosticados em consultas médicas. Todo quadro febril, dores de cabeça ou no pescoço, acompanhado de manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite, deve ser considerado suspeito, independentemente da situação vacinal ou da idade, diz Dorotéia. Ela aconselha que quando uma criança apresentar esses sintomas, deve ser encaminhada a uma consulta médica com urgência.
Algumas doenças relacionadas à má-formação ocular não têm tratamento, mas podem ser atenuadas por adaptações ópticas e não ópticas que proporcionem à criança suporte para a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual. De acordo com Dorotéia Matsuura, entre as más-formações tratáveis estão a ambliopia ou "olho preguiçoso", causada por estrabismo, alto grau de refração e cataratas unilaterais. "Todas permitem o bom desenvolvimento ocular quando a atenção e os cuidados dos responsáveis levam à intervenção e à solução precoce", esclarece.
Além disso, algumas doenças oculares podem ser detectadas quando a criança nasce, ainda no berçário. "O teste do olhinho tem sido realizado em todas as maternidades. Doenças como a catarata congênita, o retinoblastoma e outras são diagnosticadas com o teste realizado na maternidade", ressalta a médica do HOB.
O teste do olhinho é muito simples e feito no berçário. Em um quarto escuro, um feixe de luz é emitido pelo aparelho chamado oftalmoscópio e, quando não há nenhum obstáculo à visão, a luz vai até a retina e ao ser refletida, faz com que o examinador perceba um reflexo vermelho. "A ausência desse reflexo é um indicador de que pode haver alguma alteração congênita e o caso deve ser melhor investigado a partir desse teste", explica.
Em 2008, foi sancionada a Lei n° 4.189/2008, tornando obrigatória a realização do Teste do Olhinho no Distrito Federal.
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,diagnostico-precoce-diminui-riscos-de-perda-de-visao-em-criancas,783538,0.htm
Veja
também:
IPad
pode ajudar crianças com deficiência visual, diz pesquisa
Exame
que detecta catarata infantil é ignorado na maioria dos Estados
Pesquisas feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que se não
forem tomadas iniciativas de alcance mundial e regional, em 2020 existirão no
mundo 75 milhões de pessoas cegas e mais de 225 milhões de portadores de baixa
visão, ou seja, incapazes de desempenhar grande número de tarefas cotidianas
devido à deficiência visual.Segundo a OMS, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis. "As doenças sistêmicas citadas pela organização podem ser prevenidas com vacinas. Mas há outras disfunções como a toxoplasmose, transmitida por alimentos preparados de forma inadequada, por exemplo, carnes ou verduras contaminadas, e a toxocaríase, causada por parasitas que têm os cães como hospedeiros.
Essas doenças podem ser evitadas por meio de políticas de saúde pública e orientação às gestantes", alerta a oftalmopediatra Dorotéia Matsuura, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Ela frisa que cuidados com alimentos e com a prevenção podem diminuir a incidência da cegueira infantil.
A oftalmologista explica que essas doenças sempre emitem sinais que podem ser percebidos pelos pais ou diagnosticados em consultas médicas. Todo quadro febril, dores de cabeça ou no pescoço, acompanhado de manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite, deve ser considerado suspeito, independentemente da situação vacinal ou da idade, diz Dorotéia. Ela aconselha que quando uma criança apresentar esses sintomas, deve ser encaminhada a uma consulta médica com urgência.
Algumas doenças relacionadas à má-formação ocular não têm tratamento, mas podem ser atenuadas por adaptações ópticas e não ópticas que proporcionem à criança suporte para a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual. De acordo com Dorotéia Matsuura, entre as más-formações tratáveis estão a ambliopia ou "olho preguiçoso", causada por estrabismo, alto grau de refração e cataratas unilaterais. "Todas permitem o bom desenvolvimento ocular quando a atenção e os cuidados dos responsáveis levam à intervenção e à solução precoce", esclarece.
Além disso, algumas doenças oculares podem ser detectadas quando a criança nasce, ainda no berçário. "O teste do olhinho tem sido realizado em todas as maternidades. Doenças como a catarata congênita, o retinoblastoma e outras são diagnosticadas com o teste realizado na maternidade", ressalta a médica do HOB.
O teste do olhinho é muito simples e feito no berçário. Em um quarto escuro, um feixe de luz é emitido pelo aparelho chamado oftalmoscópio e, quando não há nenhum obstáculo à visão, a luz vai até a retina e ao ser refletida, faz com que o examinador perceba um reflexo vermelho. "A ausência desse reflexo é um indicador de que pode haver alguma alteração congênita e o caso deve ser melhor investigado a partir desse teste", explica.
Em 2008, foi sancionada a Lei n° 4.189/2008, tornando obrigatória a realização do Teste do Olhinho no Distrito Federal.
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,diagnostico-precoce-diminui-riscos-de-perda-de-visao-em-criancas,783538,0.htm
4 de set. de 2011
AVC faz mais de cem vítimas por dia em SP
Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde indica que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos de São Paulo com AVC (acidente vascular cerebral) ou AVE (acidente vascular encefálico).
Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no SUS (Sistema Único de Saúde), número maior do que as 36,1 mil registradas no ano anterior.
Os pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no Estado, com 15,9 mil internações no ano passado. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7.300 registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5.500 internações em 2010.
Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da cidade, as principais causas para a ocorrência de derrames são: hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta); diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue); dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos); tabagismo; obesidade; sedentarismo e estresse.
O especialista ainda ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo. "O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", afirma Ribeiro.
Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar com que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.
O médico diz ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, fator que favorece o tratamento.
"Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boca torta para um lado; com um braço e ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", informa Ribeiro.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/969539-avc-faz-mais-de-cem-vitimas-por-dia-em-sp.shtml
Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no SUS (Sistema Único de Saúde), número maior do que as 36,1 mil registradas no ano anterior.
Os pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no Estado, com 15,9 mil internações no ano passado. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7.300 registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5.500 internações em 2010.
Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da cidade, as principais causas para a ocorrência de derrames são: hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta); diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue); dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos); tabagismo; obesidade; sedentarismo e estresse.
O especialista ainda ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo. "O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", afirma Ribeiro.
Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar com que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.
O médico diz ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, fator que favorece o tratamento.
"Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boca torta para um lado; com um braço e ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", informa Ribeiro.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/969539-avc-faz-mais-de-cem-vitimas-por-dia-em-sp.shtml
Bullyng não é brincadeira
Aluno do ensino básico apanha na escola e é obrigado a pagar o lanche de colega diariamente; mulher recebe ligações anônimas com insinuações sobre o comportamento do marido; garota tem sua reputação comprometida por boato espalhado na rede social. Os três são personagens de histórias que chegam ao nosso conhecimento no dia a dia e têm em comum o fato de serem vítimas de bullying, fenômeno social que acontece em todos os países e classes sociais, indistintamente.
O bullying tomou tal proporção que passou a exigir iniciativas dos órgãos públicos. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma cartilha com dicas para combater obullying, fenômeno social mundial que acontece principalmente nas escolas e nas redes sociais.
Só que o fenômeno, ao contrário do que muitos pensam, não é recente. Na avaliação da dra. Ivete Gianfaldoni Gattás, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, os bullies, ou valentões, sempre existiram. “O aumento da notícia dos atos chamados bullying se deve à maior abrangência e rapidez dos meios de comunicação, bem como ao aumento populacional e à contenção social mais frouxa.” [Image] A definição de bullying (em português, “intimidação”) é a de ato de violência física ou psicológica, intencional, repetido, praticado por um indivíduo (bully = valentão) ou por um grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar, agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender. “Obullying se caracteriza basicamente pela combinação intimidação/humilhação”, explica a especialista. “A diferença entre o bullying e a agressão comum se dá no fato de não envolver necessariamente a violência física, pela repetição do ato, pela impossibilidade de defesa do intimidado e de haver crença na força do silêncio da vítima.”
Ela explica que o bullying não se restringe somente ao ambiente escolar ou de trabalho, está na internet e em todas as redes sociais, em casa, na vizinhança, etc. “A escola é o ambiente social prioritário de crianças e jovens, e é por isso que o bullying ocorre com alguma frequência nela, pode ocorrer tanto na forma aluno-aluno como na professor-aluno, e de várias formas, como colocação de apelidos, roubo de dinheiro ou lanche contumaz, agressão física etc. E ocorre mais frequentemente em áreas escolares de supervisão adulta mínima ou inexistente. Com relação ao bullying professor-aluno, mais comumente se dá pela humilhação e pela parcialidade nas correções de tarefas ou provas.”
Outra forma bastante comum nos dias de hoje é o ciberbullying, que ocorre no espaço virtual, sem identificação do agressor. As formas mais comuns de intimidação acontecem por meio de insultos e xingamentos, fofocas, roubo de senhas, envio de fotos embaraçosas e compartilhamento de informações particulares. Já no ambiente de trabalho, normalmente se dá por intimidação regular e persistente, muitas vezes aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização.
O combate ao bullying pode se dar de várias formas: a primeira delas é encorajar a vítima a não se calar, pois esta é a principal arma do intimidador. Nas escolas, em especial, deve ser adotada tolerância zero ao bullying, com orientação constante a alunos, professores e pais. “Os pais das crianças vítimas debullying devem acolhê-las e protegê-las, usando a lei para que providências possam ser tomadas (por exemplo, o ECA, Lei nº. 8.069/90, que prevê aos jovens infratores a aplicação de medidas socioeducativas proporcionais ao ato praticado). Além disso, devem tratar os possíveis desfechos, como sintomas de ansiedade, depressão e recusa escolar, com a ajuda de um profissional”, diz a dra. Ivete.
Já nas empresas, devem ser adotados programas de esclarecimento e proteção às vitimas de bullying, além de programas constantes de aprimoramento do relacionamento profissional. “Os dirigentes das empresas devem, primeiramente, dar um bom exemplo no relacionamento com seus subordinados”, finaliza a psiquiatra.
fonte:http://www.spdm.org.br/site/images/stories/boletins/spdm_12_2011.htm#10
O bullying tomou tal proporção que passou a exigir iniciativas dos órgãos públicos. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma cartilha com dicas para combater obullying, fenômeno social mundial que acontece principalmente nas escolas e nas redes sociais.
Só que o fenômeno, ao contrário do que muitos pensam, não é recente. Na avaliação da dra. Ivete Gianfaldoni Gattás, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, os bullies, ou valentões, sempre existiram. “O aumento da notícia dos atos chamados bullying se deve à maior abrangência e rapidez dos meios de comunicação, bem como ao aumento populacional e à contenção social mais frouxa.” [Image] A definição de bullying (em português, “intimidação”) é a de ato de violência física ou psicológica, intencional, repetido, praticado por um indivíduo (bully = valentão) ou por um grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar, agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender. “Obullying se caracteriza basicamente pela combinação intimidação/humilhação”, explica a especialista. “A diferença entre o bullying e a agressão comum se dá no fato de não envolver necessariamente a violência física, pela repetição do ato, pela impossibilidade de defesa do intimidado e de haver crença na força do silêncio da vítima.”
Ela explica que o bullying não se restringe somente ao ambiente escolar ou de trabalho, está na internet e em todas as redes sociais, em casa, na vizinhança, etc. “A escola é o ambiente social prioritário de crianças e jovens, e é por isso que o bullying ocorre com alguma frequência nela, pode ocorrer tanto na forma aluno-aluno como na professor-aluno, e de várias formas, como colocação de apelidos, roubo de dinheiro ou lanche contumaz, agressão física etc. E ocorre mais frequentemente em áreas escolares de supervisão adulta mínima ou inexistente. Com relação ao bullying professor-aluno, mais comumente se dá pela humilhação e pela parcialidade nas correções de tarefas ou provas.”
Outra forma bastante comum nos dias de hoje é o ciberbullying, que ocorre no espaço virtual, sem identificação do agressor. As formas mais comuns de intimidação acontecem por meio de insultos e xingamentos, fofocas, roubo de senhas, envio de fotos embaraçosas e compartilhamento de informações particulares. Já no ambiente de trabalho, normalmente se dá por intimidação regular e persistente, muitas vezes aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização.
O combate ao bullying pode se dar de várias formas: a primeira delas é encorajar a vítima a não se calar, pois esta é a principal arma do intimidador. Nas escolas, em especial, deve ser adotada tolerância zero ao bullying, com orientação constante a alunos, professores e pais. “Os pais das crianças vítimas debullying devem acolhê-las e protegê-las, usando a lei para que providências possam ser tomadas (por exemplo, o ECA, Lei nº. 8.069/90, que prevê aos jovens infratores a aplicação de medidas socioeducativas proporcionais ao ato praticado). Além disso, devem tratar os possíveis desfechos, como sintomas de ansiedade, depressão e recusa escolar, com a ajuda de um profissional”, diz a dra. Ivete.
Já nas empresas, devem ser adotados programas de esclarecimento e proteção às vitimas de bullying, além de programas constantes de aprimoramento do relacionamento profissional. “Os dirigentes das empresas devem, primeiramente, dar um bom exemplo no relacionamento com seus subordinados”, finaliza a psiquiatra.
fonte:http://www.spdm.org.br/site/images/stories/boletins/spdm_12_2011.htm#10
27 de ago. de 2011
21 de ago. de 2011
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