Como o ser humano envelhece?
por Luiz Fujita
O principal motor do envelhecimento humano fica dentro de nossas células. Lá, as mitocôndrias fazem a respiração celular para produzir energia, mas acabam gerando como resíduo radicais livres, moléculas com um elétron a menos e que reagem facilmente, danificando a própria célula. Com o tempo os danos se acumulam, fazendo o corpo envelhecer. Além disso, a divisão celular desordenada também ajuda a envelhecer. Ao longo da vida, algumas células se multiplicam constantemente. A cada divisão, fragmentos de DNA são perdidos, causando pequenos erros genéticos que são passados para as células-filhas. Isso acontece até que a célula não consegue mais se dividir ou é destruída pelo próprio organismo por conter muitos erros. Aí, game over.
Velho é a vovozinha
Como cada parte do corpo mostra que o prazo de validade está chegando ao fim
HEEEEEIN?!
Algumas células do aparelho auditivo não se renovam e vão ficando cada vez mais danificadas, tornando difícil ouvir sons agudos. Além disso, os cílios que levam o som para dentro do ouvido caem, e os ossículos internos (martelo, bigorna, estribo e cóclea) que têm a mesma função ficam mais duros. Resultado: a gente tem que falar mais alto para a vovó ouvir
OSSO MOLE DE ROER
O tecido ósseo é formado principalmente pelos osteoblastos, células que produzem osso, e osteoclastos, que absorvem. Depois dos 45 anos de idade, os osteoclastos dominam, e passamos a perder 5% de massa óssea a cada dez anos, ficando com o esqueleto mais frágil. Quem tem osteoporose, pior ainda: perde até 25% por década
FORÇA NA PERUCA
Cabelo e pele envelhecem lado a lado. Células da raiz dos fios de cabelo param de produzir melanina, deixando a cabeleira branca - já a calvície não tem a ver com a idade; é genética. A flacidez e afinamento da pele vêm da queda na produção de colágeno. O afinamento acaba causando as rugas, mais acentuadas no rosto por causa dos músculos da face
VISU EMBAÇADO
Você certamente já ouviu seu avô reclamando de vista cansada. Ela é causada por problemas no cristalino, parte do olho que vai ficando rígida e opaca, dificultando a focalização de objetos. A opacidade gera ainda catarata. Aos 60 anos, as pupilas, que aumentam e diminuem com a diferença de luz, têm um terço do tamanho que tinham aos 20 anos, por isso fica mais difícil se adaptar ao lusco-fusco
SÓ O PANCEPS CRESCE
A menor produção de células e a queda do nível de alguns hormônios causam perda de massa muscular - são 3 quilos a menos a cada dez anos! O relaxamento muscular forçado pode até prejudicar os músculos da bexiga e dos esfíncteres, que ficam flácidos e acabam não segurando o tchan. Daí, dá-lhe fralda geriátrica...
POCHETE PERIGOSA
Com menos músculos queimando calorias e menos células no organismo, o corpo precisa de pouca energia para funcionar. Na velhice, a tireoide funciona mais devagar, desacelerando o metabolismo. Tudo isso aumenta o risco de engordar. A gordura em excesso pode ser fatal: se acumular nas artérias, pode causar infartos
As células da pele se renovam tanto que, por volta dos 40 anos, cerca de 180 kg de células já foram eliminados
Os ossos do rosto se renovam a cada dois anos. Com 50 anos, nosso crânio já é a 25ª cópia. Nos velhinhos, a renovação continua - em ritmo mais lento
As cartilagens perdem rigidez com o tempo, fazendo com que as orelhas e a ponta do nariz "caiam" e pareçam maiores
Em alguns vovôs, a proporção de gordura no organismo pode aumentar 30% comparada à dos 30 anos
Morte a conta-gotas
Última célula do corpo demora 37 horas para morrer
0
O coração para. Imediatamente, os músculos relaxam
10 s
A atividade cerebral cai
10 s - 5 min
Os órgãos, sem oxigênio, começam a parar
30 min
A pele fica pálida e azulada
1 h
A temperatura do corpo cai por volta de 1 ºC, queda que se repete a cada hora
1 h - 12 h
O corpo enrijece progressivamente
24 h
As últimas células da pele ainda estão sendo produzidas, mas ela começa a apresentar manchas escuras e o rosto pode já estar irreconhecível
37 h
Morre o último neurônio
Fim de carreira
O que a falta de hormônios provoca
Nas mulheres, a menopausa começa por volta dos 40 anos, com a queda do nível do hormônio estrógeno. Sem ele, vêm as ondas de calor e elas sentem mais cansaço e irritação. O risco de osteoporose aumenta e o sono some. Os homens sofrem bem menos com a andropausa. Como a queda de testosterona é menor e aos poucos, o único efeito é a queda da libido. Para sorte masculina, a impotência não é resultado da velhice, pois está mais ligada a fatores emocionais
*CONSULTORIA - SHIRLEI BORELLI, DERMATOLOGISTA; JOÃO CAETANO ALVARES, GERIATRA; FERNANDO BIGNARDI, GERIATRA E CÉLIA BAROLLO, MÉDICA DE SAÚDE PÚBLICA, TODOS DO CENTRO DE ESTUDOS DO ENVELHECIMENTO DA UNIFESP
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/saude/como-ser-humano-envelhece-502799.shtml
Blog destinado a divulgar a minha profissão, que é de Ortoptista, os procedimentos que realizo, que são Teste Ortóptico, Exercício Ortóptico, Visão Subnormal(adaptação de auxílios ópticos), Teste de Teller, Campimetria e Avaliação de dislexia de leitura (Avaliação de Irlen), além de publicação de reportagens de interesse geral sobre saúde e ciências; contato está na página "Biografia / Contato", abaixo à direita:
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27 de fev. de 2011
30 de jan. de 2011
Especial Bullying – Jogando limpo com a criança que tem estrabismo:
Especial Bullying – Jogando limpo com a criança que tem estrabismo:
http://oftam.blogspot.com/2010/11/especial-bullying-jogando-limpo-com.html
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26 de jan. de 2011
"Olho preguiçoso" - um tipo de cegueira prevenível e tratável
OLHO PREGUIÇOSO É A MESMA COISA QUE AMBLIOPIA
O termo ambliopia é originário do grego (amblios = tolo e ops = visão) e significa literalmente 'visão boba'. Trata-se da diminuição da acuidade visual, uni ou bilateral, num local que não se encontra lesão ocular ao exame oftalmológico. O problema é meramente funcional e pode ocorrer mesmo com uso de óculos, quando as estruturas oculares apresentam-se aparentemente normais (sem alteração orgânica).
A ambliopia aparece em decorrência de obstáculos ao desenvolvimento da visão. O olho amblíope não apresenta um amadurecimento normal da visão e é popularmente conhecido como "olho preguiçoso". A incidência de ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4% e, em geral, é prevenível ou tratável nos primeiros anos de vida.
Nos estrabismos, encontra-se ambliopia em 60% dos casos.
Detecção: fazendo a medida da acuidade visual, com a correção óptica apropriada, se houver necessidade de uso de óculos, ou sem óculos, caso não seja necessário o uso dos mesmos.
Causas: Estrabismo, diferença de erro de refração entre os olhos (alta hipermetropia e astigmatismo), catarata congênita e qualquer outro fator que impeça a formação do foco da imagem na retina são as causa mais freqüentes de ambliopia. No entanto, o estrabismo ainda é responsável por grande parte dos casos de ambliopia. Já com estrabismos de pequeno ângulo bem como diferenças de grau podem passar desapercebidas aos pais e ao médico não especialista, a prevenção da ambliopia definitiva está no exame oftalmológico de todas as crianças antes dos dois anos de idade.
Mecanismo: O mecanismo da ambliopia consiste que c ada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, o qual precisa juntá-las formando uma só imagem. Quando os dois olhos enviam uma imagem igual para o mesmo objeto obtém-se facilmente a fusão das imagens. Porém, quando cada olho está fixando num ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue juntá-las.
Como defesa, o olho elimina automaticamente a imagem que vem do olho desviado. A supressão do olho desviado faz com que não haja desenvolvimento visual e fica o olho mais fraco (amblíope ou olho preguiçoso).
Tratamento: O tratamento da ambliopia começa com o uso de correção óptica (se indicada) seguida da oclusão do olho de melhor acuidade visual. Isto é feito para permitir que o olho mais fraco se desenvolva.
Nos casos de estrabismo o tratamento inclui ainda a correção do desvio.
Sucesso ou fracasso no tratamento: A oclusão do olho bom geralmente não é bem aceita pela criança (que não quer ficar apenas com o olho ruim), mas a persistência dos pais no tratamento deve ser mantida para a recuperação da visão da criança.
Dois fatores são importantes na adesão ao tratamento: acuidade visual inicial e intensidade da ambliopia. Quanto melhor a visão inicial e menos tempo decorrer para se obter uma acuidade visual funcional, maior será a chance de sucesso do tratamento.
Quanto mais precoce é o tratamento da ambliopia, melhor é o resultado.
Os pais de crianças com ambliopia devem estar cientes de que o tratamento é prolongado e também o único meio eficaz de corrigir o problema e que se a criança abandonar o tratamento a visão regride novamente, ou seja todo o tratamento é perdido.
O que pode acontecer caso a ambliopia não seja tratada:
Se o olho amblíope não for tratado terá uma perda visual irreversível e a criança terá 50 % mais chance de ficar cega, uma vez que ninguém está excluído de ter uma doença ou acidentar um olho bom em alguma época da vida.
O desenvolvimento de visão nos dois olhos é importante. Muitas profissões não admitem pessoas que tenham boa visão em apenas um olho. Caso a pessoa perca visão em um olho por trauma ou doença, é essencial que o outro olho tenha boa visão. Por todos estes motivos, a ambliopia deve ser detectada e tratada o mais precocemente possível.
Finalizando, a ambliopia pode ser prevenida e detectada com o exame oftalmológico precoce e a medida da acuidade visual, que torna-se confiável por volta de 3 e 1/2 anos a 4 anos de idade, que devem ser repetidos anualmente, mesmo que sempre dêem normais, devendo ser repetidos até os 7/8 anos de idade, pois é na fase escolar que muitos problemas são mais evidentes, tais como:
Reclamar de dor de cabeça e/ ou lacrimejamento durante ou após esforço visual (na escola, TV , leitura)
Aperta ou arregala os olhos para ver melhor ;
Aproxima-se da TV ou do livro para ler;
Evita brincadeiras ao ar livre;
Apresenta desinteresse na leitura;
Apresenta mudanças do comportamento, olhos vermelhos após leitura e caspa nos cílios.
Puxaram seu tapete no trabalho?
Tags: Elogio, Inveja, Liderança, trabalho
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Em qualquer ambiente de trabalho existem aqueles caras invejosos, que são incapazes e ficam com ciúme do seu talento, de ver que você está vencendo e ganhando mais do que eles. Procuram de todo jeito puxar o seu tapete, te derrubar. Falam mal de você para o seu chefe, para os seus colegas, mas quando estão na sua presença ficam te elogiando. São as “traíras” de carteirinha que existem por aí e você precisa aprender a conviver com eles.
Como? Primeiro faça bem o seu trabalho. O chefe que se deixa impregnar com comentários maldosos desse tipo é um mau chefe, muito provavelmente é incompetente. Se ele dá bola para fofocas, preste atenção! Procure ter uma conversa franca com ele, abra o jogo. Diga que sabe da existência de conversas a seu respeito e gostaria de saber a opinião dele em relação ao seu trabalho. Isso vai acabar exercendo uma tremenda pressão sobre o chefe e ele vai ter de se posicionar.
A minha experiência mostra que, na maioria das vezes, ele vai dizer que é impressão sua e não é nada disso do que você está pensando. Aproveite o momento e ressalte que você gosta do seu trabalho, está ali para o que der e vier. E enfatize, diga que sempre fará mais do que é capaz. Você pode estar certo que aqueles que querem puxar o seu tapete não vão ter mais espaço. Agora, se seu chefe é daqueles que não dão ouvidos a boatos, fofocas e intrigas, não há razão para se preocupar.
E você, o que vai fazer com relação a essa pessoa que está querendo puxar o seu tapete? Ahhh, um alerta! Nem sempre você consegue de fato identificá-lo. Mas se você sabe muito bem quem é, tenha uma conversa com ele. Nada de briga. Traga-o para perto e fale que vocês podem subir juntos na empresa e seja objetivo mostrando que ele não precisa apagar a sua luz pra ele brilhar. Essa conversa vai ajudar. É muito bom perdoar as “traíras”, só não esqueça o nome deles.
Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/julio-cardozo/2011/01/26/puxaram-seu-tapete-no-trabalho/
3 de jan. de 2011
26 de dez. de 2010
VISÃO SUBNORMAL – PERGUNTAS E RESPOSTAS
VISÃO SUBNORMAL – PERGUNTAS E RESPOSTAS
• Como determinar a porcentagem da visão?
A VISÃO é uma soma de várias funções visuais: ACUIDADE VISUAL, CAMPO VISUAL, VISÃO CROMÁTICA (visão para cores), ESTEREOPSIA (percepção de profundidade) e outras. Quando se falava em porcentagem de visão, a referência era com relação a agudeza visual que é o exame clássico de ver letras ou desenhos a uma determinada distância. Dependendo da patologia, a pessoa portadora de visão subnormal pode ter uma baixa acuidade visual e se tiver um campo visual reduzido, terá dificuldade na de ambulação. Por isso não é possível que considerem a primeiro exemplo como uma porcentagem baixa de visão e o segundo com uma porcentagem alta.
• Faz mal ver televisão de perto?
Não há nenhuma prova científica que possa afirmar que a emissão de raios catódicos pela TV possa trazer algum dano ao globo ocular. É comum este tipo de queixa com crianças no atendimento oftalmológico no dia a dia e na maioria das vezes não se encontra nenhuma patologia. Além da indicação do exame oftalmológico, é bom ressaltar a importância de que nos casos de visão subnormal, a magnificação obtida pela pouca distância faz a diferença para ver melhor e serve como ESTIMULAÇÃO VISUAL quando necessário. Apesar dos palpites de que faz mal, não há contra-indicação para ver TELEVISÃO de perto.
• A partir de que idade, a pessoa que tenha algum problema visual, deverá ser submetida a uma avaliação de Visão Subnormal?
Desde o nascimento. Nasceu de um recém nato prematuro, ou que tenha tido algum sofrimento no parto (ver GRAVIDEZ), ou que haja a constatação de algum dano ocular por infecção ou outra causa, deverá ser submetido após a avaliação oftalmológica e avaliação de visão Subnormal. No caso de um recém nato ou uma criança de baixa idade, poderá ser indicada a ESTIMULAÇÃO VISUAL precoce.
• Com que visão deve-se procurar atendimento de Visão Subnormal?
Se após a avaliação oftalmológica, a VISÃO com a melhor correção ótica (ÓCULOS, LENTE DE CONTATO) não puder melhorar com algum tratamento clínico ou cirúrgico e se isso impedir a pessoa de fazer uma determinada atividade, considera-se que a funcionalidade de Visão está diminuída e neste caso há a indicação de fazer a avaliação de Visão Subnormal para determinar a possibilidade de algum RECURSO ÓTICO a ser utilizado.
• Um portador de Retinose Pigmentar teria algum recurso de Visão Subnormal que lhe permitisse dirigir?
A RETINOSE PIGMENTAR leva a uma diminuição progressiva do CAMPO VISUAL. Dependendo do acometimento do campo visual, e no momento não se dispõe de RECURSO ÓTICO que possa aumentá-lo para permitir a prática de direção, pois a mesma exige um campo visual amplo.
• Uma criança que apresenta lesão de mácula, pois a mãe na gravidez contraiu Toxoplasmose. Teria algum tipo de tratamento para ela?
A TOXOPLASMOSE congênita (ver GRAVIDEZ) quando acomete só a MÁCULA, produz uma cicatriz, que impede a VISÃO CENTRAL (ver ESQUEMA) que é responsável pela visão de detalhes (leitura, etc....). Até o momento não se dispõe de um tratamento para remover cicatriz e substituí-la por tecido saudável. Esta condição costuma ser estável e permita uma boa funcionalidade de visão. Nestes casos a Visão Subnormal poderá ajudá-lo a ter uma qualidade de Visão funcional melhor.
• Caso um idoso apresente baixa de visão recente por ter contraído degeneração macular senil há indicação para Visão Subnormal?
A DEGENERAÇÃO MACULAR (ver MÁCULA) relacionada a idade é a maior causa de deficiência visual adquirida no mundo, em pessoas acima de 60 anos. Dependendo do tipo (com ou sem neovascularização subretiniana) e da área atingida, os RECURSOS ÓTICOS de visão subnormal podem ser úteis para uma melhor performance visual.
• A avaliação de Visão Subnormal está indicada para pacientes com Diabetes?
A Visão Subnormal está indicada para qualquer caso em que a pessoa não consiga uma boa funcionalidade de visão com os recursos óticos convencionais (ÓCULOS, LENTE DE CONTATO). Faz-se necessário a avaliação oftalmológica e o tratamento indicado. No caso de DIABETES, a pessoa deverá manter um bom controle clínico e ter avaliação constante de Retinopatia Diabética (ver RETINA). Uma vez definido e controlado o estágio de patologia de base, a pessoa estará apta para a avaliação de Visão Subnormal.
• Os recursos de Visão Subnormal são raros?
Alguns sim, outros não. Atualmente dispõe-se de alguns RECURSOS fabricados no Brasil. Alguns dos recursos importados são mais acessíveis hoje do que há alguns anos atrás. O mais importante é que o paciente seja avaliado e junto com a prescrição dos recursos, independente de eles serem adquiridos ou não, serão feitas as recomendações para otimizar a funcionalidade da visão independente de recursos.
• A Visão Subnormal se baseia somente na prescrição de lentes especiais?
Não. Pode se dispor de RECURSOS ÓTICOS, não óticos, tecnológicos e não visuais. A uma pessoa que tenha dificuldade de deambular por apresentar um CAMPO VISUAL reduzido, poderia ser sugerido “Orientação e Mobilidade” que permitirá autonomia na deambulação. O uso de boné e protetores laterais no caso de pessoas albinas, diminui o desconforto com a luz. Outras orientações como reforçar o contraste, sentar próximo ao quadro, xerox ampliada também não dependem de recursos óticos.
FONTE: http://www.ibc.gov.br/?itemid=124
• Como determinar a porcentagem da visão?
A VISÃO é uma soma de várias funções visuais: ACUIDADE VISUAL, CAMPO VISUAL, VISÃO CROMÁTICA (visão para cores), ESTEREOPSIA (percepção de profundidade) e outras. Quando se falava em porcentagem de visão, a referência era com relação a agudeza visual que é o exame clássico de ver letras ou desenhos a uma determinada distância. Dependendo da patologia, a pessoa portadora de visão subnormal pode ter uma baixa acuidade visual e se tiver um campo visual reduzido, terá dificuldade na de ambulação. Por isso não é possível que considerem a primeiro exemplo como uma porcentagem baixa de visão e o segundo com uma porcentagem alta.
• Faz mal ver televisão de perto?
Não há nenhuma prova científica que possa afirmar que a emissão de raios catódicos pela TV possa trazer algum dano ao globo ocular. É comum este tipo de queixa com crianças no atendimento oftalmológico no dia a dia e na maioria das vezes não se encontra nenhuma patologia. Além da indicação do exame oftalmológico, é bom ressaltar a importância de que nos casos de visão subnormal, a magnificação obtida pela pouca distância faz a diferença para ver melhor e serve como ESTIMULAÇÃO VISUAL quando necessário. Apesar dos palpites de que faz mal, não há contra-indicação para ver TELEVISÃO de perto.
• A partir de que idade, a pessoa que tenha algum problema visual, deverá ser submetida a uma avaliação de Visão Subnormal?
Desde o nascimento. Nasceu de um recém nato prematuro, ou que tenha tido algum sofrimento no parto (ver GRAVIDEZ), ou que haja a constatação de algum dano ocular por infecção ou outra causa, deverá ser submetido após a avaliação oftalmológica e avaliação de visão Subnormal. No caso de um recém nato ou uma criança de baixa idade, poderá ser indicada a ESTIMULAÇÃO VISUAL precoce.
• Com que visão deve-se procurar atendimento de Visão Subnormal?
Se após a avaliação oftalmológica, a VISÃO com a melhor correção ótica (ÓCULOS, LENTE DE CONTATO) não puder melhorar com algum tratamento clínico ou cirúrgico e se isso impedir a pessoa de fazer uma determinada atividade, considera-se que a funcionalidade de Visão está diminuída e neste caso há a indicação de fazer a avaliação de Visão Subnormal para determinar a possibilidade de algum RECURSO ÓTICO a ser utilizado.
• Um portador de Retinose Pigmentar teria algum recurso de Visão Subnormal que lhe permitisse dirigir?
A RETINOSE PIGMENTAR leva a uma diminuição progressiva do CAMPO VISUAL. Dependendo do acometimento do campo visual, e no momento não se dispõe de RECURSO ÓTICO que possa aumentá-lo para permitir a prática de direção, pois a mesma exige um campo visual amplo.
• Uma criança que apresenta lesão de mácula, pois a mãe na gravidez contraiu Toxoplasmose. Teria algum tipo de tratamento para ela?
A TOXOPLASMOSE congênita (ver GRAVIDEZ) quando acomete só a MÁCULA, produz uma cicatriz, que impede a VISÃO CENTRAL (ver ESQUEMA) que é responsável pela visão de detalhes (leitura, etc....). Até o momento não se dispõe de um tratamento para remover cicatriz e substituí-la por tecido saudável. Esta condição costuma ser estável e permita uma boa funcionalidade de visão. Nestes casos a Visão Subnormal poderá ajudá-lo a ter uma qualidade de Visão funcional melhor.
• Caso um idoso apresente baixa de visão recente por ter contraído degeneração macular senil há indicação para Visão Subnormal?
A DEGENERAÇÃO MACULAR (ver MÁCULA) relacionada a idade é a maior causa de deficiência visual adquirida no mundo, em pessoas acima de 60 anos. Dependendo do tipo (com ou sem neovascularização subretiniana) e da área atingida, os RECURSOS ÓTICOS de visão subnormal podem ser úteis para uma melhor performance visual.
• A avaliação de Visão Subnormal está indicada para pacientes com Diabetes?
A Visão Subnormal está indicada para qualquer caso em que a pessoa não consiga uma boa funcionalidade de visão com os recursos óticos convencionais (ÓCULOS, LENTE DE CONTATO). Faz-se necessário a avaliação oftalmológica e o tratamento indicado. No caso de DIABETES, a pessoa deverá manter um bom controle clínico e ter avaliação constante de Retinopatia Diabética (ver RETINA). Uma vez definido e controlado o estágio de patologia de base, a pessoa estará apta para a avaliação de Visão Subnormal.
• Os recursos de Visão Subnormal são raros?
Alguns sim, outros não. Atualmente dispõe-se de alguns RECURSOS fabricados no Brasil. Alguns dos recursos importados são mais acessíveis hoje do que há alguns anos atrás. O mais importante é que o paciente seja avaliado e junto com a prescrição dos recursos, independente de eles serem adquiridos ou não, serão feitas as recomendações para otimizar a funcionalidade da visão independente de recursos.
• A Visão Subnormal se baseia somente na prescrição de lentes especiais?
Não. Pode se dispor de RECURSOS ÓTICOS, não óticos, tecnológicos e não visuais. A uma pessoa que tenha dificuldade de deambular por apresentar um CAMPO VISUAL reduzido, poderia ser sugerido “Orientação e Mobilidade” que permitirá autonomia na deambulação. O uso de boné e protetores laterais no caso de pessoas albinas, diminui o desconforto com a luz. Outras orientações como reforçar o contraste, sentar próximo ao quadro, xerox ampliada também não dependem de recursos óticos.
FONTE: http://www.ibc.gov.br/?itemid=124
21 de dez. de 2010
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• Problemas com download ou com produto
• Assuntos diversos
• Reclamações diversas
Correspondências:
Editora Alyá Ltda. ME - Universidade Falada ®
Alameda Joaquim Eugênio de Lima 1674, casa 2.
CEP 01403-002
São Paulo – SP - Brasil
Telefones
Brasil – São Paulo: 55-11 3884-1043
Fax: 55-11 3885-4511
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